Você entra em uma arena com inimigos de escudos azuis, verdes e vermelhos. Em segundos, precisa alternar entre tiro certeiro, rajada e explosão de curta distância. Essa é a promessa de Immortals of Aveum, um FPS que troca balas por magia.
Depois de muitas horas no PS5, a sensação é que o jogo acerta no combate criativo, mas peca na repetição e no acabamento técnico. A história clichê e a linearidade extrema podem afastar quem busca profundidade.
Se você está considerando comprar, este review ajuda a decidir se a magia compensa para o seu estilo de jogo.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Se você busca ação rápida, o sistema de três magias funciona como shotgun, rifle e metralhadora. A troca constante é necessária contra escudos coloridos.
- História importa? O roteiro é previsível, com diálogos fracos e vilões unidimensionais. Se você pula cutscenes, talvez nem note.
- Tolerância a repetição? O combate é divertido, mas a variedade de inimigos é baixa. Prepare-se para enfrentar os mesmos tipos de soldados por horas.
- Quer explorar? O jogo é 100% linear, sem missões secundárias. Apenas baús e desafios Shroudfane para esticar a campanha.
- Joga no PS5? A performance é 60 fps na maior parte, mas a resolução dinâmica baixa (próximo de 1080p) deixa a imagem menos nítida que outros títulos. Problemas técnicos podem incomodar.
1. Immortals of Aveum para PlayStation 5: FPS mágico com combate criativo, mas repetitivo
Fonte: Amazon.com.brJogo Immortals of Aveum – PS5 / PlayStation 5
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Você controla Jak, um mago raro que domina três cores. vermelho (curta distância, estilo shotgun), azul (precisão, rifle) e verde (rajada, SMG). Cada cor é uma arma tática, e os inimigos têm escudos coloridos que forçam a troca constante. Nos primeiros capítulos, a fluidez impressiona: você desvia, usa escudo, flutua no ar e solta feitiços de Fúria contra chefes como os Seis. As arenas são bem desenhadas, e a progressão com árvore de talentos e equipamentos (quatro raridades) dá uma sensação de evolução. Mas, após algumas horas, a variedade de inimigos é baixa, e o loop de combate se repete com poucas variações. A falta de uma roda de armas no controle incomoda: a troca cíclica e linear entre as três cores em momentos de caos é frustrante. A história, sobre uma guerra eterna entre reinos, é recheada de clichês e diálogos fracos. A dublagem é boa (Darren Barnet e Gina Torres se destacam), mas o roteiro não dá profundidade a eles. Tecnicamente, o PS5 roda a 60 fps estáveis, mas a resolução dinâmica baixa (provavelmente 1080p ou menos) deixa texturas borradas em cenários abertos. Patches recentes adicionaram HDR e AMD FSR 3, mas o visual ainda fica aquém de outros exclusivos. A direção de arte é vibrante, mas a baixa resolução compromete o visual. Para fãs de FPS que querem uma abordagem mágica, Immortals of Aveum oferece diversão genuína por umas 15 a 20 horas. Mas se você busca história marcante, variedade de inimigos ou um jogo tecnicamente polido, a frustração pode superar a diversão.
Prós
- Sistema de combate com três magias criativo e fluido
- Progressão com árvore de talentos e equipamentos permite customização
- Direção de arte vibrante, com cenários variados e bem construídos
- Chefes desafiadores que exigem estratégia
- Sem microtransações ou DLC planejados
Contras
- Combate fica repetitivo após algumas horas, com baixa variedade de inimigos
- História clichê e personagens unidimensionais
Como funciona o combate mágico?
Em uma arena, você enfrenta três soldados: um de escudo azul, outro verde e outro vermelho. Você precisa trocar de magia instantaneamente para derrubar cada um. É assim que Immortals of Aveum funciona. O jogo substitui armas por sigilos mágicos: vermelho para curta distância (estilo shotgun), azul para precisão (rifle de elite) e verde para rajadas automáticas (SMG). A troca é feita com os botões do direcional, e você alterna constantemente porque os inimigos têm escudos coloridos que só cedem à magia correspondente.
Além dos tiros básicos, há feitiços especiais: Fúria (ultimates poderosos), Controle (laço para puxar inimigos ou objetos) e Domínio (super movimento). Você também pode desviar, flutuar no ar e usar um escudo mágico. A combinação dessas habilidades cria momentos de ação intensa, especialmente contra os chefes 'Os Seis', que exigem paciência e estratégia. O problema é que, após algumas horas, a mesmice dos encontros cansa. A variedade de inimigos é baixa, e as táticas para derrotá-los mudam pouco.
Campanha e conteúdo: vale o tempo?
A campanha principal leva entre 15 e 20 horas no modo normal, podendo chegar a 25 com exploração de baús e desafios Shroudfane. Não há missões secundárias: o jogo é 100% linear, com fases que se seguem em ordem fixa. Os puzzles ambientais são simples e quebram o ritmo da ação, mas não acrescentam muito. Para quem busca uma experiência direta, sem enrolação, isso pode ser um ponto positivo. Já quem gosta de liberdade e conteúdo opcional vai sentir falta.
A árvore de talentos (mais de 80 nós) e o sistema de equipamentos com quatro raridades (Comum, Raro, Épico, Lendário) oferecem alguma profundidade. Você pode moldar seu estilo de jogo, focando em dano de uma cor específica ou em resistência. A progressão constante segura o interesse, mas a repetição dos confrontos diminui a vontade de continuar. O jogo também não tem um New Game+ e nem DLC planejados: o que está lá é o que você joga.
Desempenho no PlayStation 5: o preço da magia
No PS5, o jogo roda a 60 quadros por segundo na maior parte do tempo, com algumas quedas em cenas cheias de efeitos. O maior problema é a resolução dinâmica, que frequentemente fica abaixo de 1080p, deixando a imagem borrada em TVs grandes. Patches recentes (1.0.6.3 e 1.0.6.4) adicionaram suporte a HDR e AMD FSR 3, que melhoram um pouco a situação, mas o visual ainda está longe do que se espera de um jogo com Unreal Engine 5. Em cenários abertos, texturas e vegetação perdem detalhes.
Os tempos de carregamento são rápidos graças ao SSD, e a fluidez do combate compensa em parte as limitações gráficas. Se você é sensível a baixa resolução ou prefere jogos com acabamento visual impecável, talvez se decepcione. Por outro lado, quem prioriza jogabilidade acima de tudo vai se adaptar.
Perguntas frequentes sobre review Immortals of Aveum PlayStation 5
Quanto tempo dura a campanha de Immortals of Aveum?
A campanha principal leva entre 15 e 20 horas no modo normal, podendo chegar a 25 horas com exploração completa. A duração varia conforme a dificuldade e o quanto você se dedica a baús e desafios opcionais.
O jogo roda a 60 fps no PS5?
Sim, Immortals of Aveum mantém 60 fps na maior parte do tempo no PS5, com algumas quedas em cenas de muitos efeitos. A resolução, porém, é dinâmica e frequentemente baixa (próximo de 1080p), o que afeta a nitidez.
Immortals of Aveum tem modo multiplayer ou cooperativo?
Não. O jogo é apenas single-player, sem qualquer modo multiplayer ou cooperativo.
O jogo está disponível em português do Brasil?
Sim, o jogo tem legendas e menus em português do Brasil. A dublagem está em inglês, com vozes de Darren Barnet e Gina Torres.
Vale a pena comprar Immortals of Aveum para PS5?
Se você curte FPS com ação frenética e não se importa com repetição e história fraca, o combate mágico é divertido. Mas se busca polimento técnico, variedade ou narrativa marcante, o jogo pode decepcionar.
