Horizon Zero Dawn Remastered: um colírio visual que revive a caça de Aloy no PS5

Escalar uma montanha na tundra, sentir o vento nos gatilhos adaptativos do DualSense e ver os flocos de neve ficarem mais nítidos que o original não entregava. Horizon Zero Dawn Remastered mostra que não é só repintura: é um polimento caprichado na aventura que já conquistou milhões. Mas será que só beleza justifica o investimento?

Para quem nunca visitou o mundo pós-apocalíptico de Aloy, esta é a porta de entrada dos sonhos. Para quem caçou Thunderjaws no PS4, a história é outra: o remaster acerta nos gráficos, mas não mexe em nada que já funcionava bem. Esse é o dilema.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • No modo performance (60 FPS) o combate fica mais fluido; no modo qualidade (30 FPS) a iluminação e reflexos ganham destaque, mas a diferença é sutil em movimento.
  • Os gatilhos adaptativos e a resposta tátil do DualSense transformam cada flechada e cada passo em algo mais visceral. especialmente ao usar o arco.
  • A DLC The Frozen Wilds vem inclusa, adicionando uma nova região, máquinas inéditas e cerca de 10 a 15 horas extras de campanha.
  • Donos do original podem fazer o upgrade por um valor reduzido (cerca de US$ 9,99 ou equivalente) e trazer o save do PS4 para continuar de onde pararam.
  • A campanha principal rende umas 22 horas; para platinar, prepare-se para explorar tudo por umas 60 horas ou mais.

1. Horizon Zero Dawn Remastered para PlayStation 5: a caçada visualmente espetacular de Aloy

Da primeira cena, o remaster já impressiona: a iluminação trocou o tom amarelado por cores mais naturais, e o HDR faz cada entardecer parecer uma pintura. Os modelos de personagens, em especial Aloy, ganharam texturas finas; os cenários parecem mais vivos, com vegetação densa e rochas detalhadas. O mundo parece mais real. Com o controle em mãos, reencontramos um velho amigo. O combate segue ágil e tático: flechas elementais, armadilhas, ataques corpo a corpo. tudo no mesmo ritmo que cativou milhões. A árvore de habilidades recompensa a exploração, e a evolução constante mantém o pique. Onde o remaster realmente brilha é no DualSense: cada flecha tensiona os gatilhos, o estrondo de um Thunderjaw ressoa no áudio 3D. É imersão que transforma ações em sensações. O que não muda é o conteúdo. A campanha é a mesma de 2017, com diálogos que, confesso, às vezes caem em exposição repetitiva. Personagens secundários seguem funcionais, sem brilho. Para quem zerou o original, o fator surpresa some rápido. O adicional resume-se à Frozen Wilds, já conhecida. O melhor para veteranos é o upgrade barato: por uns US$ 10, reviver tudo com gráficos de nova geração e save transferido. No modo performance, o jogo mantém 60 FPS estáveis, com carregamentos de poucos segundos. O modo qualidade segura 30 FPS, mas a diferença visual é sutil demais para abrir mão da fluidez. O save do PS4 é compatível. dá para continuar exatamente de onde parou. Horizon Zero Dawn Remastered é um presente para novatos e uma desculpa honesta para veteranos revisitarem o mundo com novos olhos (e controles). Não reinventa a roda, mas lustra cada detalhe com capricho. Se busca mudanças profundas na jogabilidade, vai se frustrar. Se quer a versão definitiva de uma aventura que já era excelente, é aqui.

Prós

  • Upgrade visual impressionante: iluminação, texturas e HDR elevam o nível
  • Modo performance a 60 FPS liso e carregamentos quase instantâneos
  • Uso refinado do DualSense com gatilhos adaptativos e resposta tátil
  • Inclui a DLC The Frozen Wilds sem custo extra
  • Save do PS4 compatível e upgrade acessível para donos do original

Contras

  • Nenhuma mudança na jogabilidade, conteúdo ou narrativa além dos gráficos
  • Diálogos e personagens secundários continuam fracos em alguns momentos

Gráficos de nova geração: mais do que um simples upscale

Já na primeira cutscene, o ganho visual aparece: a paleta amarelada deu lugar a cores vibrantes e naturais. Texturas de vegetação, rochas e armaduras exibem detalhes que antes passavam despercebidos. Com HDR bem calibrado, cada ambiente. do deserto escaldante à tundra congelada. ganha profundidade. Os modelos dos personagens foram refinados; Aloy tem expressões mais sutis, e NPCs não parecem mais manequins de cera.

Tecnicamente, são dois modos: qualidade (30 FPS, resolução dinâmica próxima do 4K nativo) e performance (60 FPS, resolução ligeiramente inferior). O modo performance é o recomendado. a fluidez extra favorece o combate ágil, e a perda visual é quase imperceptível. O carregamento, com SSD, é questão de segundos. Uma experiência que o PS4 não entregava.

Jogabilidade intacta: o que já era bom continua ótimo

Caçar o primeiro Tallneck com o controle nas mãos é reencontrar um amigo. O loop continua firme: rastrear máquinas, planejar a abordagem, flechas elementais nas fraquezas, golpe final. A árvore de habilidades. três ramos principais. recompensa quem explora cada canto e faz missões secundárias. Evolução constante, combate que não cansa.

O DualSense é a adição mais marcante. Gatilhos adaptativos tensionam ao puxar o arco; a resposta tátil vibra ao escalar ou levar golpe. Não altera a estratégia, mas transforma cada ação em algo visceral. Para novatos, é a melhor porta de entrada. Para veteranos, o ganho real é sentir de novo, com mais intensidade, o que já era bom.

Para quem brilha e quem pode pular esta versão

Para quem nunca pisou nesse mundo, o remaster é a melhor chegada. Pacote completo com gráficos de ponta, desempenho sólido e DualSense. A história de Aloy. caçadora em busca de respostas. segue cativante, e o combate contra máquinas colossais segura o interesse por dezenas de horas.

Veteranos que já zeraram o original e não ligam para visuais vão achar o saldo modesto. As melhorias gráficas são reais, mas jogabilidade, narrativa e conteúdo são idênticos. O upgrade barato vale como desculpa para uma segunda jornada, especialmente se você gosta do modo foto. No fim, é o mesmo jogo, só que mais bonito.

Perguntas frequentes sobre review Horizon Zero Dawn Remastered PlayStation 5

O jogo roda a 60 FPS no PS5?

Sim. O modo performance mantém 60 quadros por segundo estáveis, com resolução dinâmica próxima do 4K. Há também um modo qualidade travado em 30 FPS com resolução mais alta.

O save do PS4 é compatível com o remaster?

Sim. Você pode transferir seu progresso do PS4 para o PS5 e continuar de onde parou, incluindo todos os itens e habilidades desbloqueadas.

A DLC The Frozen Wilds está incluída?

Sim. O remaster vem com a expansão The Frozen Wilds já integrada, adicionando uma nova região, máquinas inéditas e cerca de 10 a 15 horas extras de campanha.

Vale a pena para quem já zerou o jogo original?

Depende. Se você valoriza gráficos de ponta e quer reviver a aventura com maior imersão (DualSense, 60 FPS), o upgrade custa pouco e compensa. Se não liga para visuais, o conteúdo é idêntico.

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Especialista editorial

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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