Review High on Life 2: o skate salva o caos, mas o combate patina

High on Life 2 larga a mão pesada do primeiro jogo e coloca você sobre um skate. Literalmente. Enquanto desvia de tiros em um corredor alienígena, você faz grind, wall ride e até um kickflip antes de meter um tiro na cabeça de um alien. A Squanch Games apostou na locomoção como estrela do show, e por alguns momentos é mágico. A trama de um caçador de recompensas protegendo a irmã de uma conspiração farmacêutica rende missões criativas: um mistério em MurderCon, um suspense em um cruzeiro interestelar e, claro, a batalha dentro do menu de opções. Mas o jogo também tropeça.

O skate resolve a mobilidade, mas o combate ainda soa fraco. Inimigos sugam balas como esponjas, e as armas falantes, apesar de criativas e bem dubladas (Travis e Sheath são destaques), não causam impacto. Some isso a uma performance capenga no PS5 base, com resolução que despenca a 720p e bugs que às vezes travam o progresso. High on Life 2 é um parque de diversões com brinquedos quebrados. mas, se você aceita o caos, a diversão é genuína.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Priorize o skate: ele é o ponto alto da experiência e exige prática para dominar em combate. A campanha principal rende de 10 a 12 horas, mas os colecionáveis e minigames estendem a vida útil para 25-30 horas. A localização em português brasileiro está impecável nas legendas, mas o áudio permanece em inglês. Quem busca um FPS polido pode se frustrar com a performance irregular; fãs de humor absurdo vão adorar a bagunça.
  • Prepare-se para bugs: o jogo no PS5 base sofre com quedas de resolução e travamentos. Se você tem paciência zero para instabilidade, espere por patches ou jogue no PC.
  • Mergulhe nos colecionáveis: os 199 Luglox, cartas de skate e minigames arcade são o que estendem a diversão. A exploração recompensa com momentos absurdos que valem a pena.

1. High on Life 2 para PlayStation 5: comédia alienígena sobre rodas

Você controla um caçador de recompensas tentando salvar a irmã de uma conspiração farmacêutica, e seu melhor aliado não é uma arma. é um skate. Sim, um skate que permite grind, wall ride e manobras enquanto você atira. Em segundos, você cruza um hub alienígena, desvia de tiros e ainda faz um ollie. A exploração vira um parque de diversões, e a sensação de fluidez é real. Mas o combate? Continua sem cravar. As Gatlians são criativas, mas o impacto dos tiros é fraco e a troca de armas emperra. Inimigos comuns parecem esponjas, e os chefes exigem paciência, não estratégia. O skate ajuda a manter distância, mas em espaços fechados a câmera desorienta e a precisão cai. A campanha principal leva umas 10 a 12 horas, com picos criativos: uma missão de assassinato em uma convenção (MurderCon), uma batalha dentro do menu de configurações e um suspense em um cruzeiro interestelar. O design de fases é variado e cheio de segredos. 199 Luglox espalhados, cartas de skate, pôsteres e minigames arcade. A repetição aparece, mas a vontade de ver o próximo absurdo segura o ritmo. No PS5 base, a resolução cai para 720p dinâmico, com pop-in e quedas de frame constantes. No Pro, melhora um pouco, mas a imagem ainda parece borrada. Bugs fazem parte do pacote: áudio some, personagens somem, e peuvent ocorrer travamentos que exigem reinício. High on Life 2 entrega o que promete: uma comédia absurda com uma nova camada de locomoção. O skate é o trunfo do jogo, o roteiro funciona melhor que o original e o elenco de dublagem é de primeira. Porém, quem busca um FPS competitivo ou um jogo sem sustos técnicos vai se frustrar. Para quem curte a proposta, é um parque de diversões alienígena com direito a fila e alguns brinquedos quebrados.

Prós

  • Skate transforma locomoção e combate, adicionando fluidez e manobras criativas
  • Humor mais afiado e história com escolhas que afetam o final
  • Localização em português brasileiro completa (legendas e interface)
  • Design de fases variado com segredos e minigames que aumentam a rejogabilidade

Contras

  • Combate sem impacto, armas fracas e chefes esponja de balas
  • Performance instável no PS5 base (720p, quedas de FPS, pop-in)

O skate que mudou o jogo

Grindar em corrimãos enquanto desvia de tiros é a essência de High on Life 2. O skate não é um acessório: ele redefine como você encara cada cenário. Numa missão no cruzeiro, você pode subir em paredes, pular obstáculos e até usar spikes para atacar em área. A sensação de velocidade é contagiante, e nos momentos de perseguição, você esquece que o jogo é um FPS. Mas nem tudo é perfeito: em corredores estreitos, a câmera desorienta e a mira fica imprecisa, forçando você a confiar mais no movimento do que nos gatilhos.

Combate que não convence

As armas falantes têm personalidade, mas a troca lenta e o impacto fraco estragam a festa. Inimigos comuns sugam balas como se não houvesse amanhã, e chefes como o guardião do zoológico alienígena viram um teste de paciência. A progressão é linear, com algumas áreas de exploração, mas sem revisitar mundos anteriores. você só compra itens perdidos. As missões variam entre criativas (MurderCon) e filler, mas o ritmo se mantém graças aos absurdos que pipocam a cada esquina. As escolhas de diálogo afetam o final, dando algum replay, mas a campanha de 10-12 horas não é suficiente para quem busca profundidade.

Performance e bugs: o preço da ambição

Unreal Engine 5 deveria ser um colírio, mas no PS5 base a resolução dinâmica despenca a 720p, com pop-in e quedas de frame. Não há modo gráfico seletivo; o jogo tenta 60 fps, mas falha. No PS5 Pro, o PSSR melhora a imagem, mas texturas borradas e artefatos persistem. Bugs são frequentes: áudio que corta, personagens que ficam presos na geometria, e em casos raros, travamentos que exigem reinício. Se você tem paciência zero para instabilidade, espere por patches ou jogue no PC.

Perguntas frequentes sobre review High on Life 2 PlayStation 5

High on Life 2 tem modo multiplayer?

Não. O jogo é estritamente single-player, focado na campanha com escolhas, colecionáveis e atividades paralelas. Não há cooperativo nem modos competitivos.

O skate realmente faz diferença no combate?

Sim, mas depende do cenário. Em áreas abertas, o skate permite ataques rápidos e mobilidade. Em corredores, a câmera atrapalha e a precisão cai. O ideal é combinar skate com armas de longo alcance.

Preciso jogar o primeiro High on Life para entender a história?

Não é obrigatório, mas ajuda. A sequência retoma a trama do caçador de recompensas e sua irmã, com referências ao original. Os diálogos resumem eventos passados, então dá para começar de boa.

Vale a pena comprar no PS5 base ou é melhor no Pro?

O PS5 Pro oferece imagem mais estável com PSSR, mas ainda há quedas e artefatos. No base, a resolução baixa (720p) e o pop-in incomodam. Se você tem o Pro, a experiência é melhor; no base, prepare-se para tropeços.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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