Review Gungrave G.O.R.E no PS5: o retorno da ação sem limites

O helicóptero pousa sob tiros, e Grave já está atirando antes mesmo de tocar o chão. As Cerberus não param: munição infinita, e o caixão nas costas vira arma, escudo, gancho. Isso é Gungrave G.O.R.E. Sem cobertura, sem furtividade, só você e a promessa de destruição.

Quando o Beat Count chega a 50, o Storm Barrage libera uma saraivada em 360 graus. A tela treme, os inimigos explodem, e a sensação de poder é real. Mas Grave se move como um tanque. os controles exigem adaptação, e a esquiva nem sempre salva. Para quem domina o ritmo, o combate é um balé de balas e golpes de caixão.

O calcanhar de Aquiles? A repetição. Andar para frente, atirar, repetir por mais de 12 horas. Level design linear, picos de dificuldade que parecem injustos (aquele trem, com minas e tempo curto, é um deles), e uma economia de upgrades que força grind. A pergunta que fica: esse jogo é para você?

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Corredores e mais corredores: o level design é um túnel sem saídas. Você avança, elimina ondas, e a próxima porta abre. Sem exploração, sem puzzles, só ação direta.
  • Um chefe aparece e, de repente, o jogo dobra a dificuldade. No normal, certos trechos parecem injustos. O nível do trem é um exemplo: tempo limitado, minas no chão, inimigos sem parar. Prepare-se para repetir.
  • A ação visceral cansa depois de algumas horas. O loop atirar-avançar-repetir não muda. Se você busca variedade, o jogo não oferece.
  • Os upgrades custam caro em DNA. Para desbloquear tudo, é grind: repetir fases, farmar pontos. Não é para quem tem pressa.
  • No PS5, o jogo roda liso em 4K e 60fps. O DualSense treme e explode no alto-falante. Ray tracing? Opcional, mas derruba para 30fps e não vale o sacrifício visual.

1. Gungrave G.O.R.E para PlayStation 5: ação arcade explosiva e nostálgica

Grave desce do helicóptero e os primeiros inimigos já caem. As Cerberus disparam sem parar, o caixão serve de arma corpo a corpo, e o lock-on automático faz a mira por você. O combate é frenético: você usa esquiva, gancho para puxar inimigos como escudo, e quando o Beat Count atinge 50, o Storm Barrage limpa a tela. A campanha leva entre 10 e 15 horas de corredores e arenas, sem desvios. No PS5, 4K e 60fps estáveis, com o DualSense explodindo a cada tiro. Mas os gráficos são de geração passada, e a trilha sonora repete as mesmas faixas até cansar. Para quem jogou Gungrave no PS2, a nostalgia é forte. Para os outros, a repetição e os picos de dificuldade podem frustrar. No fim, é um jogo de ação arcade que não esconde o que é: direto, brutal e limitado.

Prós

  • Storm Barrage e escudo humano transformam o combate quando o ritmo engata
  • Desempenho estável em 4K/60fps no PS5 com feedback tátil imersivo do DualSense
  • Sistema de combos (Beat Count) incentiva estilo e recompensa a agressividade
  • Patch pós-lançamento adicionou disparo contínuo e modo cel-shaded, melhorando a experiência
  • Nostalgia para fãs dos originais do PS2, com cutscenes CG caprichadas

Contras

  • Gameplay extremamente repetitiva: andar, atirar, avançar, repetir por mais de 12 horas
  • Level design linear e ultrapassado, sem exploração ou puzzles

O que esperar de Gungrave G.O.R.E no PS5

Grave salta do helicóptero e as balas começam a voar. O primeiro contato com o combate é instantâneo: atire sem parar, use o lock-on automático, veja os inimigos explodirem. O Beat Count sobe a cada acerto. Manter a sequência é chave para liberar o Storm Barrage e outros ataques especiais. O caixão serve para golpes corpo a corpo, execuções, e até como escudo humano.

Os cenários são corredores estreitos e arenas abertas. Não há caminhos alternativos. A cada onda eliminada, uma porta se abre e o ciclo recomeça. O nível do trem é o ápice da frustração: minas no chão, tempo limitado, inimigos spawnando sem parar. Ali, a dificuldade salta sem aviso. No normal, alguns chefes também exigem repetir várias vezes até aprender o padrão.

Visualmente, as cutscenes CG são impressionantes, com coreografia de anime. Mas os gráficos do gameplay são datados: modelos simples, texturas medianas. No PS5, o desempenho é o destaque: 4K e 60fps estáveis. O ray tracing é opcional e derruba para 30fps, sem grande ganho visual. O DualSense vibra e o alto-falante explode a cada tiro: um acerto imersivo.

Trilha sonora e imersão: acertos e repetições

A trilha sonora mistura rock industrial e batidas eletrônicas. Funciona nos primeiros minutos, mas as faixas se repetem ao longo de toda a campanha. A dublagem em inglês tem altos e baixos; Mika, a parceira, repete as mesmas frases de incentivo até a exaustão. No calor da batalha, a repetição irrita mais do que motiva.

Os efeitos sonoros salvam a experiência: cada tiro das Cerberus soa pesado, as explosões estouram, os golpes de caixão têm impacto. O alto-falante do DualSense entra em ação, projetando explosões e tiros para fora da tela. Em momentos de Storm Barrage, sentir cada bala ecoando no controle é imersivo.

As cutscenes em CG são lindas, cheias de estilo e ação exagerada. Já as cenas dentro do motor gráfico são mais fracas, com modelos rígidos e expressões limitadas. A alternância entre o belo CG e o gameplay datado quebra um pouco a imersão, mas não compromete a diversão, especialmente se você veio pela nostalgia.

Perguntas frequentes sobre review Gungrave G.O.R.E PlayStation 5

Gungrave G.O.R.E vale a pena para quem não conhece a série?

Sim, desde que você goste de ação sem parar. A história tem um resumo para novos jogadores e as mecânicas são simples. Só esteja ciente: o jogo é repetitivo e linear.

O jogo é muito repetitivo?

Sim, a fórmula não muda: corredor, inimigos, atirar, avançar. Se isso te agrada, ótimo. Caso contrário, a monotonia chega rápido.

Qual a duração da campanha no PS5?

A campanha principal leva entre 10 e 15 horas, dependendo da dificuldade e do quanto você repete fases para farmar upgrades. O 100% pode chegar a 22 horas.

O desempenho no PS5 é bom?

Sim, roda a 4K e 60fps estáveis na maior parte do tempo. O ray tracing opcional reduz para 30fps. O DualSense tem uso criativo com feedback tátil e alto-falante.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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