Review Gris no PS5: arte interativa que emociona, mas não desafia

Gris acorda na palma de uma estátua que se desfaz. O cenário é um borrão de cinza e preto. Ela começa a andar. O mundo responde com silêncio e, aos poucos, com cor. É assim que Gris se apresenta: uma história de luto sem uma palavra, contada por pinturas em movimento e uma trilha sonora que arrepia. No PlayStation 5, essa experiência ganha ainda mais vida. 4K e 120 fps transformam cada frame em uma tela de galeria, e o DualSense traz sensações no controle.

Mas a beleza visual e a emoção vêm com um preço: a jogabilidade é simples, quase contemplativa. A pergunta que fica: isso é suficiente para uma experiência inesquecível?

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Antes de comprar, entenda que Gris é uma experiência contemplativa, não um jogo de ação nem de plataforma desafiador.
  • A versão PS5 oferece upgrade gratuito da versão PS4, então se você já possui a edição anterior, não precisa comprar de novo.
  • O jogo não tem texto ou diálogos; a narrativa é contada inteiramente por visuais e música.
  • Não há combate nem morte; o foco está na exploração e em resolver quebra-cabeças leves.
  • A campanha principal dura entre 3 e 4 horas, com cerca de 6 a 8 horas para 100% (colecionáveis).

1. Gris para PlayStation 5: Edição Padrão com desempenho 4K/120fps e suporte ao DualSense

Gris é um quadro que anda. Cada cenário parece pintado à mão, do deserto de moinhos à floresta que desperta com o canto. No PS5, a nitidez 4K e a fluidez de 120 fps realçam cada pincelada. A trilha de Berlinist é a companheira perfeita: cresce com a emoção, silencia na introspecção. O DualSense entra em cena com vibrações que imitam o vento, o impacto de um salto, o pulsar de uma correnteza. É imersão pura. A jogabilidade divide opiniões. Não há combate, não há morte. Você controla Gris em plataforma 2D, pulando e usando habilidades que o vestido dá. virar cubo de pedra, planar, nadar. Os quebra-cabeças são leves, às vezes resolvidos com um único insight. Quem busca desafio pode sentir falta de mordida. Quem prefere meditação encontra um abraço. A progressão é por coleta de estrelas, e a narrativa emocional compensa a falta de complexidade mecânica. A história sobre luto é contada sem palavras. Cada cor representa um estágio: vermelho (raiva), azul (depressão), amarelo (aceitação). O momento em que Gris canta e a vida volta é de arrepiar. Mas há falhas: em algumas áreas, a protagonista se confunde com o fundo, e a simplicidade pode cansar. Gris não é para qualquer um. É uma experiência curta (3-4 horas) que fica na memória. A versão PS5 é a melhor: gráficos impecáveis, DualSense imersivo, desempenho sólido. Se você valoriza arte e emoção, é acerto. Se busca ação e horas de jogo, talvez seja melhor procurar outro título.

Prós

  • Visual deslumbrante em estilo aquarela, com 4K e 120 fps no PS5
  • Trilha sonora emocionante e perfeitamente integrada à ação
  • Uso criativo do DualSense (feedback tátil e alto-falante)
  • Narrativa sensível sobre luto, contada sem palavras

Contras

  • Jogabilidade muito simples e sem desafio real
  • Duração curta (cerca de 3-4 horas para a campanha principal)

Arte que respira: o espetáculo visual e sonoro de Gris no PS5

O deserto com moinhos gigantes, a floresta que floresce ao som do canto, as cavernas subaquáticas escuras. cada bioma de Gris é uma pintura viva. No PS5, 4K e 120 fps entregam animações fluidas e texturas que parecem feitas à mão. A paleta de cores começa monótona e explode gradualmente, refletindo o avanço emocional de Gris. A trilha de Berlinist não fica atrás: instrumentos clássicos e eletrônicos ditam o ritmo, crescendo nos momentos de superação e se calando nos de introspecção. É um casamento perfeito entre som e imagem, capaz de provocar arrepios mesmo numa segunda jogada.

Jogabilidade sem pressa: o que esperar dos controles e do ritmo

O ponto que mais divide opiniões em Gris é a jogabilidade. Não há combate, não há morte, não há timer. Você anda, pula, desliza e, aos poucos, desbloqueia habilidades como o cubo de pedra (para quebrar chão fraco) ou o planar (para alcançar plataformas distantes). Os quebra-cabeças são leves, muitas vezes resolvidos com um único insight. A movimentação é responsiva e os controles intuitivos, mas falta aquela mordida que desafia o jogador. Não espere chefes difíceis ou sequências que exijam precisão milimétrica. O prazer está em explorar, descobrir os segredos de cada área e se deixar levar pela história. Jogadores acostumados com Celeste ou Super Meat Boy podem achar a falta de dificuldade tediosa. Mas para quem busca relaxamento, o ritmo é perfeito.

Para quem Gris realmente encaixa (e para quem talvez não funcione)

Se você valoriza narrativa emocional e arte interativa, Gris foi feito para você. Fãs de Journey, Limbo e Ori and the Blind Forest vão se sentir em casa. É um jogo para uma tarde chuvosa, quando você quer se desconectar do barulho e sentir algo genuíno. A versão PS5, com seu desempenho impecável e DualSense, é a melhor forma de viver isso. Por outro lado, quem prefere ação intensa, desafios complexos ou campanhas longas provavelmente vai se decepcionar. A simplicidade pode soar como falta de conteúdo, e a duração de 3 a 4 horas deixa pouco espaço para replay. Gris não tenta agradar todo mundo; ele sabe o que é e entrega com maestria. Cabe a você decidir se é o que procura.

Perguntas frequentes sobre review Gris PlayStation 5

Gris é um jogo difícil?

Não. A proposta é justamente ser uma experiência serena e acessível, sem combate, sem morte e com quebra-cabeças leves. O foco está na exploração e na narrativa emocional, não no desafio mecânico.

Quanto tempo dura a campanha de Gris?

A história principal leva entre 3 e 4 horas. Para coletar todos os itens e atingir 100% de conclusão, prepare-se para cerca de 6 a 8 horas. É uma experiência curta, mas intensa.

Vale a pena comprar a versão de PS5?

Sim, se você valoriza desempenho e imersão. O PS5 oferece 4K nativo, 120 fps estáveis e uso do DualSense com feedback tátil e áudio no controle. Além disso, há upgrade gratuito da versão PS4.

Gris tem suporte a legendas em português?

O jogo não possui diálogos nem texto, apenas ícones universais como lembretes de controle. Portanto, não há necessidade de legendas. A narrativa é contada inteiramente por visuais e música.

Preciso jogar algo antes de Gris?

Não. A história é autônoma e não exige conhecimento prévio de nenhum outro jogo. Basta apreciar a jornada emocional da protagonista.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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