Gris Deluxe Edition no PS5: Uma obra de arte interativa que emociona sem palavras

Se você espera chefes épicos ou combos de milhões, melhor passar reto. Gris é outro papo. A primeira vez que o cinza racha e deixa escapar um vermelho vivo. raiva pura. você entende que não está aqui para apertar botão, e sim para sentir. Lançado em 2018 pela Nomada Studio, o jogo chega ao PS5 nesta Deluxe Edition com extras de colecionador. E, olha, difícil imaginar um cenário melhor para essa aquarela interativa.

Gris não usa palavras. A protagonista, uma jovem atravessando o luto, caminha por um mundo que começa desbotado e ganha cor a cada estágio superado. Quebra-cabeças leves, plataforma fluida e uma trilha da Berlinist que aperta o peito. Aqui você descobre como é jogar no PS5, o que a edição física agrega e, principalmente, para quem essa jornada faz sentido.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Gris é um jogo de plataforma 2D contemplativo, sem combate ou risco de morte. A progressão é baseada em exploração e coleta de estrelas para abrir caminhos.
  • A Deluxe Edition inclui o jogo físico, um artbook de mais de 100 páginas, CD da trilha sonora e uma caixa colecionável. Ideal para colecionadores e fãs do gênero.
  • A versão PS5 roda com resolução nítida, carregamento rápido e sem engasgos. Quem já tem a versão PS4 pode fazer upgrade gratuito para a digital do PS5.

1. Gris Deluxe Edition (PS5): uma experiência sensorial em plataforma 2D

A primeira vez que o cinza cede lugar a um vermelho vibrante é de parar o coração. Gris troca pressa por contemplação, e cada fase representa um estágio do luto com uma paleta que conversa direto com a emoção. Você controla Gris, uma jovem que acorda em um mundo desbotado e, aos poucos, aprende novas habilidades concedidas pelo vestido: transformar o corpo em um cubo pesado, flutuar, nadar. Tudo com uma fluidez que parece dança. A jogabilidade é deliberadamente simples. Não há morte, não há frustração. Os desafios são quebra-cabeças que exigem observação e o uso certo das habilidades, além de plataformas que pedem mais ritmo do que reflexo. Quem vem de Hollow Knight ou Celeste pode achar um tédio. Faz sentido: a intenção nunca foi desafiar os dedos, e sim mexer com o peito. O que mexe mesmo é o audiovisual. Cada cenário parece uma aquarela viva, com animações que parecem desenhos em movimento. A música de piano, violino e vocais líricos se integra tanto que você sente cada mudança de humor. Em alguns trechos, a protagonista se confunde com o fundo, atrapalhando a navegação. Um defeito menor, mas que volta em alguns momentos. A Deluxe Edition adiciona um artbook lindíssimo com mais de cem páginas, o CD da trilha e uma caixa que qualquer colecionador vai querer na estante. Para quem já jogou, o valor está nos extras. Para quem nunca jogou, é a melhor porta de entrada para uma das experiências mais sinceras e bonitas dos últimos anos.

Prós

  • Arte em aquarela deslumbrante, digna de moldura
  • Trilha sonora emocionante e perfeitamente integrada
  • Narrativa universal contada sem uma palavra sequer
  • Deluxe Edition recheada de itens físicos de alta qualidade

Contras

  • Gameplay simples e sem desafio para quem busca ação
  • Protagonista se confunde com o cenário em alguns trechos

A arte que fala por si: visuais e trilha sonora

Cada frame parece um wallpaper em movimento. Pinceladas suaves ganham textura e profundidade. A evolução cromática. do cinza ao azul, vermelho, verde e amarelo. não é só estética: reflete o estado emocional da protagonista, e você sente fisicamente quando uma nova cor explode na tela. A cena subaquática, com piano e violino no clímax, é de arrepiar. Jogue com um bom fone. Vale cada segundo.

No PS5, a experiência fica ainda melhor. Carregamento quase zero, resolução estável. É o tipo de jogo que você mostra para quem duvida que games podem ser arte. E não tem vergonha de ser exatamente isso.

Jogabilidade: simplicidade proposital ou falta de desafio?

Os dedos aprendem rápido: andar, pular, usar o vestido. Conforme avança, Gris desbloqueia novas transformações. virar um cubo, dar um pulo duplo, nadar. Cada uma é introduzida em um contexto que ensina sem tutorial escrito. Os quebra-cabeças são leves, geralmente exigindo que você use a habilidade certa no lugar certo. Fases subaquáticas e plataformas que pedem um pouco mais de timing, mas nunca punem com morte.

A crítica mais comum é a falta de desafio real. E procede: se você está acostumado com Hollow Knight ou Celeste, Gris vai parecer uma calmaria forçada. Mas o jogo não esconde a proposta. Ele quer que você explore, sinta, e não que se estresse. Para o público certo, a simplicidade é um acerto. Só não espere um teste de reflexos.

Deluxe Edition: o que vem na caixa e vale o investimento?

A caixa é pesada. Além do disco do jogo (versão física para PS5), você leva um artbook de 110 páginas com esboços e concept arts. A trilha sonora em CD é um item à parte: ouvir as faixas sem o jogo é uma experiência que faz reviver os momentos. A caixa colecionável, com arte exclusiva, fecha o pacote com capricho.

Para quem já jogou Gris, o valor está nos extras. Para quem nunca jogou, é a maneira mais bonita de embarcar nessa jornada. A versão digital padrão é mais barata, mas perderia todo o carinho da edição física. Minha dica: se você aprecia arte em forma de jogo, o investimento extra vale cada centavo.

Perguntas frequentes sobre review Gris Deluxe Edition PlayStation 5

Gris tem texto em português?

Sim, o jogo oferece legendas e menus em português brasileiro. Mas como a narrativa é quase toda visual, você não vai sentir falta de tradução.

Quanto tempo dura a campanha de Gris?

A campanha principal dura entre 3 e 4 horas. Com exploração e busca por colecionáveis, pode chegar a 5 ou 6 horas. É uma experiência curta, mas intensa.

Preciso ter jogado outros jogos para entender Gris?

Não. Gris é uma história independente e autossuficiente. Você só precisa de disposição para sentir e deixar a arte te guiar.

A Deluxe Edition do PS5 é compatível com PS4?

O disco físico é para PS5, mas a edição digital inclui ambas as gerações. Quem tem a versão PS4 pode fazer upgrade gratuito para a digital do PS5.

Gris é um jogo triste?

Gris aborda o luto e a superação, mas não é deprimente. É uma jornada emocional que termina com esperança e leveza, como um abraço depois do choro.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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