Review GRIME (PS5): o metroidvania soulslike que merecia mais atenção

Da primeira tela, GRIME não se desculpa. Você controla o Receptáculo, um ser com um buraco negro na cabeça, e o mundo é um cenário grotesco de carne, osso e pedra. O combate não é sobre combos: é sobre ler ataques e absorver inimigos com um parry preciso. Acertar o timing faz o oponente ser sugado para dentro do seu corpo, rendendo um novo Traço. É visceral e recompensador. No PS5, o jogo roda liso, com loadings quase instantâneos e os três DLCs inclusos na versão física. Se você busca um metroidvania que exige paciência e recompensa a exploração, GRIME é uma das melhores opções dos últimos anos.

Mas não confunda com um soulslike comum. Em GRIME, a morte não custa sua Massa. o equivalente a XP. Você cai, respira fundo e tenta de novo sem perder progresso. Isso tira um pouco da tensão, mas libera espaço para experimentar armas bizarras (um machado de dedos, uma maça que geme) sem medo. O resultado é um jogo que desafia, mas não castiga.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Prepare-se para morrer: o combate exige aprender padrões de ataque e timing de absorção.
  • Exploração recompensa curiosidade: segredos e atalhos abundam, mas o mapa só se revela com cristais específicos.
  • Sistema de absorção é o coração do jogo: um parry bem-sucedido não só anula dano como concede novas habilidades.
  • Campanha principal leva cerca de 12 horas; para zerar tudo, incluindo DLCs, umas 30 horas.
  • Atenção: a mídia física do PS5 traz legendas apenas em inglês; se você depende de português, confira antes.

1. GRIME (PlayStation 5) – metroidvania com elementos soulslike

GRIME começa estranho. Você controla uma criatura humanóide que surge de uma poça de líquido, tem um buraco negro no lugar da cabeça e é imediatamente jogada em um mundo de carne, pedra e ossos retorcidos. O tutorial é na raça: você aprende na marra que bloquear no tempo certo absorve o inimigo, puxando-o para dentro do seu corpo. É grotesco, brutal e viciante. O combate não é sobre esmagar botões. Cada golpe tem peso, o gerenciamento de stamina é constante e um erro custa metade da vida. Mas quando o parry encaixa, a sensação de poder é imediata. A progressão é soulslike: colete Massa, upgrade atributos nos obeliscos. Sem punição na morte, você testa armas estranhas. um machado de dedos, uma maça que geme. sem receio. Cada arma se transforma em combate, e os Traços passivos, ganhos ao absorver, permitem customizar sua build. As fases são bem conectadas, e novas habilidades (deslize aéreo, manipulação de objetos) destravam áreas antes inacessíveis. Mas o mapa não se atualiza. você precisa de cristais para revelá-lo. Os teletransportadores são raros. Se adora se perder e ser recompensado, GRIME é um deleite. Se não, prepare-se para andar. Os DLCs adicionam chefes que testam sua maestria no parry, e novas áreas que ampliam a lore. Tecnicamente, o PS5 roda tudo sem engasgos. loadings imperceptíveis. A direção de arte é o ponto alto: cenários orgânicos e grotescos que pedem um pause. A trilha sonora? Passa batido. No fim, GRIME não é para todos. É para quem quer descobrir sozinho, morrer com estilo e sentir cada vitória. A falta de punição na morte é uma escolha que divide, mas no PS5 a experiência é limpa e densa. Se você gosta de Metroid, Hollow Knight ou Dark Souls, GRIME merece seu tempo.

Prós

  • Mecânica de absorção inovadora e satisfatória
  • Direção de arte grotesca e detalhista
  • Exploração recompensadora com muitas descobertas
  • Complexo sem ser punitivo (não perde XP ao morrer)
  • DLCs inclusos na versão física

Contras

  • Checkpoints espaçados demais em algumas áreas
  • Mapa não atualiza automaticamente

Combate e sistema de absorção: o coração de GRIME

O combate em GRIME não se apoia em combos decorados, mas em leitura e timing. Cada inimigo tem ataques que brilham em vermelho quando não podem ser absorvidos. O parry bem-sucedido não só anula o dano como quebra a postura do oponente e, se você estiver perto, o absorve, ganhando um Traço novo. É um risco calculado: errar o timing significa levar o golpe cheio, e a vida é escassa. As armas vivas mudam de forma durante o combate, adicionando um elemento de imprevisibilidade controlada. Um machado que vira uma lâmina mais rápida, uma maça que solta um grito desorientador. O gerenciamento de stamina é essencial, e cada ação precisa ser pensada. É como dançar com uma fera: você precisa ler o movimento e responder no tempo certo.

Curar exige agressividade: o medidor de Fôlego só enche ao derrotar inimigos. Chefes são puzzles de timing. absorvê-los no clímax é uma das experiências mais satisfatórias do jogo.

Mundo grotesco e exploração: entre becos e segredos

O mundo de GRIME é orgânico e bem amarrado: cenários de tecido, pedra e osso, com paleta terrosa e explosões de vermelho. Cada área tem personalidade. da cidade Cenotaph às cavernas pulsantes. As fases são um labirinto inteligente: atalhos que se revelam, segredos atrás de paredes falsas. Novas habilidades de movimento, ganhas de chefes, abrem áreas antes fechadas. Você volta várias vezes, mas raramente é frustrante porque sempre há algo novo para encontrar.

O mapa é o calcanhar de Aquiles: não se atualiza sozinho, e você precisa caçar cristais para revelá-lo. Os teletransportadores são raros. Se você ama se perder, é um prato cheio. Se não, prepare-se para refazer trechos.

Veredito: para quem é GRIME?

GRIME não é para todos, e não tenta ser. Ele abraça a estranheza, a dificuldade e a exploração sem amarras. No PS5, a performance é exemplar: carregamento quase inexistente, gameplay fluido e sem engasgos. A morte sem punição é uma faca de dois gumes: tira um pouco da tensão soulslike, mas encoraja experimentação. Quem desistiu de Hollow Knight pela dificuldade talvez ache GRIME mais justo.

O conteúdo vem bem servido: três DLCs que expandem o jogo base em várias horas, com novos chefes e áreas que não parecem enxertos. A única ressalva real é a localização: a versão física de PS5 tem legendas apenas em inglês. Se você depende de tradução, fique atento a isso. No mais, GRIME é um metroidvania de primeiríssima linha, com personalidade de sobra e uma mecânica de absorção que gruda na memória. Vale a pena para quem busca desafio, arte e um mundo para explorar sem pressa.

Perguntas frequentes sobre review GRIME PlayStation 5

GRIME é muito difícil?

Sim, o combate exige timing e paciência. Chefes são punitivos mas justos. A falta de perda de XP ajuda, mas a dificuldade continua alta. É um desafio justo, mas não perdoa erros.

Precisa jogar outros jogos antes?

Não, história original independente. Mas influências de Hollow Knight e Dark Souls são claras.

Quanto tempo dura a campanha?

Principal: ~12h. Com extras: ~18h. 100% com DLCs: ~30h.

Tem modo multiplayer?

Não, single-player focado em exploração e chefes.

Vale a pena no PS5?

Sim, desempenho excelente com loadings rápidos. Versão física inclui DLCs, mas legendas só em inglês.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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