Gori: Cuddly Carnage não é um jogo que passa despercebido. Ele chega com uma premissa que já rouba a cena: um gato laranja modificado geneticamente, montado em um hoverboard falante com lâminas retráteis, enfrentando hordas de brinquedos assassinos e unicórnios mutantes. Em menos de cinco minutos, você já está grindando em trilhos enquanto desvia de unicórnios voadores e ouvindo F.R.A.N.K. soltar comentários sarcásticos. Misturando influências de Devil May Cry com a pegada radical de Tony Hawk, o título do estúdio sueco Angry Demon Studio entrega uma experiência que não tem medo de ser ridícula.
A versão de PlayStation 5 se destaca pela fluidez e pela direção de arte cyberpunk neon, que contrasta a fofura do protagonista com cenários grotescos. A campanha de cerca de 8 horas é um turbilhão de ação, mas a câmera atrapalha em momentos cruciais e a repetição de inimigos cansa em fases mais longas. Ainda assim, é um jogo que entende sua própria identidade e entrega o que promete: caos controlado, humor politicamente incorreto e uma estética vibrante.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Foco em ação rápida e combos: o jogo recompensa estilo e agressividade, não precisão milimétrica.
- A campanha principal leva de 8 a 10 horas, com 14 desafios extras para quem busca platina.
- Há opção de substituir sangue por suco roxo, mas a classificação PEGI 16 se mantém devido à linguagem e violência.
- O hoverboard é sua arma e seu transporte. a curva de aprendizado inicial pode exigir paciência.
- O jogo é linear, sem mundo aberto: indicado para quem prefere fases bem desenhadas a exploração livre.
1. Gori: Cuddly Carnage. Review da versão PlayStation 5
Fonte: Amazon.com.brJogo Gori: Cuddly Carnage – PS5 / PlayStation 5
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Entre gatos robôs e unicórnios mutantes, Gori: Cuddly Carnage consegue ser ao mesmo tempo ridículo e cativante. Você controla Gori, um gato ciborgue, que usa o hoverboard F.R.A.N.K. para deslizar, grindar e destruir o Exército Adorável. uma revolta de brinquedos que dizimou a humanidade. O combate é fluido e frenético: ataques leves e pesados no hoverboard, granadas para inimigos à distância e ataques especiais que consomem combustível, recarregado ao grindar ou abater inimigos. Em uma fase, você grinda em corrimãos enquanto desvia de unicórnios voadores; na outra, enfrenta um urso com pernas de aranha que dispara projéteis. A plataforma funciona bem na maior parte, com grind em cabos, wall riding e puzzles ambientais que quebram o ritmo. A direção de arte cyberpunk neon é o que mais impressiona: cada fase tem personalidade. uma cidade alagada, um fliperama nostálgico. e a trilha sonora, que vai do rock à eletrônica, eleva a adrenalina. O humor é ácido e sem filtro: F.R.A.N.K. solta piadas politicamente incorretas, e quando Gori é arremessado, comenta: 'Bonito, gato. Quer tentar de novo?' Enquanto isso, o drone CH1-P reclama da própria existência. É um jogo que não se leva a sério, e isso é seu maior trunfo. Mas nem tudo é perfeito. A câmera é a vilã: em espaços apertados ou com muitos inimigos, ela se posiciona mal e atrapalha. Além disso, os encontros podem se tornar repetitivos em fases longas (algumas passam dos 40 minutos), com ondas de inimigos que não exigem estratégia. Os chefes são criativos, mas a variedade de inimigos comuns é limitada. A progressão de habilidades é básica. No PS5, o jogo roda liso: 60 fps estáveis (com suporte a 120 fps) e carregamento quase inexistente. Raros travamentos foram relatados, mas na versão testada não encontramos nenhum bug sério. A versão digital tem preço justo, o que coloca o pacote como um dos melhores custo-benefício do ano para quem busca ação descompromissada. O veredito: Gori: Cuddly Carnage não agrada a todos. Não espere um Bayonetta ou uma campanha épica. É curto, direto e cheio de personalidade. Para quem quer passar um fim de semana se divertindo com uma ideia original, diálogos engraçados e uma estética vibrante, é uma escolha certeira. Um jogo que abraça sua própria loucura e convida você a fazer o mesmo.
Prós
- Premissa original e absurda que diverte do início ao fim
- Combate fluido com mecânicas de hoverboard que lembram Tony Hawk
- Direção de arte cyberpunk neon deslumbrante e trilha sonora intensa
- Diálogos engraçados e personagens carismáticos (F.R.A.N.K. é um show à parte)
- Ótimo custo-benefício pelo conteúdo oferecido
Contras
- Câmera problemática em momentos de ação intensa e espaços apertados
- Combate pode se tornar repetitivo em fases longas com pouca variedade de inimigos
Gameplay e combate: equilíbrio entre skate e porrada
Unir skate e hack-and-slash soa como loucura, mas Gori faz isso funcionar. O hoverboard F.R.A.N.K. não é só transporte: é sua arma principal, capaz de desferir golpes de lâmina e pancadas, além de manobras como grind, wall ride e giros. Quando você domina os controles, o fluxo é natural: Gori desliza, grinda em trilhos, ataca inimigos com combos aéreos e, com o medidor de combustível cheio, ativa o liquidificador móvel que tritura hordas de brinquedos. Recarregar o medidor exige agressividade. grindar ou abater inimigos -, o que incentiva um estilo rápido e estiloso.
O calo no sapato são as fases longas. Algumas ultrapassam 40 minutos e, com inimigos repetitivos (unicórnios mutantes, brinquedos com escudo, alguns voadores), o combate perde o gás. A câmera também atrapalha: em corredores apertados ou com muitos inimigos na tela, ela perde o foco e dificulta a leitura dos ataques. Depois dos créditos, o sistema de pontuação por estrelas e a opção de refazer fases para melhorar o ranking estendem a vida útil, mas a repetição persiste.
Visual, som e humor: um banho de neon e sarcasmo
O visual de Gori é um mergulho em neon. O mundo cyberpunk usa cores fluorescentes, contrastes fortes e designs grotescos sem deixar de ser fofo. Cada fase tem identidade: uma cidade alagada com tons azuis, um fliperama cheio de referências a jogos clássicos. A trilha sonora, que alterna rock pesado e eletrônica, gruda na cabeça.
O humor ácido de F.R.A.N.K. é um personagem à parte. Quando Gori erra um pulo, ele alfineta: 'Bonito, gato.' Enquanto isso, o drone CH1-P reclama da vida com tom depressivo. As cenas em quadrinhos quebram a ação sem se levar a sério. Nem toda piada funciona. algumas são infantis demais -, mas o conjunto carismático dá personalidade.
Desempenho no PS5 e para quem o jogo realmente encaixa
No PS5, Gori roda liso: 60 fps estáveis na maior parte, com suporte a 120 fps. O carregamento é quase instantâneo, e não foram registrados bugs ou travamentos durante os testes. A versão digital entrega campanha de 8 a 10 horas com 14 desafios extras, colecionáveis e uma platina. É um pacote honesto e com ótimo custo-benefício.
O jogo encaixa melhor em fãs de ação arcade (Devil May Cry, Jet Set Radio, Tony Hawk) que buscam algo curto e direto. Não é para quem quer combate técnico e variado, campanhas longas ou câmera impecável. A violência explícita e o humor escatológico exigem estômago forte, mas para quem compra a proposta, é uma das experiências mais originais de 2024.
Perguntas frequentes sobre review Gori: Cuddly Carnage PlayStation 5
Qual a duração da campanha principal de Gori: Cuddly Carnage?
A campanha principal leva entre 8 e 10 horas, dependendo do estilo de jogo. Com os 14 desafios extras e a busca por colecionáveis, a duração total chega a cerca de 12 horas. O jogo também oferece um modo de pontuação para refazer fases.
O jogo tem legendas ou dublagem em português?
Gori: Cuddly Carnage conta com legendas em português do Brasil. O áudio está em inglês, mas os diálogos são legendados, incluindo as falas sarcásticas de F.R.A.N.K. e CH1-P. A interface e menus também estão traduzidos.
É muito violento? Tem opção de reduzir o sangue?
Sim, o jogo é violento e tem classificação PEGI 16 (ESRB M). Há uma opção para trocar o sangue vermelho por 'suco roxo', o que reduz o impacto visual mas não muda o tom geral. A violência é cartunesca e exagerada, mais próxima de um desenho adulto do que de um jogo realista.
Precisa ter experiência em jogos de ação para aproveitar?
Não, o jogo é acessível. Oferece três níveis de dificuldade: Gato Caseiro (fácil), Gato de Rua (médio) e Carniça Fofa (difícil), além de um quarto desbloqueável após zerar. Os controles são simples, mas dominar as manobras de hoverboard exige um pouco de prática.
Vale a pena para quem gosta de Tony Hawk e Devil May Cry?
Com certeza. A mistura dos dois mundos é o grande diferencial. Fãs de Tony Hawk vão adorar grindar e fazer combos no hoverboard, enquanto quem curte DMC vai encontrar um combate ágil com possibilidade de encadeamento de golpes. É um crossover inusitado mas que funciona muito bem.
