Thor aparece no primeiro ato com um impacto que faz o controle tremer na mão. Cada golpe do Mjölnir estremece o DualSense, e a tela vibra como se o trovão estivesse dentro da sala. God of War Ragnarök chega para encerrar a era nórdica com a mesma pegada visceral do antecessor, mas o caminho até o fim é cheio de altos e baixos.
Desenvolvido pela Santa Monica Studio, o jogo coloca Kratos e um Atreus adolescente no centro de uma profecia que corre contra o tempo. O Fimbulwinter congelou os reinos, Odin manipula os fios, e Thor não é só um brutamontes: ele tem uma humanidade que surpreende. Se você jogou God of War (2018), reconhece a base, mas o ritmo mudou. O primeiro terço se arrasta por quase 15 horas, com missões introdutórias que parecem encher linguiça. Depois que a trama engrena, o envolvimento é total.
A Launch Edition para PS5 inclui as armaduras cosméticas Risen Snow para Kratos e Atreus, um bônus visual sem impacto na jogabilidade. É o mesmo jogo completo, com um extra para quem gosta de personalizar. A pergunta que fica: essas dezenas de horas valem o investimento? Para quem busca ação cinematográfica com profundidade, sim. Mas é preciso paciência.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- A Launch Edition é idêntica à Standard, mas vem com armaduras cosméticas exclusivas. Um bônus visual que não altera o gameplay.
- Se você não se importa com skins, a versão padrão entrega a mesma experiência completa, incluindo o New Game Plus e o DLC Valhalla gratuito.
- Leve em conta o tempo: a campanha principal leva entre 26 e 35 horas. Para fazer tudo, prepare-se para mais de 50 horas. Não é um jogo para uma sentada.
- O jogo roda em dois modos no PS5: 4K nativo a 30 fps ou 4K dinâmico a 60 fps. O modo performance com 60 fps é o ideal para quem prioriza fluidez no combate.
1. God of War Ragnarök Launch Edition. PlayStation 5: épico nórdico com bônus cosmético
Fonte: Amazon.com.brGod of War Ragnarök Launch Edition – PlayStation 5
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God of War Ragnarök é um dos jogos mais ambiciosos do PS5, e a Launch Edition entrega o jogo completo mais um par de skins de neve. Mas o que importa está no disco. O combate é visceral. Kratos alterna entre o Machado Leviatã que congela, as Lâminas do Caos que queimam, e a Lança Draupnir, que explode em fragmentos de vento e pode ser detonada à distância. Cada arma tem habilidades únicas, e a troca instantânea é essencial para quebrar defesas. O feedback tátil e os gatilhos adaptáveis do DualSense fazem cada golpe tremer na mão. Arremessar o machado e senti-lo voltar é quase físico. A história emociona nos momentos certos, mas o primeiro terço é um teste de paciência. As missões introdutórias se arrastam por umas boas 15 horas, com idas e vindas que parecem encher linguiça. Felizmente, quando a trama engrena, o envolvimento é total. A luta contra Thor é de tirar o fôlego: cada golpe estremece a tela, e o design do deus do trovão como um homem atormentado dá profundidade. A dublagem em português brasileiro é um show à parte, com vozes que encaixam perfeitamente. No fim, Ragnarök é um épico imperfeito, mas obrigatório para quem busca uma campanha cinematográfica de respeito.
Prós
- Combate variado com três armas e status effects que exigem estratégia em tempo real
- Gráficos de tirar o fôlego no PS5, com iluminação, expressões faciais e cenários de encher os olhos
- Dublagem em português brasileiro impecável, que eleva a imersão
- Dezenas de horas de conteúdo: campanha principal longa, 47 missões secundárias e DLC Valhalla gratuito
- Uso exemplar dos recursos do DualSense: feedback tátil, gatilhos adaptáveis e áudio 3D
Contras
- Primeiras 15 horas têm ritmo arrastado e falta de direção clara
- Seções controladas pelo Atreus são mais lentas e quebram o pique do combate
O que esperar da campanha e do conteúdo
God of War Ragnarök não é um jogo para quem tem pouco tempo. A história principal leva entre 26 e 35 horas. Quem quiser explorar tudo, as 47 missões secundárias (Favors), os chefes opcionais como os Berserkers, e os colecionáveis espalhados pelos reinos, vai passar fácil das 50 horas. Ainda tem o New Game Plus e o DLC Valhalla, um epílogo no estilo roguelite que adiciona mais horas de gameplay.
A estrutura é a mesma do jogo anterior: um semi-mundo aberto com áreas interligadas, sem cortes de câmera. Você viaja entre reinos pelo Templo de Tyr, e cada reino tem seu próprio bioma, inimigos e segredos. Svartalfheim impressiona com suas minas e paisagens industriais. Vanaheim é um banho de vegetação exuberante, com corredores tão densos que parece sufocar. Asgard, no clímax, é o espetáculo visual que você espera.
A progressão do personagem é baseada em equipamentos, não em níveis de experiência. Você melhora armaduras e armas com recursos encontrados pelo caminho, e as runas concedem ataques mágicos que podem ser combinados. O sistema é mais flexível que o anterior, mas pode ser punitivo se você ignorar as side quests. Alguns equipamentos essenciais ficam nelas.
Combate: mais ferramentas, mesma alma
O combate é o ponto alto. Kratos tem três armas que se complementam. O Machado Leviatã congela inimigos e ataca a médio alcance. As Lâminas do Caos causam fogo e agarram oponentes. A Lança Draupnir adiciona explosões de vento que podem ser detonadas à distância. Cada arma tem sua própria árvore de habilidades, e a troca entre elas é instantânea. Essencial para quebrar as defesas de certos inimigos.
Atreus agora é um parceiro mais ativo. Você pode ordená-lo a disparar flechas rúnicas que causam efeitos de status ou invocar animais como um lobo gigante. Em algumas seções, você assume o controle direto do garoto. Ele é ágil e usa um arco, mas essas partes são menos empolgantes e tendem a arrastar o ritmo.
Os chefes são coreografados com capricho. A luta contra Thor, em especial, é de tirar o fôlego. Cada golpe estremece o controle e a tela. O design do deus do trovão como um homem atormentado, e não só um brutamontes, dá profundidade ao confronto. Já os Berserkers, substitutos das Valquírias, são desafios opcionais que exigem domínio total do sistema de combate.
Perguntas frequentes sobre review God of War Ragnarök Launch Edition PlayStation 5
É necessário jogar God of War (2018) primeiro?
Sim, e muito. A história é continuação direta. A relação entre Kratos e Atreus tem camadas que só funcionam se você viveu o jogo anterior. O resumo rápido que o jogo oferece não substitui a experiência completa.
A dublagem em português brasileiro é boa?
Excelente. As vozes de Kratos e Atreus mantêm o padrão de qualidade do primeiro jogo, com entonação e emoção que combinam com cada cena. É uma das melhores localizações já feitas para o português.
Quanto tempo leva para zerar?
A campanha principal fica entre 26 e 35 horas. Quem quiser fazer todas as missões secundárias e explorar 100% do jogo ultrapassa 55 horas.
Vale a pena comprar a Launch Edition ou a Standard é suficiente?
A Launch Edition é a Standard com um bônus cosmético de pré-venda (armaduras Risen Snow). Se você gosta de personalizar a aparência dos personagens, vale pegar a Launch Edition pelo mesmo preço. Caso contrário, a Standard entrega a mesma experiência.
O jogo tem DLC?
Sim, um DLC gratuito chamado Valhalla foi lançado em dezembro de 2023. Ele funciona como um epílogo no estilo roguelite, com novos desafios e uma conclusão para a jornada de Kratos.
