Goat Simulator nasceu em 2014 como uma piada de game jam e, contra todas as expectativas, virou fenômeno. A ideia: controlar uma cabra e causar o maior estrago possível, com física capenga e humor que ria da própria cara. Onze anos depois, a Coffee Stain Studios resolveu relançar a bagunça com gráficos modernos, todos os DLCs e a promessa de mais bugs. porque alguns glitches são parte da experiência, e a desenvolvedora sabe disso.
Goat Simulator Remastered chega ao PS5 com a missão de apresentar o clássico a uma nova geração e, de quebra, dar aos saudosistas um motivo para reacender o caos. A pergunta: essa remasterização faz jus ao original ou é apenas mais um tropeço no pasto? Testei essa versão e trago minhas impressões sobre o que funciona, o que ainda irrita e para quem esse pacote realmente vale.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Sandbox sem regras: não espere história ou missões lineares. O objetivo é causar destruição com uma cabra que lambe, cabeceia e usa física bagunçada.
- Todo o conteúdo dos DLCs está incluso de cara: são sete áreas temáticas (zumbis, espaço, RPG medieval, entre outras) que garantem variedade e dezenas de horas de diversão, especialmente no cooperativo local.
- O multijogador local com até 4 jogadores é o ponto alto. Se tiver amigos para dividir o sofá, a bagunça multiplica. inclusive nos minigames escondidos pelos mapas.
- Prepare-se para controles que às vezes são propositalmente ruins (andar de bicicleta, por exemplo) e bugs que fazem parte do charme. Se você se irrita com falta de precisão, talvez o jogo não seja para você.
1. Goat Simulator Remastered para PlayStation 5. versão física com todos os DLCs
Fonte: Amazon.com.brGoat Simulator: Remastered PS5
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A primeira sensação ao iniciar Goat Simulator Remastered é de déjà vu, mas com camadas extras de textura e iluminação que o original de 2014 não tinha. Lá está Pilgor, pronta para lamber, cabecear e arrastar tudo que vê pela frente. O sistema de pontuação, inspirado em Tony Hawk's Pro Skater, recompensa manobras em sequência: um backflip seguido de um ragdoll bem na multidão rende um multiplicador gordo. É tosco, é idiota e é divertido pra caramba. O grande destaque é o pacote completo de DLCs. São sete áreas que vão muito além do GoatVille original: você invade um cassino no estilo Payday, sobrevive aos zumbis no GoatZ, explora uma estação espacial em Waste of Space e até encara um MMO de mentirinha. Cada DLC tem mecânicas próprias. no GoatZ você gerencia fome e crafting, no Waste of Space coleta dinheiro para destravar áreas. A variedade mantém o interesse por muitas horas, algo que o jogo base sozinho não conseguiria. Mas nem tudo são flores. Os gráficos melhoraram. texturas mais nítidas, iluminação mais natural, modelos mais expressivos -, mas a qualidade é irregular. Enquanto o mapa do MMO mostra capricho visual, GoatVille e Goat City Bay ainda parecem datados, com assets que destoam do resto. A performance no PS5 é boa, com carregamentos rápidos e poucos engasgos, mas os bugs de física persistem: a cabra pode ficar presa em geometrias, objetos flutuam do nada e alguns ragdolls saem do controle. Para quem jogou o original, isso é até nostálgico; para quem busca polimento, incomoda. O modo cooperativo local eleva a experiência. Jogar sozinho é divertido em doses controladas, mas com até três amigos no sofá a bagunça vira um teatro do absurdo. Vocês podem se unir para destruir a cidade ou atrapalhar uns aos outros. a física caótica garante risadas que um single player não alcança. Os controles são simples na maior parte do tempo, mas em algumas situações (como andar de bicicleta) a desenvolvedora fez questão de deixar propositalmente ruins, o que pode frustrar quem espera precisão. No fim, Goat Simulator Remastered é a versão definitiva de um jogo que nunca quis ser levado a sério. Para quem nunca experimentou a franquia, é um prato cheio: horas de caos, humor autodepreciativo e conteúdo que vai muito além do meme inicial. Para veteranos, o pacote pode não justificar o valor cheio, a menos que o cooperativo local seja um atrativo forte. Não espere uma remasterização impecável. espere um jogo que abraça suas falhas e transforma cada bug em potencial piada.
Prós
- Todos os DLCs inclusos desde o início, garantindo grande variedade de cenários e mecânicas
- Cooperativo local para até 4 jogadores transforma a experiência em algo único e hilário
- Gráficos melhorados em relação ao original, com texturas e iluminação mais refinadas
- Controles intuitivos na maior parte do tempo, com sistema de pontuação viciante
Contras
- Bugs de física e glitches persistem, podendo atrapalhar momentos de precisão
- Qualidade visual irregular: alguns mapas parecem datados e destoam do resto
Jogabilidade: física bagunçada e um sistema de pontos viciante
Não existe realismo aqui. Goat Simulator Remastered abraça o absurdo desde o primeiro clique. Você controla Pilgor, ou uma das muitas variantes desbloqueáveis, e o mundo é seu playground. Use a língua para agarrar objetos e NPCs, arraste um carro contra uma multidão, solte uma cabeçada em um poste e ative o ragdoll para quicar feito um boneco desengonçado. Cada ação rende pontos, e a magia está em combinar manobras: um backflip antes de cair de cara no chão multiplica a pontuação. O sistema de mutadores foi reformulado e agora pode ser acessado por um menu dedicado. Quer virar uma cabra demoníaca que cospe fogo? Ou um pinguim numa cadeira de rodas? É só selecionar. Essas transformações não são apenas cosméticas: algumas mudam a jogabilidade, como a cabra espacial que tem um jetpack. Tudo é desbloqueado desde o início, então não há progressão artificial. a diversão é autogerenciada. A física, ainda capenga, gera momentos imprevisíveis que viram piada, mas também pode causar frustração quando a cabra fica presa em uma fenda ou um objeto some do nada.
DLCs e variedade: de zumbis ao espaço, um cardápio de caos
Se tem uma coisa que essa remasterização faz certo é reunir todos os DLCs em um só pacote. São seis expansões que, junto com o mapa original, formam sete áreas temáticas completamente diferentes. Cada uma tem sua própria identidade: no Goat City Bay você explora uma cidade cyberpunk, no GoatZ a sobrevivência zumbi ganha destaque com barra de fome e crafting, e no Waste of Space você vira um astronauta coletando moedas para destravar seções de uma estação espacial repleta de referências a Mass Effect e Star Citizen. O modo cooperativo local também ganha com essa variedade. Os mapas escondem minigames competitivos. corridas, coletas, desafios de destruição. que ficam ainda melhores com amigos. Cada DLC tem objetivos próprios, mas todos mantêm o espírito de liberdade total. Não há ordem certa para explorar; você pula de um mundo a outro pelo menu. A duração total facilmente ultrapassa 20 horas para quem quiser ver tudo, e o fator replay é alto justamente pela imprevisibilidade da física. É conteúdo que respeita seu tempo e seu bom humor.
Veredito: para quem vale a pena ser cabra (de novo)?
Goat Simulator Remastered não tenta ser o que não é. Ele entrega exatamente o que promete: mais do mesmo, mas com uma roupagem melhor e uma penca de conteúdo adicional. Para quem nunca jogou a série, é a porta de entrada ideal. um sandbox caótico que não exige nada além de vontade de rir. O cooperativo local, em particular, é um dos melhores programas para um fim de tarde com amigos, e a quantidade de áreas garante que a farra não acabe rápido. Por outro lado, quem já gastou horas no original ou nos DLCs anteriores vai encontrar poucas novidades. Os gráficos melhoraram, mas não o suficiente para chocar, e os bugs que antes eram charmosos podem soar como falta de cuidado numa remasterização paga. Se você não tem nostalgia pela cabra, talvez o preço não justifique o investimento. a menos que o multiplayer local seja um diferencial que você não tinha antes. No fim, é um jogo honesto sobre ser idiota, e isso tem seu valor.
Perguntas frequentes sobre review Goat Simulator: Remastered PlayStation 5
Goat Simulator Remastered tem história ou campanha linear?
Não. O jogo é um sandbox sem narrativa. O único objetivo é causar caos e acumular pontos. Há desafios e colecionáveis espalhados pelos mapas, mas nada que force uma progressão. Você decide como e quando se divertir.
Vale a pena para quem já jogou o Goat Simulator original?
Depende. Se você já gastou dezenas de horas no original e nos DLCs, a remasterização oferece pouco além de gráficos melhores e um menu de mutadores reformulado. O cooperativo local é a maior novidade, mas só justifica se você tiver amigos para jogar junto.
Quantas horas de conteúdo ele oferece?
A campanha principal leva cerca de 3 horas, mas com todos os DLCs e objetivos secundários, você pode passar de 12 horas. Para quem quer explorar cada área e desbloquear tudo, a estimativa fica entre 20 e 30 horas, podendo chegar a 50 no cooperativo.
O modo cooperativo funciona online ou só local?
O cooperativo é exclusivamente local, com tela dividida para até 4 jogadores. Não há suporte a multiplayer online ou cross-play. É uma experiência pensada para o sofá com amigos.
Os bugs e glitches atrapalham a experiência?
Eles fazem parte da identidade do jogo, mas podem frustrar quem busca algo polido. A física capenga causa situações hilárias, mas também pode prender o personagem ou quebrar desafios. No geral, a diversão supera os problemas, especialmente no cooperativo.
