Review Forspoken no PS5: ação mágica de alto nível, mas com tropeços

Deslizar pelas ruínas de Athia enquanto alterna entre rajadas de fogo e estalactites de gelo é uma sensação que poucos jogos entregam. Mas essa euforia começa a desaparecer quando o mapa revela quilômetros de território vazio. Forspoken acerta no combate e na travessia, mas tropeça feio no mundo aberto e na história.

Frey Holland, uma nova-iorquina transportada para um reino mágico, começa sua jornada engessada por cutscenes intermináveis. Quem tiver paciência para atravessar as primeiras horas será recompensado com um sistema de parkour que transforma cada deslocamento em um espetáculo. Mas a espera pode ser longa demais para quem quer ação imediata.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • O combate e a travessia mágica são o grande destaque: se você prioriza ação rápida e fluida, Forspoken entrega.
  • O começo é lento e muito guiado; espere cerca de uma hora até que o jogo abra a exploração.
  • A campanha principal tem de 12 a 15 horas, mas com conteúdo secundário chega a 28 horas. Para completar 100%, prepare-se para 50 a 60 horas.
  • Não há New Game Plus, mas existe um pós-jogo com novos eventos e chefes.
  • As magias são divididas em quatro elementos (fogo, água, terra, ar) e você pode fortalecer cada feitiço individualmente.

1. Forspoken (PS5): review completo do RPG de ação da Square Enix

Duas horas de jogo e você já domina o parkour: escala uma torre, desliza por uma encosta, usa o gancho mágico para se lançar sobre um fosso. No meio do caminho, solta uma rajada de fogo e congela um inimigo com um gesto. Essa fluidez é o ponto alto de Forspoken. Os quatro estilos de magia (roxo, vermelho, azul, verde) não são mera cosmética. cada um exige táticas diferentes, e fortalecer feitiços individualmente dá margem para builds criativas. O sistema de recarga no lugar de mana evita pausas frustrantes. Mas Athia, o reino que Frey precisa salvar, é um vasto cenário de grama e ruínas que se repetem. As missões secundárias (Detours) são basicamente: vá ao forte, mate todo mundo, volte. Falta personalidade. A história segue o clássico isekai: transportada, derrotar as Tantas, salvar o mundo. As revelações importantes ficam para o fim, deixando a primeira metade arrastada. Frey e sua pulseira Cuff têm diálogos engraçados, mas o padrão cansa rápido. Visualmente, os efeitos de magia são deslumbrantes. ver uma tempestade de fogo ou um escudo de cristal é um show à parte. Mas o mundo aberto é monótono. A trilha sonora de Bear McCreary e Garry Schyman cumpre o papel, sem brilho. No PS5, o jogo oscila em áreas cheias de efeitos e os loading são longos. Nada que quebre a experiência, mas falta polimento. Forspoken é para quem quer ação desenfreada e não se importa com um mundo oco ou uma trama previsível. Se você topar ignorar o cheiro de mofo do mundo aberto, vai encontrar uma das melhores movimentações mágicas dos últimos anos.

Prós

  • Combate mágico rápido, fluido e com grande variedade de habilidades
  • Parkour e travessia são estilosos e divertidos, dispensando viagem rápida
  • Quatro elementos mágicos com estilos de jogo distintos
  • Protagonista Frey tem representatividade e evolui de forma bacana

Contras

  • Mundo aberto genérico, sem personalidade e com atividades repetitivas
  • História previsível e início muito lento, com excesso de cutscenes

Combate e travessia: o coração de Forspoken

Nos primeiros minutos, Frey mal consegue pular uma fenda. Duas horas depois, você está deslizando por penhascos com a elegância de um patinador artístico armado até os dentes. O parkour não é firula: escalar paredes, deslizar por encostas e usar o gancho mágico torna o deslocamento mais viciante que a própria viagem rápida. O combate exige dedos nos quatro gatilhos. R1 e R2 para ataques, L1 e L2 para suporte. e a troca entre elementos é instantânea. Fogo queima de perto, gelo congela à distância, terra protege, ar varre multidões. Fortalecer feitiços individualmente dá uma sensação de progressão real. Para quem ama construir um estilo de luta, é um prato cheio.

O mundo aberto que não empolga

Athia é um deserto de grama verde e ruínas idênticas. Você vai encontrar o mesmo forte meia dúzia de vezes com cores diferentes. As atividades secundárias. fortalezas, cavernas, desafios de parkour. cumprem o papel, mas nunca surpreendem. O pior: o sistema de loot é tão pobre que a capa e o colar iniciais servem até o fim do jogo. Explorar não compensa. As missões secundárias (Detours) são cópias carbono: vá até o ponto, mate tudo, volte. Nenhuma narrativa paralela, nenhuma escolha significativa. Quem vem de Horizon ou The Witcher vai sentir a diferença na densidade do conteúdo.

Narrativa e personagens: acertos e deslizes

Frey tem atitude, mas a história demora a engrenar. A primeira hora é um longo tutorial disfarçado de cutscene. Quando o jogo finalmente solta a mão, a trama segue o manual do isekai: transportada para Athia, derrotar as Tantas corruptas, salvar o reino. As revelações importantes são guardadas para os capítulos finais, deixando o meio arrastado. Frey e Cuff trocam farpas engraçadas, mas o humor se desgasta com a repetição. Ainda assim, Frey evolui de forma crível, e sua jornada pessoal emociona em alguns momentos. especialmente quando o jogo deixa de lado o mundo aberto e foca no drama. Mas para uma história revolucionária, procure outro lugar.

Perguntas frequentes sobre review Forspoken PlayStation 5

Quanto tempo leva para zerar Forspoken?

A campanha principal leva de 12 a 15 horas. Com missões secundárias, sobe para cerca de 28 horas. Para completar 100% (incluindo pós-jogo), prepare-se para 50 a 60 horas.

Forspoken tem New Game Plus?

Não. Mas há um pós-jogo com novos eventos e chefes, permitindo continuar explorando e enfrentando desafios extras após a história principal.

O jogo roda bem no PS5?

No geral, sim. Ocasionalmente o frame rate oscila em áreas com muitos efeitos de magia, e os carregamentos são um pouco longos. Nada que comprometa a diversão, mas falta o polimento de outros exclusivos.

Vale a pena para quem não curte mundo aberto genérico?

Depende. Se o foco principal for combate e travessia, sim. Mas se você busca um mundo rico em detalhes e missões significativas, Forspoken pode frustrar. A ação é o ponto alto.

Forspoken tem suporte a português do Brasil?

Sim, o jogo oferece legendas e menus em português do Brasil, além de áudio em inglês. A dublagem em português não está disponível.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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