Você controla um aprendiz de mago tão trapalhão que até os feitiços parecem ter vida própria. A tela se enche de luzes, explosões e um humor duvidoso. A premissa é clássica: enfrente masmorras geradas proceduralmente, desvie de armadilhas, derrote chefes e, de quebra, não seja traído por um aliado. Folly of the Wizards chega com a promessa de caos e carisma.
Mas o caminho até o topo da torre é uma montanha-russa. A arte feita à mão encanta de cara. A variedade de itens faz os olhos brilharem. Aí você pula com o L1. E torce para se acostumar antes da décima run. Sim, os controles no PS5 são a parte mais controversa do pacote. Vamos ao que importa.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Folly of the Wizards é indicado para fãs de roguelikes como The Binding of Isaac, que curtem runs imprevisíveis e humor ácido.
- Esteja ciente de que os controles no PS5 não permitem personalização e exigem adaptação.
- A dificuldade é alta e a progressão depende de tentativa e erro, ideal para quem busca desafio.
- Se você valoriza polimento e explicações claras, talvez outros títulos do gênero atendam melhor.
1. Folly of the Wizards para PlayStation 5: roguelike 2D de humor e caos
Fonte: Amazon.com.brFolly of the Wizards (PlayStation 5)
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Você escolhe um dos quatro magos disponíveis, cada um com seus pontos fortes, fraquezas e peculiaridades. O objetivo é escalar cinco andares de uma torre caótica, escolhendo entre nove biomas no caminho. Cada run é única graças a mais de 130 itens diferentes entre relíquias, tomos e pergaminhos. As combinações são muitas: um tomo de fogo combinado com um pergaminho de gelo pode gerar um feitiço híbrido, enquanto certas relíquias mudam completamente o estilo de jogo. O sistema de afinidade adiciona uma camada social: diálogos com outros magos podem render aliados ou inimigos, e suas escolhas influenciam o final. Mas nem tudo são flores. A imprevisibilidade é uma faca de dois gumes. Uma run pode ser generosa com itens poderosos; na seguinte, você enfrenta chefes agressivos com equipamentos fracos. O RNG dita o ritmo, e isso pode cansar. O tutorial é quase inexistente. Descrições de itens são vagas, e a mecânica de afinidade fica mal explicada: você vai descobrir as consequências na base da tentativa e erro. Pra fãs de roguelikes, isso faz parte da diversão. Para quem busca clareza, pode ser um obstáculo. No comando do PlayStation 5, o jogo roda liso, sem quedas perceptíveis de frame. O calcanhar de Aquiles está no esquema de controle: o pulo foi parar no L1, não dá pra remapear, e a sensibilidade do analógico para mirar é alta demais. Você pode se acostumar, mas a falta de opções de acessibilidade decepciona em um gênero que exige reflexos rápidos. A dificuldade também é elevada: não há opções de dificuldade, e a progressão depende muito de persistência. As runs iniciais são punitivas, e a escassez de itens de cura não perdoa erros. Apesar dos tropeços, o charme do jogo faz você continuar tentando. O visual vibrante, as animações caricatas e o tom bem-humorado fazem cada morte virar uma anedota. É o tipo de jogo que convida a uma tentativa atrás da outra, especialmente quando você encontra uma combinação de itens que transforma o mago fraco em uma máquina de caos. Para quem curte desafio e não se importa com imperfeições, Folly of the Wizards entrega o que promete: diversão imprevisível e uma boa dose de risadas.
Prós
- Arte desenhada à mão encantadora e cheia de personalidade
- Grande variedade de itens e combinações criativas
- Humor leve e irreverente que torna as derrotas divertidas
- Sensação de 'mais uma tentativa' que prende
Contras
- Controles sem remapeamento, pulo no L1 e sensibilidade alta
- Dificuldade elevada e mal equilibrada, com picos punitivos de RNG
Gameplay: variedade que esbarra na repetição
Você sobe cinco andares escolhendo entre nove biomas temáticos. de florestas a masmorras de gelo. Os 22 chefes mudam conforme o bioma e suas escolhas de afinidade, o que dá uma sobrevida legal. Você entra numa sala com dois baús: um óbvio e outro atrás de uma parede ilusória. Escolher errado pode custar a run. Esses momentos de decisão rápida são o coração do jogo. O problema é que as salas compartilham muitos elementos visuais e estruturais, mesmo em biomas diferentes. Depois de umas dez tentativas, você começa a reconhecer padrões. Os diálogos de afinidade também se repetem run após run, o que tira um pouco da magia. Ainda assim, a combinação de itens. um tomo que transforma projéteis em gelo, uma relíquia que dobra dano elemental. cria builds inesperadas que salvam a experiência.
Controles e acessibilidade: o ponto mais frágil
Pulo no L1. Dash no L2. Soa estranho, e é. Não há remapeamento, e a sensibilidade do analógico direito para mirar é alta demais, sem opção de ajuste. Você vai errar esquivas e mirar no vazio várias vezes. Para um jogo que exige reflexos rápidos, essa falta de opções é um tiro no pé. A dificuldade já é alta por si só: inimigos agressivos, cura escassa e nenhuma opção de dificuldade. O RNG pode colocar um chefe feroz com equipamento fraco, e aí a run acaba em segundos. Com paciência, você se adapta aos controles, mas não deveria precisar se adaptar a algo tão básico. É uma barreira desnecessária que afasta jogadores que adorariam o conteúdo.
Visual, som e atmosfera: o charme que segura o jogo
A direção de arte é o grande trunfo de Folly of the Wizards. Cada bioma tem personalidade, com cores vibrantes e animações caricatas que combinam com o tom cômico. Os chefes são visualmente criativos: um deles alterna entre ataques elementais enquanto solta piadas de mau gosto. É difícil não sorrir. A trilha sonora é agradável e combina com a atmosfera caprichosa, mas em runs que passam de uma hora ela começa a soar repetitiva. Os efeitos sonoros, por outro lado, são bem sacados: cada feitiço tem um som único e exagerado. No conjunto, o jogo acerta em cheio no quesito personalidade. É o tipo de pacote que faz você ignorar alguns defeitos só pela experiência visual.
Perguntas frequentes sobre review Folly of the Wizards () PlayStation 5
Folly of the Wizards tem tradução para português?
Sim, o jogo tem legendas e textos em português do Brasil, o que facilita a compreensão do humor e das mecânicas.
É necessário jogar online?
Não, o jogo é exclusivamente single-player. Não há modos cooperativos ou multiplayer.
Quanto tempo dura uma partida completa?
Uma run de sucesso pode levar horas, mas a rejogabilidade é alta devido à aleatoriedade dos itens e biomas.
O jogo é muito difícil?
Sim, a dificuldade é elevada, especialmente no início. Não há opções de dificuldade, e o RNG pode gerar picos injustos que exigem persistência.
Vale a pena para quem não é fã de roguelikes?
Provavelmente não. A falta de explicações claras e os controles controversos podem frustrar jogadores casuais ou que preferem experiências mais polidas.
