Review Fatal Fury: City of the Wolves. Combate afiado, mas conteúdo raso

Vinte e seis anos depois de Garou: Mark of the Wolves, a SNK finalmente traz de volta a linhagem de Fatal Fury com City of the Wolves. A expectativa era enorme, especialmente porque o último título é cultuado até hoje. O que chega ao PS5 é um fighting game de combate refinado, com o novo REV System e uma direção de arte que mescla cel-shading e pop art de maneira impressionante. Mas nem tudo é acerto: o modo single-player decepciona, e o roster enxuto incomoda.

Nos primeiros rounds, o peso de cada golpe já mostra que a SNK caprichou onde realmente importa para os competitivos. O REV Meter sobe rápido, cada REV Art ou bloqueio enche a barra, e o superaquecimento está sempre ali. Gerenciar isso é a chave para virar uma partida com um REV Blow bem colocado ou um contra-ataque com Just Defense. Aí está o jogo tático: você decide quando gastar tudo ou administrar para não ficar vulnerável. O SPG complementa, permitindo posicionar seu pico de poder em qualquer ponto da barra de vida. É um sistema que premia quem entende o momento de arriscar.

Testamos a Special Edition, que já vem com Season Pass 1. Ela adiciona nomes como Ken e Chun-Li (de Street Fighter), além de Andy Bogard, Joe Higashi e Mr. Big. Mesmo assim, o pacote base tem um número de lutadores que fica aquém de concorrentes diretos como Street Fighter 6 ou Tekken 8. Aí entra o dilema: o combate é dos mais divertidos do gênero, mas a quantidade de conteúdo offline é curta. a campanha principal leva cerca de seis horas, e o modo Episodes of South Town (EOST) é repetitivo e raso.

Para quem vive o cenário competitivo, Fatal Fury: City of the Wolves é um prato cheio. O rollback netcode funciona bem, o crossplay coloca todo mundo no mesmo caldeirão, e a profundidade mecânica dá pano pra manga por meses. Mas quem espera um jogo com história cativante, modos criativos e variedade de personagens desde o início pode sair com um gosto de "quero mais". É um jogo de luta excelente que, em alguns aspectos, parece ter sido lançado meio apressado.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Foca em jogabilidade competitiva e luta online? O REV System e o SPG são dos mais equilibrados do gênero, e o crossplay é sólido. City of the Wolves entrega partidas táticas e responsivas.
  • Se campanha single-player é o que importa, saiba que o modo Episodes of South Town é repetitivo e raso, com duração média de 6 horas na história principal. Os extras (Trials, Survival) não seguram muito.
  • O roster base tem 17 lutadores (incluindo os convidados Cristiano Ronaldo e Salvatore Ganacci), mas clássicos como Andy e Joe estão no Season Pass 1 (incluso na Special Edition). A versão padrão deixa alguns de fora.
  • Tecnicamente, o jogo roda bem no PS5, com rollback netcode e crossplay entre PS5, PS4, Xbox Series e PC. A direção de arte é caprichada, mas os menus são estáticos e o tutorial é básico demais.
  • A Special Edition é a melhor porta de entrada se você planeja mergulhar no competitivo, pois já inclui o passe de personagens. Para quem quer só experimentar, a versão padrão pode ser suficiente.

1. Fatal Fury: City of the Wolves Special Edition. PS5. Combate refinado e Season Pass 1 incluso

Fatal Fury: City of the Wolves marca o retorno da franquia após mais de duas décadas, e a SNK acertou em cheio na jogabilidade. O combate é tático, responsivo e bem trabalhado com o REV System: REV Arts, REV Accel, REV Guard e os poderosos REV Blows. Cada golpe especial ou bloqueio sobe o medidor de REV. Encher demais leva ao superaquecimento, que desabilita as técnicas REV e deixa a guarda vulnerável. Gerenciar isso é a chave para virar partidas. O SPG (Selective Potential Gear) permite colocar um bônus de dano em qualquer ponto da barra de vida, estimulando estratégias de comeback ou pressão desde o início. A Special Edition testada vem com o Season Pass 1: Andy Bogard, Hokutomaru, Joe Higashi, Mr. Big, Ken e Chun-Li. Isso amplia o roster para 17 lutadores, mas o número base (13 originais + 2 convidados) ainda parece modesto perto de concorrentes. Os modos single-player incluem Arcade, Versus local, Online (Ranked e Casual), Treino, Trials e o polêmico Episodes of South Town (EOST). O EOST tem elementos de RPG. você ganha XP, sobe de nível e desbloqueia habilidades. mas a exploração se limita a mapas pequenos, e a maior parte do tempo é gasta em lutas contra NPCs genéricos com texto entre elas. A repetição cansa rápido. A direção de arte em cel-shading e pop art é um dos pontos altos: os personagens têm expressividade e as animações são impactantes. Ouvir a trilha de Alan Walker durante uma luta intensa ou a jukebox com músicas clássicas da série são mimos para fãs. Por outro lado, os menus são sem inspiração e a interface parece datada. O tutorial é básico demais. explica o essencial, mas não ensina as nuances do REV System ou do SPG, deixando o jogador descobrir por conta própria. No geral, City of the Wolves é um excelente jogo de luta para quem foca no competitivo, mas o conteúdo single-player superficial e o roster enxuto tiram parte do brilho.

Prós

  • Combate profundo com REV System e SPG. recompensa estratégia e agressividade
  • Rollback netcode e crossplay funcionais. online estável e unificado
  • Direção de arte marcante (cel-shading) e trilha sonora com grandes nomes da música
  • Special Edition já inclui 5 personagens do Season Pass 1, agregando valor ao pacote

Contras

  • Conteúdo single-player raso: modo Episodes of South Town é repetitivo e curto
  • Roster base pequeno (17 lutadores) comparado a Street Fighter 6 ou Tekken 8

O que faz o combate de City of the Wolves ser especial?

A grande estrela do jogo é o REV System. Pense nele como uma camada extra de poder que se ativa com o uso de golpes especiais e bloqueios. Use REV Arts, REV Accel ou REV Guard, e o medidor sobe. Quando enche, você entra em superaquecimento. perde o acesso a todas as técnicas REV e sua guarda fica vulnerável. Isso força a tomar decisões: vale a pena gastar tudo num REV Blow poderoso (que ainda consome um terço do medidor) ou é melhor administrar para não ficar exposto? O SPG complementa: você escolhe em que parte da barra de vida o dano extra e o acesso ao REV Blow são ativados. Colocar no final estimula comebacks dramáticos; no início, pressiona o oponente desde o primeiro golpe.

Outro ponto importante é o retorno do Just Defense, que premia bloqueios precisos com vantagem de frames. As mecânicas de feints e brakes (cancelamento de golpes) permitem enganar o adversário e criar combos criativos. E tudo isso sem um pulo universal de neutral: cada personagem tem sua própria forma de se aproximar, o que torna as partidas mais variadas e menos previsíveis. Quem domina essas ferramentas sente a partida virar com um REV Blow bem colocado. Mas o tutorial deixa a desejar. muitas dessas mecânicas você só descobre fuçando ou vendo jogadores mais experientes.

Special Edition: vale o investimento extra?

A Special Edition custa mais que a versão padrão, mas inclui o Season Pass 1 com cinco personagens adicionais: Andy Bogard, Hokutomaru, Joe Higashi, Mr. Big, Ken e Chun-Li. Isso acrescenta variedade ao roster, especialmente para quem sente falta de nomes clássicos da franquia. Se você pretende jogar online e explorar o jogo a fundo, o passe vale o custo. Para quem quer só o modo Arcade e umas partidas casuais, a versão básica pode ser suficiente. mas fique ciente de que alguns lutadores importantes ficam de fora.

Além dos personagens, a Special Edition não oferece outros extras físicos ou digitais (como artbook ou trilha). É uma edição focada no conteúdo jogável. O jogo também tem um sistema de customização de cores (Color Edit) e uma jukebox com músicas de títulos anteriores, ambos disponíveis em qualquer versão. No geral, se você é fã de luta e planeja mergulhar no competitivo, a Special Edition é a escolha mais inteligente.

Um ponto de atenção: o modo Episodes of South Town (EOST) requer conexão com a internet para jogar, mesmo sendo single-player. A progressão é salva online, o que pode ser um empecilho se a rede cair. O conteúdo do EOST é basicamente o mesmo em ambas as edições.

Para quem o jogo não encaixa?

A campanha single-player é rala. Se você espera cutscenes e história elaborada, prepare-se para textos e imagens estáticas no EOST. As missões se resumem a enfrentar NPCs repetitivos, e a duração principal é de cerca de 6 horas. Mesmo com Trials, Survival e Time Attack, o pacote offline não segura por muito tempo.

Outro grupo que pode estranhar são os fãs de jogos com elenco gigante. Com 17 lutadores (incluindo dois convidados que geram controvérsia. Cristiano Ronaldo e Salvatore Ganacci), o roster é enxuto para os padrões atuais. Andy e Joe estão no Season Pass 1, o que significa pagar a mais para ter o elenco completo. Se a ideia é ter muitos bonecos para experimentar, Street Fighter 6 ou Tekken 8 oferecem mais na caixa.

Por fim, jogadores que priorizam performance técnica impecável podem achar alguns deslizes: menus lentos, interface datada e, no lançamento, relatos de servidores instáveis e problemas com instalação em segundo plano. Nada que inviabilize a diversão, mas que tira o brilho de um título que, no combate, é tão afiado.

Perguntas frequentes sobre review Fatal Fury: City of the Wolves Special Edition PlayStation 5

O jogo tem modo história com cutscenes?

O modo single-player principal é Episodes of South Town (EOST), que tem elementos de RPG e uma história contada por meio de texto e imagens estáticas. Não há cutscenes animadas ou narrativa cinematográfica. O modo Arcade também oferece finais individuais para cada personagem, mas são simples.

A Special Edition inclui todos os personagens futuros?

Não. A Special Edition inclui apenas o Season Pass 1, que adiciona cinco personagens: Andy Bogard, Hokutomaru, Joe Higashi, Mr. Big, Ken e Chun-Li. A SNK pode lançar mais temporadas de conteúdo no futuro, que não estão inclusos.

É necessário internet para jogar o modo single-player?

Sim, o modo Episodes of South Town (EOST) requer conexão com a internet para funcionar, mesmo sendo um modo para um jogador. Os modos Arcade, Versus local e Treino podem ser jogados offline normalmente.

O jogo tem crossplay entre PS5 e outras plataformas?

Sim, Fatal Fury: City of the Wolves oferece crossplay completo entre PS5, PS4, Xbox Series X|S e PC. O online conta com rollback netcode, garantindo partidas estáveis mesmo em conexões mais lentas.

O Smart Style é adequado para iniciantes?

O Smart Style simplifica os comandos, permitindo executar especiais com um botão e direção. É útil para quem está começando, mas desabilita mecânicas avançadas como feints e brakes. Para aprender o jogo a fundo, o Arcade Style é o caminho, embora o tutorial não seja dos melhores.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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