Review Fallen Legion: Rise to Glory / Fallen Legion Revenants Deluxe Edition. ação com múltiplos finais no PS5

Sentindo falta de jogos que unem combate rápido a escolhas que mudam a história? Fallen Legion sempre foi uma aposta interessante. A Deluxe Edition para PS5 reúne dois títulos completos com extras, prometendo dezenas de horas de porrada e decisões que pesam. Mas será que a repetição estraga o encanto?

A compilação não chega vazia: traz ajustes, novos personagens e o sistema de grade em Revenants. Entre uma campanha e outra, fica claro se vale o investimento. O veredito? Diversão garantida para fãs de action RPG, desde que você tolere alguns tropeços.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • A edição física inclui trilha sonora digital e mini art book como extras.
  • O áudio está disponível em inglês e japonês.
  • Não há legendas em português, todas as escolhas narrativas são em inglês.
  • O combate pode se tornar repetitivo devido ao alto HP dos inimigos.

1. Fallen Legion Deluxe Edition (PS5): dois action RPGs com combate ágil e múltiplos finais

O combate é o ponto alto de Fallen Legion. Inspirado em Valkyrie Profile, cada Exemplar fica mapeado em um botão, e você combina ataques em tempo real. A líder do grupo pode lançar magias, curar e reviver. O sistema de parry e bloqueio perfeito é essencial para quebrar a guarda dos inimigos, e em Revenants ainda tem o grid de posicionamento, que adiciona uma camada tática bem-vinda. Encaixar um combo depois de um parry perfeito é gratificante, e as batalhas contra chefes exigem atenção aos padrões. O problema: elas se estendem demais. Com inimigos de HP alto, várias lutas viram um teste de paciência, e a repetição de ataques cansa antes do fim de uma sessão. Conteúdo generoso. Rise to Glory reúne Sins of an Empire e Flames of Rebellion em uma campanha só, com dois protagonistas (Cecille e Laendur), cada um com cerca de 10 horas de história. Revenants adiciona mais algumas horas, alternando entre exploração no castelo com Lucien e combate na superfície com Rowena. São mais de 20 finais diferentes, incentivando novas jogadas, mas a estrutura linear e as escolhas que afetam a moral podem soar superficiais para quem busca uma narrativa profunda. A Deluxe Edition ainda inclui trilha sonora digital e mini art book, um agrado para colecionadores. O visual é um acerto: arte 2D desenhada à mão, cenários cheios de personalidade e sprites bem animados. A dublagem em inglês (com opção japonesa) é de ótima qualidade, com nomes como Joe Zieja e Erika Harlacher. A trilha sonora, apesar de competente, se repete mais do que deveria, e as animações em algumas cutscenes são rígidas. Em termos de performance, o PS5 roda tudo liso, mas há bugs visuais e problemas com triggers de diálogo; nada que quebre, mas incomoda. O maior defeito da compilação é a repetitividade. Tanto Rise to Glory quanto Revenants caem no mesmo loop: diálogo, batalha, diálogo. Em Rise to Glory, você avança entre telas de combate sem exploração. Revenants tenta quebrar isso com as seções de investigação no castelo, que incluem andar por salas, ouvir fofocas e votar em decisões políticas. A intenção é boa, mas o ritmo cai drasticamente. Quem prefere ação pura pode se entediar, enquanto quem gosta de narrativa acha as partes de combate repetitivas. A compilação divide opiniões. No fim, Fallen Legion: Rise to Glory / Revenants Deluxe Edition é um pacote honesto. Oferece bastante conteúdo, combate divertido e escolhas que geram múltiplos finais. Não é um jogo para todos: exige paciência com a repetição e com a ausência de legendas em português. Mas para fãs de action RPG que querem algo diferente do habitual, é uma boa compra.

Prós

  • Combate ágil e inspirado em Valkyrie Profile, com parry e combos satisfatórios.
  • Mais de 20 finais e duas campanhas principais garantem boa rejogabilidade.
  • Arte 2D desenhada à mão muito bonita e com personalidade.
  • Dublagem em inglês de qualidade, com opção japonesa.
  • Deluxe Edition inclui trilha sonora digital e mini art book.

Contras

  • Repetitividade em ambos os jogos, com batalhas longas e inimigos reutilizados.
  • Ausência de legendas em português, o que prejudica escolhas narrativas.

Combate que brilha (e cansa)

Encadear um parry perfeito contra o chefe da segunda fase, ouvir o som de impacto e ver a barra de escudo se estilhaçar é um dos momentos mais gratificantes. Cada Exemplar ocupa um botão do controle, e você monta combos na hora. Em Revenants, o grid de posicionamento transforma cada confronto em um quebra-cabeça tático: ficar em determinado quadrado pode aumentar dano ou dar bônus de defesa. É uma adição que pede atenção constante.

Mas o jogo exagera. Inimigos comuns têm HP demais, e as batalhas se arrastam. O que era empolgante vira dever de casa repetitivo. Somado à variedade limitada de inimigos, a sensação de déjà vu aparece antes do esperado. O combate é bom, mas falta um editor para cortar a gordura.

Conteúdo generoso, mas ritmo irregular

Dois jogos em um só pacote: horas de ação garantidas. Rise to Glory oferece duas campanhas com histórias que se conectam, cada uma durando cerca de 10 horas. Revenants adiciona uma nova perspectiva com Lucien e Rowena, além do sistema de grade. As escolhas morais durante as batalhas e diálogos levam a mais de 20 finais, incentivando novas jogadas.

Contudo, a forma como esse conteúdo é entregue varia muito. Rise to Glory é retilíneo: você só caminha entre batalhas e cenas. Revenants tenta inovar com as seções de investigação no castelo, que incluem andar por salas, ouvir fofocas e votar em decisões políticas. A intenção é boa, mas o ritmo fica travado. Quem prefere ação sem parar pode se entediar, enquanto quem gosta de narrativa acha as partes de combate repetitivas. A compilação divide opiniões: não agrada aos dois públicos ao mesmo tempo.

Visual, áudio e performance: acertos e detalhes

Os cenários desenhados à mão têm um traço macabro que impressiona logo de cara. Os sprites dos personagens são expressivos e bem animados durante o combate, mas nas cutscenes as animações perdem fluidez. A dublagem em inglês é um show à parte: vozes marcantes dão personalidade aos protagonistas, especialmente Lucien. A trilha sonora é boa, mas começa a se repetir depois de algumas horas, perdendo o impacto.

No PS5, o jogo roda sem engasgos, com carregamentos rápidos. No entanto, bugs visuais aparecem de vez em quando: personagens que somem em cenas, diálogos que não avançam. Nada que estrague a experiência, mas mostra que o polimento não foi completo. A ausência de legendas em português é uma barreira real para quem não tem fluência em inglês, especialmente porque as escolhas narrativas exigem leitura atenta. É um ponto que a NIS America poderia ter resolvido.

Perguntas frequentes sobre review Fallen Legion: Rise to Glory / Fallen Legion Revenants Deluxe Edition Deluxe Edition PlayStation 5

Quantas horas dura Fallen Legion Deluxe Edition?

Rise to Glory tem cerca de 10 horas por campanha, totalizando umas 20 horas para ver os dois lados. Revenants adiciona mais umas 8 a 10 horas. Com replay para finais alternativos, você passa fácil das 30 horas.

Tem legendas em português?

Não. O jogo tem áudio em inglês e japonês, mas as legendas e textos estão apenas em inglês. Se você não lê inglês bem, pode perder nuances das escolhas e da história.

O combate é difícil?

O começo é acessível, mas a dificuldade aumenta nos chefes. O sistema de parry e o grid de Revenants exigem timing e estratégia. Não é um jogo punitivo, mas exige atenção para não morrer rápido.

Vale a pena para quem já jogou os originais?

Depende. Se você zerou Sins of an Empire e Flames of Rebellion no PS4 ou Vita, a Deluxe Edition traz novos personagens (Aleister, Winchester) e o update Crimson Rose em Revenants. Mas as melhorias são incrementais, não uma revolução.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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