A cada lançamento anual da série F1, a pergunta que não quer calar é: mudou o suficiente? Em 2025, a Codemasters resolveu apostar onde realmente importa: no conteúdo single-player e na profundidade da gestão. F1 25 chega com Braking Point 3 e My Team 2.0, dois pilares que transformam a experiência de quem curte corrida além da pista.
Esqueça a briga por saltos gráficos. eles não vieram em peso. Em vez disso, o jogo entrega uma direção mais natural, uma IA que finalmente se comporta como gente grande e uma camada extra de drama e estratégia que fisga tanto o veterano quanto o novato. Se você pulou F1 24, a volta por cima é ainda mais perceptível.
Testamos a versão de PlayStation 5 (a base, sem os upgrades do Pro) e saímos com a sensação de que, para quem ama a categoria, este é o ano de voltar aos boxes.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- A começar: F1 25 é exclusivo para consoles de geração atual (PS5, Xbox Series X|S) e PC. Não roda no PS4 nem Xbox One.
- O modo Braking Point 3 é o grande atrativo para quem gosta de narrativa no automobilismo: 15 capítulos com escolhas que afetam a história e quatro níveis de dificuldade.
- My Team 2.0 coloca você como chefe de equipe, gerenciando dois pilotos, orçamento, patrocínios e três departamentos. Exige paciência e gosto por gestão estratégica.
- Cinco circuitos receberam escaneamento LIDAR para maior precisão (Bahrein, Miami, Melbourne, Suzuka e Imola). Os demais mantêm o padrão anterior, o que gera leve desigualdade visual.
- Três pistas reversíveis (Silverstone, Zandvoort, Red Bull Ring) trazem novo desafio em modos como Corrida Rápida e Multijogador.
1. EA Sports F1 25 para PlayStation 5: história, gestão e direção refinadas
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Na curva 1 de Miami, a aderência do asfalto LIDAR morde o pneu. Você ajusta a trajetória sentindo cada ondulação no controle. F1 25 acerta onde a série mais precisava. Braking Point 3 não é só um modo história: é uma novela eletrizante com pitadas de drama nos boxes e decisões que alteram o rumo da temporada. As 15 missões são bem escritas e os quatro níveis de dificuldade acomodam desde quem só quer aproveitar a narrativa até o piloto que suja o capacete de verdade. O destaque, porém, vai para My Team 2.0. Aqui você não é mais o piloto-proprietário: vira chefe de equipe de fato, equilibrando investimento entre engenharia, pessoal e corporativo, contratando pilotos (inclusive lendas) e lidando com a fama. É um jogão de gerência que transforma cada corrida em consequência de decisões de bastidores. Na pista, o modelo de direção recupera a pegada de F1 23. mais intuitivo, com as curvas lentas e os freios mais perdoáveis, mas sem perder a exigência de traçado limpo. A IA adversária melhorou drasticamente: ultrapassagens limpas, menos toques idiotas e reações mais realistas. O rádio da equipe ganhou mais de mil novas falas, o que ajuda a imersão durante as voltas. A cereja do bolo são os circuitos com LIDAR: em Miami, cada ondulação do asfalto aparece no controle, e você ajusta a trajetória na hora. Já nos circuitos sem escaneamento, a diferença grita um pouco. Visualmente, a evolução é tímida. O jogo não é feio. tem boa iluminação e texturas decentes. mas quem esperava um salto geracional vai se frustrar. As animações faciais nos cortes cinematográficos ainda estão no vale da estranheza, e nem todas as pistas receberam o mesmo capricho. A performance no PS5 base segura 60 quadros sem quedas, mas sem ray tracing (isso fica para o Pro). No fim, F1 25 entrega o que promete: é a melhor experiência single-player da série, com conteúdo de sobra para quem vive o esporte. Se você só quer correr e não liga para história ou gestão, talvez o salto não justifique o preço cheio.
Prós
- Braking Point 3 é o melhor modo história da série, com escolhas que realmente importam
- My Team 2.0 traz profundidade de gestão que prende por horas
- Direção recupera a naturalidade de F1 23, com melhor feedback no controle
- IA adversária mais inteligente e menos caótica
- Circuitos com LIDAR oferecem sensação tátil de pista autêntica
Contras
- Evolução gráfica é incremental: modelos de personagem e animações ainda destoam
- Apenas cinco circuitos receberam escaneamento LIDAR; os demais parecem datados em comparação
Braking Point 3: drama nos boxes que funciona
A Codemasters ouviu os fãs e trouxe de volta o modo história, mas não como simples repetição: são 15 capítulos que acompanham a equipe Konnersport, com a possibilidade de escolher entre dois pilotos. Aiden ou Callie. em momentos-chave. As decisões alteram objetivos de corrida e relacionamentos, e o nível de dificuldade vai do 'só aproveitar a história' até o 'suar o capacete'. O roteiro tem reviravoltas genuínas, embora o meio da temporada arraste um pouco. As cenas cinematográficas pecam nas animações faciais (ainda no vale da estranheza), mas a dublagem e o ritmo seguram a imersão.
My Team 2.0: chefe de equipe de verdade
Gerenciar orçamento, contratar pilotos e decidir onde investir: My Team 2.0 coloca você no lugar do chefe, não do piloto. Administra dois pilotos, define quem leva upgrades, negocia patrocínios e equilibra três áreas (Engenharia, Pessoal, Corporativo). Dá para começar com níveis variados de investimento, e cada corrida rende pontos de fã que desbloqueiam bônus. A curva de aprendizado existe, mas a satisfação de ver o time crescer é recompensadora. Só não espere ação na pista nesse modo. o foco é na planilha.
Na pista: direção e IA renovadas
A física de F1 24 gerou reclamações, e a Codemasters agiu: F1 25 recupera a direção natural de F1 23, mais perdoável e intuitiva. Nas curvas lentas de Melbourne, você sente confiança ao frear e tracionar, especialmente nos circuitos escaneados. A IA melhorou: adversários fecham menos a porta e reagem à sua presença, o que torna as ultrapassagens mais limpas e emocionantes. O novo rádio com mais de mil falas. dicas de estratégia, reclamações, incentivos. adiciona camada de realismo. As corridas fluem melhor, sem aquele caos artificial de títulos anteriores.
O que podia ser melhor
Visualmente, F1 25 não dá o salto que muitos esperavam. As texturas melhoraram na iluminação, mas a diferença para F1 24 é sutil. Os modelos de personagens e as animações de pódio ainda parecem genéricos. E nem todos os circuitos receberam o tratamento LIDAR: a desigualdade entre pistas escaneadas e não escaneadas fica evidente. Quem joga no PS5 base perde o ray tracing, exclusivo do Pro. Além disso, o meio do Braking Point perde fôlego, e o My Team 2.0 pode afastar quem só quer 'largar e correr'. Para quem não liga para história ou gestão, a evolução no volante talvez não justifique o upgrade anual.
Perguntas frequentes sobre review F1 25 PlayStation 5
Preciso jogar F1 24 ou os anteriores para entender F1 25?
Não. Braking Point 3 tem uma história independente, com recapitulação dos eventos anteriores. Você pode começar por aqui sem perder o fio da meada.
Vale a pena para quem nunca jogou simuladores de corrida?
Depende. F1 25 é mais acessível que simuladores hardcore, mas ainda exige paciência com freios e traçado. Os modos história e gestão ajudam a engajar, mas o foco continua sendo pilotagem. Se você curte arcade e não tem interesse em F1 real, talvez não encaixe.
Qual edição comprar? A padrão ou a Iconic?
A edição Iconic dá acesso antecipado de três dias e conteúdo extra focado no filme F1 (equipe APXGP, modo narrativo). Se você é fã do filme ou quer jogar antes, vale. Caso contrário, a padrão entrega todo o resto sem perdas.
O jogo roda bem no PS5 padrão?
Sim, mantém 60 FPS estáveis durante as corridas. O modo qualidade com ray tracing e 8K fica para o PS5 Pro. No base, a experiência é fluida sem travamentos.
Tem diferença entre as versões de PS5 e Xbox Series?
As versões são equivalentes. O PS5 Pro tem suporte PSSR que melhora imagem, mas no geral, ambos entregam a mesma jogabilidade e conteúdo.
