F1 23 chega numa encruzilhada. Depois do F1 22 que escorregava mais que pneu careca na chuva, a Codemasters ouviu a base e trouxe de volta Braking Point 2, bandeiras vermelhas e uma física mais previsível. O resultado é um jogo que não reinventa a roda, mas acerta o pé no asfalto.
Na primeira corrida em Las Vegas, o Precision Drive faz diferença: o controle responde aos toques, o carro sai das curvas sem aquele nervosismo artificial. As bandeiras vermelhas surgem na volta 15 e você precisa decidir se arrisca com pneus frios na relargada. É tensão de verdade.
Só que nem tudo brilha. As microtransações continuam ali, o modo carreira parece congelado e os gráficos não competem com Gran Turismo 7. Para quem vale a pena essa temporada?
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- A temporada 2023 está completa: pilotos, equipes e os novos circuitos de Las Vegas e Losail.
- Braking Point 2 é uma minissérie interativa de cerca de 10 horas, ideal para quem ama história.
- A dirigibilidade agora é amigável ao controle graças ao Precision Drive. mesmo sem volante, você sente o asfalto.
- O F1 World substitui o F1 Life com desafios diários, mas cuidado com o sistema de loot e Podium Pass opcionais.
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O DualSense vibra a cada zebra, os gatilhos adaptáveis resistem na freada. F1 23 acerta ao recolocar o jogador no centro da ação com uma dirigibilidade mais dócil e previsível. As bandeiras vermelhas voltam depois de quase uma década, adicionando uma camada estratégica que muda completamente o ritmo de uma corrida. Você pode estar dominando a prova, mas uma relargada após safety car pode embaralhar tudo. Braking Point 2 merece destaque. No primeiro capítulo, Aiden Jackson grita no rádio enquanto Callie Mayer tenta manter a calma. Você está no cockpit, a chuva cai em Singapura. A campanha funciona como um tutorial disfarçado, ensinando mecânicas enquanto te envolve na rivalidade da equipe Konnersport. Já o modo F1 World é a aposta para o pós-lançamento, com desafios sazonais e uma árvore de progresso que motiva a voltar, mesmo que o sistema de loot incomode quem espera um pacote fechado. O calcanhar de Aquiles? O modo carreira (tanto de piloto quanto de equipe) está praticamente igual ao de F1 22. As entrevistas e gestão de patrocinadores continuam rasas, e a falta de novidades pode desanimar veteranos. Os gráficos são bons, mas personagens em cutscenes ainda sofrem do vale da estranheza. E, sim, a narração é monótona. você vai sentir falta de uma comemoração mais vibrante após uma vitória suada. Ainda assim, no conjunto, F1 23 é o título mais completo para quem quer simulador de F1 sem precisar de um volante dedicado.
Prós
- Braking Point 2 mergulha você na rivalidade da Konnersport com cenas que lembram Drive to Survive.
- Precision Drive melhora significativamente a dirigibilidade com controle, deixando os carros mais previsíveis e divertidos.
- Bandeiras vermelhas e corridas de 35% da distância total aumentam o realismo e a imprevisibilidade estratégica.
- F1 World oferece variedade de desafios e senso de progressão, com atualizações sazonais.
- Ótimo uso do feedback tátil e dos gatilhos adaptáveis do DualSense no PS5.
Contras
- Modo carreira (piloto e equipe) praticamente inalterado em relação a F1 22, sem inovação significativa.
- Microtransações e sistema de loot no Podium Pass podem incomodar em um jogo de preço cheio.
O que é o F1 World e por que ele divide opiniões
Imagine um parque de diversões da F1: desafios diários, corridas online e uma árvore de progressão que vai de 100 a 1000. Só que os itens vêm em loot boxes. Você não precisa gastar, mas a tentação está lá. Durante meus testes, percebi que o design do F1 World empurra tempo ou dinheiro: os melhores upgrades exigem moeda premium, e o Podium Pass insiste em oferecer itens cosméticos pagos.
Outro ponto: o nível técnico do carro interfere diretamente nas corridas online. Isso pode afastar quem quer competição justa, já que carros mais evoluídos levam vantagem. As ligas Racenet e o sistema de avaliação de segurança tentam organizar a bagunça, com relativo sucesso. No geral, o hub funciona, mas não espere a pureza de um modo carreira tradicional.
Bandeiras vermelhas: o retorno que muda a corrida
Uma das maiores reclamações dos fãs nos últimos anos era a ausência de bandeiras vermelhas. Em F1 23, elas estão de volta e fazem diferença. Numa prova em Interlagos, bandeira vermelha na volta 10: você para nos boxes, troca pneus, e na relargada o safety car entra. A tensão é palpável. Durante uma corrida de 35% da distância, a estratégia de pneus muda na hora. Já perdi duas posições por sair com pneus frios na relargada. É imprevisível e emocionante.
O safety car já existia, mas agora com a bandeira vermelha, o risco de uma corrida completamente bagunçada é real. Para quem busca realismo, é um acerto e tanto.
Perguntas frequentes sobre review F1 23 PlayStation 5
F1 23 tem modo cooperativo na campanha?
Braking Point 2 é single-player. Para jogar com amigos, use o modo carreira cooperativo (temporada multiplayer) ou as corridas online com cross-play entre plataformas.
Preciso ter um volante para aproveitar F1 23?
Não. O Precision Drive foi criado justamente para equilibrar a experiência entre controle e volante. Com um gamepad, o jogo é muito divertido e responsivo. O volante ainda oferece mais imersão, mas você não perde competitividade usando o controle.
Vale a pena para quem pulou o F1 22?
Sim. Se você não jogou a edição anterior, F1 23 é um pacote mais completo: tem modo história, bandeiras vermelhas, dirigibilidade melhorada e o hub F1 World. Se veio do F1 22, as melhorias são notáveis, mas não espere uma revolução.
