Soco na cara de um vampiro com a manopla elétrica. Antes de cair, ele leva um tiro de revólver que explode a cabeça em pedaços. Isso é Evil West em segundos: combate que não pede licença.
Flying Wild Hog entrega um action game old-school, sem mundo aberto nem história complexa. É pancadaria, pólvora e criaturas se partindo. Mas o faroeste sobrenatural tem suas falhas. O combate é um dos mais satisfatórios do ano, porém a repetição, a linearidade e uma trama genérica tiram o brilho. Para quem vale? Se você cresceu com God of War, Darksiders ou Devil May Cry e sente falta de ação direta, a resposta é sim.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Este é um jogo de ação linear, sem missões secundárias. Espere corredores e arenas de combate onde você enfrenta hordas.
- Cada soco da manopla elétrica tem peso; cada tiro de revólver ou espingarda espalha chumbo. O combate exige alternância entre golpes e armas de fogo com cooldown, forçando você a trocar de arma sem pausa.
- A campanha dura entre 10 e 15 horas, com New Game+ e quatro níveis de dificuldade. Inimigos se repetem, mas o sistema de upgrades mantém o interesse.
- Modo cooperativo online para dois jogadores está disponível do começo ao fim. Combinar ataques com um parceiro dobra a diversão e reduz a sensação de repetição.
- No PS5, o jogo oferece modos de qualidade (30 fps, 4K aproximado) e desempenho (60 fps, resolução reduzida). O modo qualidade é mais estável visualmente.
1. Jogo Evil West para PlayStation 5: ação visceral e upgrades viciantes
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A manopla elétrica não é só um acessório: cada soco quebra ossos. Você agarra um vampiro, desfere um uppercut que o joga para cima e, antes de cair, ele é empalado em uma estaca cenográfica. O gancho elétrico puxa atiradores para perto ou te lança no meio da horda. O arsenal inclui revólver, rifle de alavanca, espingarda, lança-chamas e besta. Munição infinita, mas cada arma tem cooldown, forçando alternância constante. Um revólver pode virar um canhão com tiro carregado após upgrades. O sistema é generoso e transforma armas de forma significativa. A campanha de 16 capítulos é pura ação, com quebra-cabeças simples (arrastar vagões, ligar geradores). A variedade de inimigos começa boa, mas depois de algumas horas você vê os mesmos tipos. Chefes exigem paciência, mas alguns reaparecem, diminuindo o impacto. A história é pano de fundo: Jesse Rentier é genérico, diálogos esquecíveis. O foco é a ação, e nisso o jogo acerta. No PS5, modo qualidade estável com 30 fps; modo desempenho 60 fps com resolução reduzida. Design de criaturas criativo, texturas inconsistentes. É um AA honesto, com picos intensos e vales de repetição. Para fãs do gênero, é compra certeira. Quem busca narrativa ou variedade constante talvez se frustre.
Prós
- Combate brutal e viciante, com ótimo feedback de impacto
- Sistema de upgrades que transforma as armas de forma significativa
- Design de criaturas criativo e violência visceral satisfatória
- Modo cooperativo online disponível para toda a campanha
Contras
- Repetição de inimigos e chefes ao longo da campanha
- Level design extremamente linear, com pouca exploração
Combate que segura o jogo nas costas
A manopla elétrica desfere combos, lança inimigos para cima e permite execuções brutais. O gancho puxa ou joga você na direção da horda. Cada arma tem papel: revólver para dano rápido, espingarda para área, lança-chamas para queimar grupos. Munição infinita com cooldown força alternância. O sistema de upgrades é inteligente: um rifle de alavanca pode ganhar tiro perfurante, virando um canhão contra grupos. A árvore de habilidades da manopla adiciona golpes e passivas que incentivam agressividade. Tudo isso transforma cada encontro em uma coreografia de violência, mesmo com inimigos repetidos. A sensação de poder é real: executar inimigos regenera vida, recompensando quem ataca sem parar. É o tipo de combate que faz você reiniciar um checkpoint para acertar o combo perfeito. Para quem sente falta de action games diretos, Evil West entrega.
Campanha linear mas sem gordura
Cada um dos 16 capítulos é um corredor que leva a arenas de combate. Portas trancadas, ondas de inimigos, e então você avança. Desvios levam a baús com dinheiro, perks ou cosméticos. A progressão é constante: você ganha armas e habilidades em ritmo que mantém o interesse, embora o início seja lento até destravar o arsenal completo. Puzzles simples (arrastar vagões, ligar geradores) servem como pausa. A duração de 10 a 15 horas é ideal: não se arrasta e nem termina antes do esperado. O modo cooperativo online dobra a diversão. Combinar ataques com um amigo reduz a sensação de repetição. O New Game+ permite refazer a campanha com upgrades, e os troféus exigem uma segunda jogada na dificuldade máxima. Quem busca platina terá trabalho: duas runs e atenção aos colecionáveis.
Visual, áudio e desempenho no PS5
Evil West roda na Unreal Engine 4. O design das criaturas é o ponto alto: vampiros com membros que se partem, lobisomens cobertos de feridas. Mas as texturas não são uniformes: em uma caverna escura, os personagens brilham enquanto o cenário parece borrado. A iluminação oscila entre cenas escuras demais e claras demais. No PS5, o modo qualidade mantém 30 fps com resolução próxima de 4K, ideal para nitidez. O modo desempenho busca 60 fps, mas reduz resolução e suaviza detalhes à distância. Funcional, mas não bonito. O som é competente: tiros têm peso, monstros grunhem, e a trilha de faroeste com elementos eletrônicos envolve. O DualSense oferece resistência nos gatilhos ao atirar, sem inovações. A dublagem em inglês é fraca; o texto em português está bem traduzido. Para desempenho, o modo qualidade é mais seguro; para fluidez, o modo desempenho cumpre o papel com perda visual.
Perguntas frequentes sobre review Evil West PlayStation 5
Evil West tem modo cooperativo?
Sim, para dois jogadores online durante toda a campanha. Cada um controla Jesse (ou skin alternativa), e a progressão é salva apenas para o anfitrião.
Quanto tempo dura a campanha de Evil West?
Campanha principal leva de 10 a 15 horas. Para platinar (itens, troféus, New Game+ na máxima dificuldade), espere 15 a 20 horas.
Vale a pena jogar Evil West no PS5?
Se você curte action games lineares como God of War (2018) ou Darksiders, sim. Combate excelente, cooperação agrega valor. O PS5 roda bem com opção de 60 fps.
Evil West tem New Game+?
Sim, após zerar, você mantém upgrades de armas e habilidades. A dificuldade Evil fica disponível, e há troféus relacionados.
O jogo é muito repetitivo?
A variedade de inimigos é limitada e alguns chefes reaparecem. Mas o combate é tão dinâmico que a repetição não estraga a experiência para fãs do gênero.
