Caos e motosserras: review de Evil Dead: The Game no PS5

O som da motosserra de Ash é inconfundível. Você está na cabana, a madeira range, e um Deadite salta na sua cara. Evil Dead: The Game não perde tempo: coloca você no comando do caos da franquia, com sangue, tripas e aquela trilha sonora que gruda no ouvido. O multiplayer assimétrico 4v1 é o carro-chefe. quatro sobreviventes contra um demônio Kandariano em partidas de 20 a 30 minutos repletas de referências aos filmes e à série Ash vs Evil Dead.

Mas nem tudo é festa. O jogo da Saber Interactive, lançado em maio de 2022, acerta no fanservice, mas erra em pontos que incomodam: o modo single-player é curto e punitivo, a progressão exige paciência, e pequenas faltas de polimento. como a ausência do botão de pular. atrapalham a fluidez. Ainda assim, para quem busca ação descompromissada e quer matar a saudade de Bruce Campbell, a experiência tem seu valor. Desde que você aceite que o jogo vive do multiplayer e que o futuro é incerto.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Disponibilidade: o jogo foi removido das lojas digitais em 2025; a única opção é caçar cópias físicas usadas.
  • Conexão com internet é obrigatória, não há modo offline, mesmo para as missões solo.
  • A Game of the Year Edition reúne seis pacotes de DLC e é a versão mais completa, se você encontrar.
  • O crossplay entre consoles e PC está presente, então dá para jogar com amigos em outras plataformas.

1. Evil Dead: The Game para PlayStation 5. ação cooperativa e terror com a marca da franquia

Uma partida típica começa com você e mais três companheiros espalhados pela floresta. O mapa é sombrio, cheio de cabanas abandonadas e árvores retorcidas. Seu objetivo? Achar as páginas do Necronomicon enquanto um demônio invisível arma armadilhas e invoca Deadites. O coração do jogo é o embate 4v1: quatro humanos contra uma força sobrenatural que controla o cenário. As classes. Líder, Guerreiro, Caçador ou Suporte. mudam o ritmo do time e incentivam diferentes estratégias. O combate é visceral: a motosserra de Ash corta com peso, a boomstick espalha ossos, e cada golpe parece ter consequência. Gerenciar Shemp's Cola e amuletos é crucial, e a barra de medo adiciona tensão. se ela encher, o demônio assume o controle do seu personagem e você vira uma ameaça para o próprio grupo. Do outro lado, como demônio, você tem três opções: Lorde de Guerra, Marionetista e Necromante, cada um com habilidades únicas. Você arma emboscadas, possui objetos e, quando a barra de medo de um sobrevivente está alta, toma o controle dele. As partidas duram 20 a 30 minutos. tempo certo para uma dose de adrenalina sem se arrastar. O modo Splatter Royale (battle royale de 40 jogadores) é um extra caótico, mas não essencial. O ponto fraco são as missões single-player. Cinco estágios baseados nos filmes, sem checkpoint e com uma dificuldade que frustra mais do que desafia. Completar tudo leva de 2 a 3 horas, e o atrativo principal é desbloquear personagens e skins. Quem busca uma campanha robusta vai se decepcionar. o foco sempre foi o multiplayer. A progressão geral também é lenta: subir de nível cada personagem exige grind, e a árvore de habilidades parece desenhada para prender o jogador por horas. No PS5, a performance é fluida, com gráficos competentes e cenários fiéis à franquia. A dublagem original de Bruce Campbell, Dana DeLorenzo e Ray Santiago é um acerto enorme, e as legendas em português ajudam. Mas pequenas arestas incomodam: não há botão de pular, a direção dos carros é flutuante, e a trilha sonora, embora marcante, se repete demais. Jumpscares são frequentes. alguns assustam, outros irritam. Evil Dead: The Game é uma experiência de nicho com muito coração. Acerta no fanservice e na diversão caótica do multiplayer, mas perde pontos no conteúdo solo e no polimento. Para fãs da franquia e entusiastas de assimétricos como Dead by Daylight, é uma adição bem-vinda. Para quem não tem apego à série ou prefere campanhas robustas, o encanto pode durar pouco. E com a remoção das lojas digitais, adquirir o jogo hoje exige garimpo em mídia física. Mas, para quem já tem ou encontra uma cópia, o caos cooperativo ainda está vivo e sangrento.

Prós

  • Fanservice impecável com dublagem original de Bruce Campbell e elenco
  • Combate visceral e variedade de armas e classes que incentivam diferentes estilos
  • Partidas dinâmicas de 20 a 30 minutos com objetivos claros e muita ação
  • Localização completa em português do Brasil (legendas e interface)
  • Crossplay entre consoles e PC, facilitando jogar com amigos

Contras

  • Modo single-player curto (2-3h), sem checkpoint e frustrante
  • Progressão lenta (grind) e desbloqueio que exige muitas horas

Motosserra, medo e estratégia: o combate em ação

Você já está no meio da floresta quando o demônio arma uma armadilha. O chão se abre e Deadites aparecem. Seu amigo, com medo alto, é possuído e começa a atacar o grupo. Esse é o tipo de caos que define as partidas. Para sobreviver, é preciso ficar perto do time, usar fogueiras para reduzir o medo e gerenciar munição e cura. Cada classe tem um papel: Guerreiro aguenta porrada, Caçador causa dano à distância, Suporte cura e Líder melhora o grupo. A motosserra de Ash é lenta mas devastadora; a boomstick dá dano em área. O demônio, por sua vez, controla o mapa com armadilhas, invocações e possessões. A imprevisibilidade de um oponente humano mantém cada partida única.

De PvP a Horda: o que o jogo oferece

O modo principal é Sobreviventes vs. Demônio, mas há extras. O Splatter Royale é um battle royale de 40 jogadores, caótico e menos polido. O modo Horda foca em PvE contra ondas de inimigos. A Game of the Year Edition inclui seis DLCs com personagens e demônios adicionais. O suporte foi encerrado em setembro de 2023, então não espere novidades. A progressão exige grind: cada personagem tem sua árvore de habilidades, e desbloquear tudo pode levar dezenas de horas. As missões single-player, embora curtas, servem para destravar conteúdo, mas a falta de checkpoint e a dificuldade alta tornam a experiência mais punitiva do que divertida.

No multiplayer, a repetição dos objetivos pode cansar, mas a imprevisibilidade dos oponentes humanos mantém o jogo vivo. O matchmaking no PS5 funciona bem, e o crossplay com PC e Xbox amplia a base. A comunidade é menos tóxica que a de outros assimétricos, um alívio para quem joga sem microfone. Para grupos de amigos, a diversão é garantida, especialmente quando alguém solta um 'Groovy' no momento certo.

Polimento e o elefante na sala: performance e disponibilidade

No PS5, Evil Dead: The Game roda fluido e carrega rápido graças ao SSD. Mas detalhes como a falta de pulo frustram. você fica preso em obstáculos minúsculos. A física dos veículos parece flutuar, e o atalho de entrada no carro não tem animação. A trilha sonora, embora tenha músicas legais, repete as mesmas faixas, e os jumpscares se tornam previsíveis. Esses problemas não quebram o jogo, mas mostram que ele poderia ter recebido mais cuidado.

O ponto mais delicado é a disponibilidade. Em abril de 2025, o jogo foi removido de todas as lojas digitais. Quem já comprou pode continuar jogando, e os servidores ainda estão no ar, mas o futuro é incerto. A única forma de adquirir hoje é por cópias físicas usadas. Para fãs que já têm, a diversão continua; para novos jogadores, a compra é uma aposta. Vale o garimpo? Depende do quanto você quer matar a saudade de Bruce Campbell.

Perguntas frequentes sobre review Evil Dead: The Game PlayStation 5

Evil Dead: The Game tem campanha single-player?

Sim, mas é curta e punitiva. São cinco missões baseadas na franquia, sem checkpoint, que duram cerca de 2 a 3 horas. O foco principal é o multiplayer.

Precisa de internet para jogar?

Sim, o jogo exige conexão constante mesmo para o modo single-player. Não há opção offline.

Ainda é possível comprar Evil Dead: The Game?

O jogo foi removido das lojas digitais em 2025. Atualmente, só pode ser adquirido em mídia física usada.

Vale a pena para quem não conhece a franquia?

Depende. O multiplayer é divertido e acessível, mas boa parte do charme vem das referências. Sem o apego aos filmes, o encanto pode durar menos.

O jogo tem crossplay?

Sim. Há crossplay entre PlayStation, Xbox e PC, permitindo jogar com amigos em qualquer plataforma.

Nossas recomendações ajudaram você a escolher?

Conheça nossos especialistas

Especialista editorial

Especialista editorial

Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

Equipe de redação

O Quarto Nerd

Produção de conteúdo baseada em análise independente, curadoria especializada e comparação de produtos para apoiar decisões de compra mais claras.

Artigos relacionados

O que você está procurando?

Digite pelo menos 3 caracteres para começar a busca.