Review Ender Magnolia: Bloom in the Mist no PS5: Um Metroidvania que refina a fórmula com maestria (e alguns tropeços)

Ruínas cobertas por névoa tóxica. Lilac acorda com marcas nos braços e encontra Nola, um Homúnculo que se torna seu primeiro aliado. Essa é a porta de entrada para Ender Magnolia: Bloom in the Mist, sequência direta de Ender Lilies. O cenário ainda é a Terra dos Vapores, décadas após a Chuva da Morte. A premissa é familiar, mas a execução mostra um estúdio mais maduro, que ouviu o feedback e poliu cada aresta.

O combate ganhou fluidez, a exploração é recompensadora e a qualidade de vida dá inveja a muitos concorrentes. Mas nem tudo são flores: a narrativa derrapa em clichês, alguns picos de dificuldade frustram e a ausência de dublagem quebra o clima em momentos-chave. Ainda assim, para quem curte o gênero, é um prato cheio.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Foco em exploração e coleta: o mapa é interconectado e cheio de segredos, exigindo backtracking com novas habilidades.
  • Combate indireto: Lilac não ataca; você controla os Homúnculos com até 4 habilidades equipadas, alternando entre ataques corpo a corpo e à distância.
  • Dificuldade ajustável: antes de começar ou durante o jogo, é possível mexer sliders de dano causado e recebido (ideal para quem quer só explorar).
  • Duração variada: a campanha principal leva entre 10 e 18 horas, dependendo do seu ritmo. Para 100%, prepare-se para mais de 25 horas.

1. Ender Magnolia: Bloom in the Mist para PlayStation 5 (Edição Padrão)

Os Homúnculos são o coração do combate em Ender Magnolia. Cada um oferece uma habilidade única. seja para ataque corpo a corpo, projéteis ou travessia. Você equipa até quatro delas e alterna em tempo real, criando combos que misturam espada, gancho e bombas. O sistema de cura lembra os frascos de Estus: recarregam ao descansar em pontos de respiro. A mobilidade é ampla: dash, pulo duplo, escalada e um dash aéreo que desbloqueia novos caminhos. O mapa é um show à parte. Salas totalmente exploradas ficam azuis, você pode colocar marcadores personalizados e a viagem rápida funciona de qualquer ponto de descanso (sem custo). Visualmente, cada área tem personalidade: ruínas cobertas de musgo, laboratórios com luzes piscando, florestas onde a névoa tóxica brilha. A trilha sonora de Mili é hipnótica. No PS5, roda liso, com carregamentos instantâneos. O calcanhar de Aquiles é a história. Lilac é silenciosa, os diálogos com os Homúnculos entregam lore em monólogos arrastados. As reviravoltas são previsíveis. Alguns chefes têm picos de dificuldade que parecem injustos no normal. um exige parry perfeito sem aviso. Felizmente, os sliders de dificuldade suavizam isso, mas puristas podem torcer o nariz. Apesar dos defeitos, Ender Magnolia oferece entre 15 e 20 horas de progressão constante e um mundo que dá vontade de explorar cada canto. Para fãs de metroidvania, é compra quase obrigatória. Quem espera uma revolução no gênero talvez saia frustrado, mas para o resto de nós, é um prato cheio.

Prós

  • Combate fluido: troca instantânea entre habilidades dos Homúnculos permite combos criativos
  • Mundo deslumbrante, bem desenhado e cheio de segredos
  • Qualidade de vida exemplar: mapa detalhado, viagem rápida e sem dano de contato
  • Dificuldade ajustável, acessível para diferentes perfis de jogador
  • Trilha sonora de Mili é imersiva e memorável

Contras

  • Narrativa derivada e previsível, com exposição excessiva
  • Ausência de dublagem quebra a imersão em cenas importantes

Combate e progressão: o melhor da série até agora

Lilac nunca ataca diretamente. Quem briga são os Homúnculos, e você equipa até quatro habilidades nos botões de ação. espada, projétil, golpe de área. alternando entre elas em tempo real. A troca instantânea permite combos criativos, como atordoar com um golpe pesado e finalizar com um dash perfurante. O sistema de cura é similar ao de frascos de Estus: uma reserva limitada que recarrega ao descansar. A mobilidade cresce com dash, pulo duplo, escalada e gancho, e o mapa é desenhado para revisitar áreas antigas com novas ferramentas. Os relicários adicionam camadas de customização: dá para montar builds focadas em dano crítico, defesa ou regeneração.

Mundo e exploração: um deleite visual (e funcional)

O mapa interconectado da Terra dos Vapores é um dos mais satisfatórios do gênero. Ruínas cobertas de musgo, laboratórios subaquáticos, florestas com neblina tóxica: cada área tem paleta de cores e trilha sonora próprias. O jogo incentiva a exploração com baús escondidos, paredes ilusórias e atalhos que encurtam rotas. Destaque para a interface: salas exploradas ficam azuis, as que ainda têm itens aparecem em cinza. Você pode colocar marcadores personalizados, e a viagem rápida está disponível para qualquer ponto de descanso já ativado (sem custo). Isso elimina o tédio do backtracking e mantém o ritmo sempre alto.

Onde o jogo escorrega: narrativa e picos de dificuldade

A história de Ender Magnolia segue a cartilha do gênero: um mundo corrompido, uma heroína com poder de purificação e aliados que carregam traumas. O problema é que quase nada surpreende. As revelações são óbvias, e os diálogos arrastados entregam lore em monólogos que poderiam ser contados pelo ambiente. A ausência de dublagem pesa ainda mais: cutscenes importantes perdem impacto quando você precisa ler textos enquanto a ação para. Alguns chefes têm picos de dificuldade desproporcionais. No modo normal, um deles exige parry perfeito sem aviso, e outro enfileira padrões que parecem injustos na primeira tentativa. Felizmente, os sliders de dificuldade permitem ajustar dano causado e recebido, mas quem prefere desafio puro pode se irritar.

Perguntas frequentes sobre review Ender Magnolia: Bloom in the Mist PlayStation 5

Quanto tempo dura Ender Magnolia: Bloom in the Mist?

A campanha principal leva entre 10 e 18 horas, dependendo do seu ritmo de exploração. Para quem quer fazer 100% (todos os colecionáveis, dois finais e upgrades), prepare-se para mais de 25 horas.

O jogo tem suporte a português do Brasil?

Sim, Ender Magnolia: Bloom in the Mist oferece legendas e interface em português do Brasil. Perfeito para quem prefere jogar no nosso idioma.

É possível ajustar a dificuldade durante a partida?

Sim. Há sliders separados para dano causado e dano recebido, que podem ser alterados a qualquer momento no menu. Isso permite deixar o jogo mais acessível ou mais desafiador.

Precisa jogar Ender Lilies antes para entender a história?

Não é obrigatório, mas ajuda. Ender Magnolia se passa décadas depois e apresenta novos personagens. O jogo contextualiza o suficiente, mas quem jogou o primeiro vai captar referências e sentir mais peso emocional.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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