Você ativa o jetpack, escala um penhasco e, no topo, um urso-robô te despedaça em dois golpes. Isso é Elex II em resumo: um RPG que oferece liberdade total para explorar, mas que também te lembra, a cada esquina, que o equilíbrio e o polimento não são prioridades aqui.
Desenvolvido pela Piranha Bytes e lançado em 2022, Elex II é a continuação direta do primeiro. Carrega o DNA dos RPGs europeus clássicos. mundo artesanal, facções distintas, escolhas com consequências e uma sensação de descoberta que muitos títulos AAA perderam.
O problema? Esse DNA vem acompanhado de combate rígido, dificuldade que oscila sem critério claro e uma camada técnica que parece ter saído de outra geração. Para quem valoriza a jornada e a construção de personagem acima de tudo, o jogo ainda entrega horas de diversão. Para quem busca polimento, fluidez e uma história bem contada, talvez seja melhor procurar outro lado.
Nosso review no PlayStation 5 pegou o jogo em sua versão mais recente, e o veredito é misto: acertos de projeto, mas execução frustrante. Vamos mergulhar no que funciona e no que atrapalha.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Elex II exige paciência: o começo é brutal, mas a sensação de progressão é real conforme você melhora equipamentos e aprende habilidades.
- O jetpack não é adereço; transforma a exploração. Invista em upgrades de stamina e voo assim que possível para aproveitar o mapa.
- Escolha sua facção com cuidado: cada uma oferece estilos de jogo diferentes. magia, combate corpo a corpo pesado, ou armas de fogo. Teste antes de decidir.
- Se você vem de jogos como Gothic ou Risen, está em casa. Caso contrário, prepare-se para um ritmo mais lento e menos orientação.
1. Elex II para PlayStation 5: RPG de mundo aberto com jetpack
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Elex II é um jogo de contrastes. De um lado, um mundo aberto que premia a curiosidade, facções que realmente parecem diferentes entre si e um jetpack que transforma a locomoção em algo genuinamente divertido. Do outro, um combate corpo a corpo que parece não ter saído do papel. impreciso, com hitboxes estranhas e uma sensação de pouca resposta. A dificuldade é um carrossel: você sofre para matar um rato, mas depois de algumas quests, um chefe cai com dois tiros de escopeta. No PS5, a performance deixa a desejar. Quedas de frame rate são comuns em áreas abertas, e o jogo parece não se beneficiar do hardware. Modelos de personagens datados, texturas irregulares e a ausência de legendas em português reforçam a impressão de um título que prioriza ambição sobre acabamento. Ainda assim, quem joga pelo que a Piranha Bytes sabe fazer de melhor. construir um mundo que você quer explorar, com missões que se entrelaçam e consequências reais. encontra aqui um RPG de respeito. A árvore de habilidades é interessante, o jetpack melhora com upgrades e dá uma liberdade vertical rara no gênero. Para fãs de Gothic e Risen, é quase obrigatório. Para quem busca um RPG polido, melhor passar longe.
Prós
- Jetpack excelente que transforma a exploração e fica ainda melhor com upgrades
- Mundo aberto artesanal que recompensa a curiosidade com segredos e loot
- Facções bem distintas com habilidades únicas e missões que afetam a história
Contras
- Combate corpo a corpo rígido, impreciso e pouco satisfatório
- Dificuldade desbalanceada: começo brutal, meio fácil, final inflado artificialmente
Exploração e jetpack: o coração do jogo
O jetpack não é um mero artifício. Ele é o centro da experiência. Com upgrades, você voa por distâncias consideráveis, alcança plataformas escondidas e literalmente atravessa o mapa de forma não linear. A sensação de planar sobre um vale e avistar uma ruína distante é o que faz o jogo funcionar. O mundo de Magalan é repleto de cantos que pedem investigação. Uma caverna atrás de uma cachoeira pode esconder uma arma lendária; um diálogo com um NPC aleatório pode abrir uma quest secundária que leva a uma facção inteira. Não há escalonamento de inimigos: você encontra criaturas muito mais fortes que você desde o início, e isso força um planejamento de rotas. ou uma fuga desesperada de jetpack. As facções são o ponto alto narrativo. Berserkers, Morkons, Clerics. cada uma com visual, filosofia e habilidades próprias. A liberdade de escolher de que lado ficar e como resolver missões dá ao jogo uma rejogabilidade que muitos RPGs lineares não têm.
Combate e dificuldade: o calcanhar de Aquiles
Se o jetpack é a alma, o combate é o peso. A luta corpo a corpo sofre de hitboxes imprecisas, animações rígidas e uma sensação de que o personagem não responde rápido o suficiente. Armas de fogo são desproporcionalmente mais eficazes, o que desequilibra ainda mais a progressão. A dificuldade parece ter sido projetada por comitê. Nos estágios iniciais, qualquer erro é punido com morte rápida; depois de algumas horas, quando você encontra uma build decente, o jogo fica fácil demais. a escopeta quebra qualquer inimigo. Na reta final, a dificuldade infla artificialmente, transformando encontros em testes de paciência em vez de habilidade. Soma-se a isso um sistema de waypoint que só permite marcar um objetivo por vez, e você passa boa parte do jogo abrindo o menu para lembrar onde ir. Não é um problema fatal, mas desgasta.
Performance e polimento no PS5
Elex II parece ter sido feito para uma máquina que não existe mais. Modelos de personagens parecem saídos do PS3, texturas de chão são irregulares e, em áreas densas, o frame rate despenca visivelmente. Em nossos testes, houve momentos de travamento e bugs visuais. árvores voando, personagens presos em cenários. A falta de localização em português é sentida, principalmente porque o jogo tem muito diálogo e termos próprios do universo. Não há legendas PT-BR nem dublagem. Isso restringe o público a quem tem fluência em inglês ou outras línguas. Apesar dos problemas, a iluminação natural em certos horários do dia impressiona, e a vegetação, quando não buga, tem seus momentos. Mas é difícil ignorar o abismo técnico entre Elex II e outros RPGs de mundo aberto contemporâneos.
Perguntas frequentes sobre review Elex II PlayStation 5
Preciso jogar o primeiro Elex para entender Elex II?
Não. O jogo oferece um resumo do primeiro no início, e a história principal é independente o suficiente para você acompanhar sem ter jogado o anterior.
Elex II tem legendas em português?
Não. O jogo não possui legendas nem dublagem em português do Brasil. Todo o texto está em inglês.
O combate melhora com o tempo?
Sim e não. Conforme você ganha níveis e armas melhores, o combate fica mais eficiente, mas a rigidez básica dos controles e a imprecisão das hitboxes permanecem. Armas de fogo se tornam muito superiores ao corpo a corpo.
Vale a pena comprar Elex II no PS5 em 2026?
Depende do seu perfil. Se você é fã de RPGs europeus como Gothic e Risen, e prioriza exploração e liberdade acima de polimento técnico, sim. Se busca combate fluido e performance estável, é melhor procurar outra opção.
