Review Elden Ring no PS5: a obra-prima que redefiniu o mundo aberto

Você acorda numa capela, sem rumo, e o único guia é um feixe de luz dourada saindo do chão. Elden Ring não explica nada. e é exatamente por isso que ele é uma obra-prima. Lançado em fevereiro de 2022, o jogo da FromSoftware com direção de Hidetaka Miyazaki e mundo criado por George R.R. Martin mostra que um mapa imenso pode ser recheado de conteúdo sem ser vazio. Cada ruína, cada desfiladeiro esconde algo que vale a descoberta.

No PS5, a versão padrão entrega dois modos gráficos e tempos de carregamento quase instantâneos. Mas a pergunta verdadeira é: esse desafio vale seu tempo e dinheiro? Para quem busca liberdade, curiosidade recompensada e um dos jogos mais impactantes da década, sim. Se você prefere tutoriais e caminhos lineares, melhor passar longe.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Elden Ring é um RPG de ação que te joga num mundo aberto sem amarras. Não espere missões marcadas ou diálogos expositivos. a graça está em se perder e achar seu próprio caminho.
  • A dificuldade é alta, mas justa. Chefes como Margit, o Agouro, vão te esmagar até você aprender cada movimento. Se você não tem paciência para morrer e tentar de novo, esse não é seu jogo.
  • No PS5, você escolhe entre modo Performance (busca 60 fps, com quedas em áreas densas) e modo Qualidade (4K dinâmico a 30 fps estáveis). O SSD carrega tudo em segundos, e o DualSense vibra com cada golpe e passo de Torrent.
  • A versão digital de PS4 pode ser atualizada de graça para a de PS5. A Edição Padrão já inclui o jogo completo; a expansão Shadow of the Erdtree é comprada à parte e adiciona dezenas de horas.

1. Elden Ring (PS5): Edição Padrão. RPG de ação e mundo aberto

Você desmonta de Torrent diante de um castelo colossal. Lá dentro, um chefe espera, e você não faz ideia do que vai enfrentar. Elden Ring é feito desses momentos. A trama é simples: as Terras Intermédias foram devastadas pela fragmentação do Anel Prístino, e você precisa se tornar o Lorde Prístino. Mas a narrativa é contada em fragmentos, nas descrições de itens e nos sussurros de NPCs. O combate é pensado, cada golpe custa stamina, e errar um movimento pode custar a vida. Você pode empunhar espadas, cajados, arcos ou invocar espíritos. A variedade de builds é imensa, e as Ashes of War permitem customizar habilidades. Chefes como Malenia e Godfrey são testes de paciência. você vai morrer dezenas de vezes, e a vitória vem com uma descarga de adrenalina que poucos jogos proporcionam. No PS5, o jogo roda melhor do que no lançamento. O modo Performance oscila entre 45 e 60 fps nas áreas mais pesadas, mas o modo Qualidade segura 30 fps firmes. A direção de arte é deslumbrante: castelos que perfuram as nuvens, pântanos venenosos, florestas douradas. A trilha sonora épica completa a imersão. A narrativa fragmentada pode frustrar quem quer uma história mastigada, mas para quem gosta de montar o quebra-cabeça, é um deleite.

Prós

  • Mundo aberto vasto e recompensador, com segredos em cada esquina. desde uma masmorra oculta até um chefe lendário
  • Combate soulslike refinado, com grande variedade de armas, magias e estilos de jogo
  • Direção de arte e trilha sonora imersivas, com cenários que parecem pinturas vivas
  • Liberdade total de exploração: você decide a ordem, o caminho e o desafio

Contras

  • Desempenho instável no modo Performance, com quedas de fps que quebram um pouco a imersão
  • Narrativa fragmentada e missões secundárias sem registro. é fácil perder histórias inteiras se não prestar atenção

Mundo Aberto que Respeita sua Inteligência

Nunca confie no horizonte. O que parece uma colina pode ser a entrada de uma fortaleza esquecida. Em Elden Ring, não há pontos de interrogação no mapa. apenas a luz dourada dos Sites of Grace, que sugere um destino, nunca uma ordem. Subir uma encosta pode revelar uma masmorra com um chefe opcional; seguir um rio leva a uma vila em ruínas. O mundo é tridimensional, cheio de verticalidade e passagens secretas.

Montar em Torrent transforma tudo. Cruzar planícies imensas, pular abismos e lutar montado muda o ritmo da exploração. De repente, um dragão desce do céu e o passeio vira uma batalha desesperada. Essa imprevisibilidade mantém o jogo sempre fresco. você nunca sabe o que vem depois da próxima curva, e isso é viciante.

Combate: Familiar e ao Mesmo Tempo Novo

Quem jogou Dark Souls reconhece o DNA, mas Elden Ring adiciona camadas. A barra de stamina ainda dita cada ação, mas agora você pode contra-atacar após bloquear com o Guard Counter, abrindo inimigos para ataques críticos. A postura dos chefes pode ser quebrada com ataques constantes, criando janelas de devastação. Cada arma tem uma habilidade única (Ashes of War) que pode ser trocada, incentivando experimentação.

A variedade de builds é imensa: mago puro, cavaleiro de escudo, ladrão furtivo, híbrido. Chefes como Godfrey exigem paciência. cada erro é punido. O problema é que, nos estágios finais, alguns inimigos têm uma barrilada de vida que transforma lutas épicas em testes de paciência. Ainda assim, derrubar um semideus após horas de tentativas é uma sensação que poucos games entregam.

Desempenho no PS5: Entre o Brilho e as Quedas

No PS5, você tem duas escolhas: modo Performance, que busca 60 fps com resolução dinâmica, e modo Qualidade, que mantém 30 fps estáveis em 4K. Na prática, o modo Performance cai para 45-50 fps em áreas mais densas ou com muitos efeitos. Não quebra a experiência, mas dá pra perceber. O modo Qualidade é a aposta segura para quem prioriza imagem nítida.

O SSD faz os carregamentos desaparecerem. morrer e voltar ao último Site of Grace leva segundos. O DualSense vibra suavemente com cada galope de Torrent e cada golpe, mas o uso dos gatilhos adaptativos é sutil. Depois das atualizações, o jogo está mais estável que no lançamento, mas ainda não é um primor técnico. A direção de arte compensa: cada cenário parece uma pintura viva.

Perguntas frequentes sobre review Elden Ring PlayStation 5

Elden Ring é muito difícil?

Sim, é difícil. Mas você tem opções: invocar espíritos, usar magias, explorar áreas mais fáceis antes, ou pedir ajuda de outros jogadores online. A graça está em aprender com cada morte.

O jogo tem modo cooperativo?

Sim. Dá para invocar outros jogadores para ajudar em áreas e chefes, além de invadir (PvP). O multiplayer é integrado ao mundo e usa itens como o Dedo Evocador. Também tem um Coliseu para batalhas PvP organizadas.

Preciso ter jogado Dark Souls para aproveitar Elden Ring?

Não. Elden Ring é mais acessível porque você pode fugir de um chefe difícil e voltar mais forte. Ajuda ter paciência, mas não é pré-requisito ter experiência com soulslike.

Vale a pena comprar a Edição Padrão no PS5?

Sim, se você gosta de desafio e exploração sem amarras. A edição padrão já entrega dezenas de horas de conteúdo, e a expansão Shadow of the Erdtree pode ser comprada separadamente. O upgrade gratuito da versão PS4 para PS5 é um bônus para quem tiver a versão digital de PS4.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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