Você está no terceiro andar, o medidor de fome já na metade. Um zumbi de samurai avança, você desvia e ativa o modo ZEN. o tempo desacelera, sua katana corta a cabeça do inimigo. A câmera treme, a tela enche de sangue. Ed-0 Zombie Uprising é assim: momentos de ação visceral intercalados com bugs, detecção de acertos falha e uma sensação de que o jogo pode quebrar a qualquer instante. Mas quando o combate engrena, vicia.
A premissa é promissora: Japão feudal, ano 1854, o Comodoro Perry não traz comércio, mas uma praga zumbi. Você escolhe entre Mumyo (samurai), Matoka (ninja) ou Raiden (sumô) para enfrentar masmorras geradas proceduralmente. Na teoria, é um prato cheio para fãs de rogue-like. Na prática, o que sustenta a experiência é uma combinação de acertos e tropeços.
Ele consegue ser cativante mesmo com tanto jank. Algo na estética grindhouse, nos momentos cômicos, como usar um zumbi em chamas como tocha para cozinhar comida, e no loop de progressão viciante faz você querer tentar de novo. Se você tolera bugs, gráficos datados e uma mecânica de fome que parece design de sadista, Ed-0 pode te prender por horas.
Não estamos falando de um jogo polido. Estamos falando de um jogo B com personalidade. Para quem procura exatamente isso, ele entrega.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Verifique sua paciência com jogos travados: Ed-0 tem hit detection problemática, bugs de spawn e animações robóticas.
- Prepare-se para gerenciar fome constantemente: o medidor de Fullness drena a cada ação e, se zerar, você sofre dano. Comida é essencial.
- Escolha seu personagem com cuidado: samurai é equilibrado, ninja foca em esquiva e magia, sumô é tanque para hordas.
- O jogo tem dificuldade ajustável, mas mesmo no normal é punitivo. Iniciantes em rogue-like podem sofrer.
- Aproveite o sistema de progressão: a Spirit Tree e o Dojo oferecem upgrades permanentes que aliviam o grind.
- Esteja ciente que o conteúdo se repete: você verá a maioria dos itens e inimigos nas primeiras 5 horas.
1. Ed-0: Zombie Uprising (PS5). Rogue-like de ação com zumbis feudais
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Com a fome no limite, você decide entre comer um alimento curado ou arriscar com comida estragada. Esse tipo de tensão define Ed-0. O combate é o ponto alto: golpes que decepam, o modo ZEN que desacelera o tempo, artes secretas que viram a batalha. Mas a mecânica de fome é um castigo constante, e os chefes, principalmente um, têm mecânicas quebradas que mais irritam do que desafiam. Visualmente, o jogo parece uma relíquia. texturas pobres, modelos simples e uma paleta monótona. No PS5, os gatilhos adaptáveis e o filtro EDO (estilo ukiyo-e) são diferenciais legais, mas não escondem a idade do motor gráfico. A trilha sonora é esquecível. A história, contada por imagens estáticas e texto, é minimamente funcional. Apesar de tudo, Ed-0 tem um charme inegável. É o tipo de jogo que você odeia amar. Se você é fã de Earth Defense Force ou de títulos obscuros da D3 Publisher, provavelmente vai se divertir. Se procura polimento, passe longe.
Prós
- Combate visceral e satisfatório com momentos de slow motion
- Três personagens com estilos de jogo bem distintos
- Sistema de progressão (Spirit Tree) incentiva experimentação
- Loop viciante de dungeon, loot e upgrade
- Estética B-grade grindhouse com violência explícita e momentos cômicos
Contras
- Gráficos datados (nível PS2) e assets repetitivos
- Mecânica de fome frustrante e mal implementada
Como funciona o loop de jogo?
Você escolhe um personagem e entra em missões divididas em andares gerados proceduralmente. Cada andar tem inimigos, itens e portais Torii que oferecem curas ou equipamentos. Chegando no chefe, você luta e, se vencer, volta para a vila. Lá, gasta dinheiro no Dojo para aumentar atributos básicos (força, vida, nutrição) e usa a Spirit Tree para desbloquear vantagens permanentes cumprindo objetivos específicos. É um ciclo clássico, mas bem executado.
O grande problema é que a morte te faz perder quase tudo que não seja upgrade permanente. Você carrega apenas algum dinheiro e os benefícios da Spirit Tree. Isso força o grind para evoluir seu personagem. Em dificuldades mais altas, os itens aparecem sem rótulo e você precisa identificá-los, adicionando camadas de risco. Gerenciar a fome é constante: comer cru recupera pouco, cozinhar no fogo dá mais, mas você precisa achar fogo ou criá-lo com itens. O jogo te empurra a decisões difíceis a todo momento.
Para quem gosta desse tipo de tensão, é ouro. Para quem quer uma campanha linear e tranquila, a proposta cansa rápido. Cada corrida é curta (cerca de 10 andares), e você pode tentar de novo com um personagem diferente, misturando os estilos.
Os três personagens e seus estilos
Mumyo, o samurai, é a escolha equilibrada. Sua katana tem alcance médio e golpes que acertam área, e as artes secretas incluem cortes giratórios. Matoka, a ninja, prefere esquivas rápidas e ataca com kunais e magia elemental. Ela é frágil, mas seu dash atravessa inimigos. Raiden, o sumô, é um tanque lento que empurra hordas e causa dano em área com slams.
Cada personagem também tem uma árvore de habilidades própria e um atributo especial. Mumyo pode encantar a espada com elementos, Matoka ganha invulnerabilidade temporária ao esquivar, Raiden acumula massa que aumenta dano. A escolha define não só sua estratégia, mas também o ritmo de cada corrida. Testamos todos e notamos que certos chefes são mais fáceis com um ou outro.
Perguntas frequentes sobre review Ed-0 Zombie Uprising PlayStation 5
Ed-0: Zombie Uprising tem modo cooperativo?
Não. O jogo é estritamente single-player, sem qualquer opção de coop local ou online.
O jogo é muito difícil?
Sim, especialmente para iniciantes em rogue-like. A curva de aprendizado é íngreme, com mecânicas punitivas como a fome e a perda de itens ao morrer. A dificuldade pode ser ajustada, mas ainda assim exige paciência e tentativa e erro.
Quanto tempo dura a campanha?
A história principal leva cerca de 14 horas, mas para ver tudo (itens, upgrades, todos os personagens) você pode passar umas 38 horas. O jogo promete mais de 100 horas para completistas, mas boa parte é repetição de conteúdo.
O jogo roda bem no PS5?
De forma geral, sim. O frame rate é estável e os carregamentos são rápidos. O PS5 oferece gatilhos adaptáveis e um filtro visual (EDO) que outros consoles não têm. Porém, os bugs e glitches estão presentes em todas as plataformas.
Vale a pena para fãs de Soulslike?
Depende. O combate tem inspiração em Souls (ataques leves/pesados, esquiva, parry), mas não há stamina e a progressão é roguelike. Se você gosta de desafio e não se importa com jank, pode curtir. Se busca level design intricado e história rica, melhor procurar outro jogo.
