O personagem mal começa a andar e já cai de cara no asfalto. Isso é Drunken Fist em segundos: um brawler que transforma cada tentativa de locomoção em uma queda cômica. A piada inicial funciona, mas são sete fases repetindo o mesmo tropeço.
Você controla um bêbado que soca, chuta e urina no chão para criar poças escorregadias. A física exagerada arranca risadas nos primeiros minutos, logo substituídas por uma sensação de déjà vu. A promessa de uma platina em menos de uma hora atrai caçadores de troféus, mas o caminho é pavimentado com controles imprecisos e câmera instável.
Desenvolvido pela DEKLAZON e publicado pela Eastasiasoft, o jogo chegou ao PS5 com compatibilidade nativa e 22 troféus offline. Em cerca de 30 a 60 minutos, a platina pode ser sua. A pergunta: o desgaste compensa?
Drunken Fist é uma curiosidade bizarra que diverte por um instante, mas frustra quem espera um beat 'em up decente.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Drunken Fist não esconde o que é: um jogo de luta onde seu personagem tropeça sozinho, socos passam longe do alvo e a câmera teima em apontar para paredes.
- A campanha principal encaixa entre 45 e 55 minutos. Completar tudo, coletáveis inclusos, leva no máximo 2 horas. Nada de multiplayer, modos extras ou progressão. O que você vê no primeiro nível é o jogo inteiro.
- A platina em menos de 1 hora é o principal atrativo para caçadores de troféus. Ela existe, mas exige tolerância a controles imprecisos e câmera instável.
- Graficamente, o estilo poligonal minimalista tem um charme tosco, mas as cores berrantes e animações travadas lembram mais um projeto de faculdade. A trilha sonora é genérica e logo se torna ruído de fundo.
1. Drunken Fist: beat 'em up com física cômica e platina relâmpago
Fonte: Amazon.com.breastasiasoft Punho Bêbado – Playstation 5
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Drunken Fist aposta no humor físico: você controla um bêbado que cambaleia, cai e, com um botão, urina no chão para criar poças escorregadias. Nos primeiros minutos, a bizarrice diverte. Mas a piada morre antes do primeiro chefe. As fases seguintes repetem os mesmos inimigos (atletas, punks, empresários) em cenários parecidos, e a única jogada eficiente é a rasteira, um golpe que derruba qualquer um, desde que a câmera coopere. Os controles são o calcanhar de Aquiles. Correr faz o personagem tropeçar sozinho. Socos e chutes erram alvos parados. A câmera treme ou fica colada em paredes. Inimigos com armas de fogo aparecem sem aviso, transformando a fase em tentativa e erro. Quem espera combate responsivo vai se irritar em minutos. Quem quer apenas uma platina fácil consegue em cerca de 40 minutos, com paciência e alguns tombos. Visualmente, polígonos simples, cores berrantes e animações de protótipo revelam o baixo orçamento. A trilha sonora é genérica. No PS5, o jogo roda sem quedas graves de quadros, mas a física e a câmera quebram a fluidez. No fim, Drunken Fist cumpre a proposta bizarra, mas raramente agrada quem busca profundidade ou diversão duradoura.
Prós
- Platina extremamente rápida e fácil, em cerca de 30 a 60 minutos
- Humor inicial com a física exagerada e a mecânica de urinar rende algumas risadas
- Estilo poligonal minimalista tem um charme tosco, embora datado
Contras
- Controles imprecisos com input lag, socos e chutes que erram alvos parados
- Câmera instável e mal posicionada atrapalha a visão do combate
O que esperar de Drunken Fist?
Drunken Fist testa sua paciência. Cada fase pede para nocautear um número de inimigos e coletar itens. O problema é o personagem mal consegue andar sem cair. Controlar o bêbado exige alternar entre andar devagar e correr, mas a transição nunca é suave. O ataque mais confiável, a rasteira, derruba qualquer um, mas gasta stamina e precisa de mira precisa com uma câmera que balança.
A mecânica de urinar é o momento mais memorável. Aperte o botão, o personagem cria uma poça escorregadia. Funciona como armadilha cômica, mas o próprio jogador escorrega nela com frequência, transformando o truque em frustração.
Os sete níveis são ambientes urbanos genéricos: ruas, estacionamentos, becos. Os inimigos variam entre atletas, hipsters e empresários, mas a diferença é só visual. Quando surgem oponentes com armas de fogo, o jogo vira um loop de morte e repetição. Sem checkpoint por inimigo, uma morte te joga de volta ao início da fase. A reta final é particularmente irritante.
Para quem faz sentido?
Não recomendo Drunken Fist para quem valoriza jogabilidade precisa, combate variado ou produção caprichada. Agora, se você é caçador de troféus e quer uma platina rápida, o jogo entrega. Menos de uma hora, todos os troféus offline, nenhum perdível. A dificuldade é baixa para quem tolera a física desastrada.
Também serve para quem busca experiências 'tão ruim que é bom'. As primeiras risadas com a física e a bizarrice são genuínas, até você perceber que o jogo inteiro é só aquilo. É um título para mostrar a amigos em 15 minutos e depois desinstalar.
Pontos de atenção antes de comprar
A versão física no Brasil custa caro para um jogo de menos de uma hora. A digital é mais equilibrada. Avalie se a mídia física agrega valor para você.
Drunken Fist é exclusivamente single-player. Sem multiplayer, local ou online. São sete fases, sem segredos, sem New Game Plus. O que você vê nos primeiros 10 minutos é tudo que o jogo oferece. Se a repetição te irrita, a desistência vem rápido.
Classificação Mature 17+ (ESRB) por referências a álcool e mecânica de urinar. Nada gráfico, mas não é para crianças.
Perguntas frequentes sobre review Drunken Fist PlayStation 5
Quanto tempo leva para platinar Drunken Fist?
Entre 30 e 60 minutos. Tudo depende da sua paciência com os controles e da sorte com a câmera. É uma das platinas mais fáceis do PS5.
Drunken Fist tem multiplayer?
Não. Single-player puro, sem cooperativo ou competitivo de qualquer tipo.
O jogo é difícil?
A maior dificuldade vem dos controles imprecisos e da câmera, não de um design de fases elaborado. Inimigos com armas podem causar picos de frustração, mas no geral é um jogo fácil para quem tolera a física.
Vale a pena comprar a versão física de Drunken Fist?
A versão digital é mais barata. A física tem preço elevado para um jogo de menos de uma hora. A menos que você seja colecionador, a digital é a escolha mais sensata.
