Drunken Fist Dual Pack: pancadaria desajeitada que diverte (mas cansa rápido)

Acordar de ressaca, tropeçar nos próprios pés e ainda ter que enfrentar uma horda de zumbis. É exatamente disso que Drunken Fist Dual Pack trata. O bundle reúne Drunken Fist e Drunken Fist 2: Zombie Hangover, dois beat 'em ups que apostam na física ragdoll e no humor pastelão para criar uma experiência intencionalmente desajeitada.

Você controla um roqueiro que mal se mantém em pé, mas precisa socar, chutar e até urinar nos inimigos para sobreviver. A proposta é absurda e, nos primeiros minutos, funciona: ver o personagem cambalear, zumbis escorregarem em poças de urina e combos saírem tortos arranca risadas genuínas. O problema é que a graça não sustenta o jogo inteiro.

Depois de algumas fases, a repetição pesa. O Dual Pack é um prato cheio para quem valoriza edições físicas limitadas (são apenas 300 unidades) ou busca uma Platinum fácil. Para o resto, o humor se desgasta mais rápido que um tapa de bêbado.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Os controles são intencionalmente imprecisos: o jogo não busca polimento, e isso frustra quem quer precisão.
  • O conteúdo é curto e repetitivo, com campanhas rápidas e inimigos que se repetem.
  • O grande atrativo é a edição física limitada a 300 cópias, com certificado e O-sleeve. um prato cheio para colecionadores.
  • Caçadores de troféus vão comemorar: a Platinum sai em poucas horas.
  • Fique atento ao idioma: áudio em inglês, legendas em português de Portugal, sem PT-BR.

1. Drunken Fist Dual Pack: Totally Accurate Beaten Up & Zombie Hangover para PlayStation 5

Drunken Fist Dual Pack é exatamente o que promete: pancadaria caótica com física exagerada e um humor que vai do besteirol ao constrangedor. Num dos primeiros estágios, você encontra uma garrafa de cerveja no chão, bebe para recuperar vida e, logo depois, urina em um zumbi que escorrega na poça. É besteirol puro, mas funciona. O problema? A novidade passa rápido. As fases seguem uma estrutura parecida, os inimigos se repetem e os controles, que antes pareciam parte da piada, começam a irritar. A dificuldade dá um salto no nível 7, quando zumbis armados surgem, e a imprecisão vira obstáculo, não charme. No aspecto técnico, o jogo roda liso no PS5, mas os gráficos low-poly e a trilha rock genérica não impressionam. A versão física do Dual Pack é o grande destaque: limitada a 300 unidades, vem com certificado e embalagem especial. Para colecionadores, é um item quase obrigatório. Para quem só quer se divertir, a versão digital sai mais em conta. No fim, é uma comédia de curta duração que acerta no timing inicial, mas tropeça na repetição. Se você sabe o que está comprando, pode se divertir. Se espera um beat 'em up refinado, melhor cair fora.

Prós

  • Momentos de humor genuíno, especialmente nos primeiros estágios
  • Troféus fáceis e Platinum rápida
  • Edição física limitada com certificado e O-sleeve, ótimo para colecionadores

Contras

  • Controles intencionalmente imprecisos que frustram após algumas fases
  • Conteúdo repetitivo e raso, com campanha curta

Gameplay: caos que diverte, mas se esgota

No primeiro contato com um zumbi, você tenta socar, mas o personagem tropeça. Essa é a física ragdoll em ação. Você anda devagar, a câmera balança como se o protagonista estivesse bêbado, e cada golpe é improviso. Coletar garrafas de cerveja para recuperar vida e urinar nos inimigos para criar poças escorregadias são mecânicas absurdas que funcionam. Nos primeiros estágios, a bagunça rende boas risadas. Mas depois da terceira ou quarta fase, a repetição dos mesmos zumbis e a falta de evolução nos combos começam a pesar. A dificuldade dá um pico no nível 7, quando zumbis armados aparecem, e aí a falta de precisão vira problema, não piada. O jogo sabe o que quer ser, mas não sustenta a proposta por muito tempo.

Conteúdo e valor para colecionadores

O Dual Pack inclui dois jogos: Drunken Fist e sua sequência. Juntos, a campanha não passa de algumas horas, e a rejogabilidade é baixa. O grande atrativo é a edição física para PS5, limitada a 300 unidades. Ela vem com certificado de autenticidade e O-sleeve. Para colecionadores de mídia física indie rara, é ouro. Para o jogador comum, porém, o conteúdo não justifica o preço elevado. A versão digital oferece a mesma experiência por bem menos. Se você não se importa com exclusividade física, vá de digital.

Perguntas frequentes sobre review Drunken Fist Dual Pack: Totally Accurate Beaten Up & Zombie Hangover PlayStation 5

O Drunken Fist Dual Pack vale a pena para quem não é colecionador?

Depende. Se você curte humor absurdo e não se importa com controles imprecisos e conteúdo curto, pode se divertir por algumas horas. Mas a versão física é cara e limitada; a digital sai mais em conta e entrega o mesmo jogo.

Os controles são realmente tão ruins quanto dizem?

São propositalmente desajeitados. No começo, isso faz parte da graça. Depois de um tempo, a falta de precisão pode frustrar, especialmente em fases mais difíceis.

O jogo tem legendas em português brasileiro?

Não. Os textos estão em português de Portugal entre outros idiomas, e o áudio é apenas em inglês.

É fácil platinar?

Sim. A Platinum é considerada uma das mais fáceis do PS5, exigindo apenas completar as campanhas e realizar algumas ações específicas.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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