Lá no PS1, Dragon Quest VII exigia paciência de pedra: mais de três horas até a primeira batalha de verdade. O jogo era um monumento de JRPG, mas também um teste de resistência. Agora, mais de 25 anos depois, a Square Enix refez tudo. Você desembarca na Ilha Estard e, em menos de 20 minutos, já está enfrentando um slime. O mito continua, mas a gordura foi cortada.
Passei as últimas semanas imerso nessa versão para PS5. Dragon Quest VII Reimagined entrega um clássico modernizado sem perder a essência de viagem no tempo, ilhas para restaurar e um elenco carismático. Valeu o esforço, mas não é para todo mundo.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Atenção: o jogo não tem uma palavra em português. Se você não se sente confortável com inglês, melhor pensar duas vezes.
- A campanha principal dura entre 40 e 50 horas. bem menos que as 100+ do original. Ideal para quem quer um JRPG épico sem comprometer meses.
- Combate em turnos clássico, com opções de dificuldade e batalha automática. Funciona tanto para veteranos quanto para novatos.
- O sistema Moonlighting permite combinar duas vocações em um personagem. Isso abre possibilidades estratégicas que nenhum outro Dragon Quest ofereceu.
1. DRAGON QUEST VII Reimagined para PlayStation 5: JRPG de turno com visual diorama e sistema Moonlighting
Fonte: Amazon.com.brDRAGON QUEST VII Reimagined – PlayStation 5
Confira os detalhes completos diretamente na Amazon.
A primeira vez que você vê uma cidade no jogo, parece que alguém montou um diorama de papelão e deu vida. A Square Enix escaneou bonecos reais da Studio Nova para criar personagens e cenários. O resultado: um visual artesanal que nenhum outro jogo copiou. Cada vila tem paleta de cores e atmosfera própria, e os detalhes te convidam a explorar cada canto. A dublagem em inglês é de primeira. sotaques britânicos e emoção de verdade. Um dos dubes mais competentes que já ouvi num RPG. No combate, a base é turnos clássicos. A grande novidade é o Moonlighting: você equipa duas vocações simultaneamente, combinando perks e magias. Um guerreiro pode curar, um mago pode virar tanque. Cada vocação tem um ataque Let Loose que pode virar uma briga de chefe. Você ajusta velocidade, ativa automático e até reduz dano recebido. o jogo se adapta ao seu ritmo. Inimigos são visíveis no mapa, e você pode derrotar fracotes com um toque. Grinding quase zero. A história segue episódios: fragmento de pedra, viagem ao passado de uma ilha, resolve problema, restaura ilha no presente. Algumas tramas são ótimas, com reviravoltas adultas. Outras parecem missão da semana. O ritmo tem altos e baixos. o terço final é forte, mas o meio pode arrastar. A ausência de legendas em português é uma barreira real. Se você domina o inglês, a localização é caprichada. Quem não domina perde muito da graça e da emoção. No fim, Dragon Quest VII Reimagined acerta em tornar o clássico acessível sem desvirtuá-lo. Visual encanta, combate sólido, jornada enxuta mas com peso. Falta nosso idioma, mas para fãs de JRPG que curtem uma boa aventura em inglês, o conteúdo justifica o investimento.
Prós
- Visual de diorama artesanal, charmoso e único no gênero.
- Ritmo muito melhorado: primeiros minutos já engajam.
- Sistema Moonlighting adiciona profundidade estratégica sem complicar.
- Opções de dificuldade e acessibilidade para todos os perfis.
- Dublagem em inglês de altíssima qualidade, com sotaques e emoção.
Contras
- Sem legendas nem dublagem em português do Brasil.
- Algumas ilhas têm histórias fracas, criando um meio irregular.
Um Diorama em Movimento: A Direção de Arte que Encanta
Assim que você pisa na Ilha Estard, o visual já define o tom. A Square Enix escaneou bonecos reais da Studio Nova para criar personagens e cenários. O resultado: um estilo que parece brinquedo de criança, mas com detalhes de artesanato fino. Cada vila, cada masmorra, tem textura quase palpável. Iluminação suave, cores vibrantes. É um estilo que nenhum outro jogo copiou. e dificilmente copiará. Mesmo depois de dezenas de horas, você ainda vai parar para admirar um cenário ou um novo tipo de inimigo.
Combate Refinado: Moonlighting e Liberdade Tática
Em uma batalha contra um chefe, ativar o Let Loose de um campeão pode virar o jogo de cabeça para baixo. O combate segue a tradição Dragon Quest: turnos, comandos definidos, IA ajustável. O diferencial é o Moonlighting: escolha duas vocações por personagem. um paladino com magias de fogo, um ladrão com suporte. Monster Hearts substituem as antigas vocações de monstro; cada coração dá uma habilidade especial. Inimigos visíveis no mapa, radar de fragmentos, e a opção de derrotar instantaneamente inimigos fracos com um toque. Tudo isso reduz o grinding e mantém o foco na exploração e na história.
Uma Jornada Mais Curta, Mas Ainda Assim Épica
Você não precisa mais passar o primeiro dia de jogo só lendo diálogos. Em 20 minutos, já está lutando. A campanha principal gira em torno de 40 a 50 horas, contra mais de 100 do original. Algumas ilhas foram cortadas ou transformadas em opcionais. A estrutura episódica funciona bem para quem gosta de histórias curtas, mas pode cansar se você não se conectar com a trama da ilha da vez. A falta de legendas em português é o calcanhar de Aquiles: o texto é bem escrito, com humor e drama, mas se o inglês não for seu forte, você perde muito. Quando um personagem solta uma piada em inglês, você ri ou fica boiando? Se a resposta é a segunda, prepare-se para perder boa parte do charme. Para quem encara o desafio, a recompensa é um dos JRPGs mais sinceros e bem acabados dos últimos anos.
Perguntas frequentes sobre review DRAGON QUEST VII Reimagined PlayStation 5
O jogo tem legendas em português?
Não. Texto e dublagem estão em inglês e japonês. Nada de português do Brasil.
Quanto tempo leva para zerar a história principal?
Entre 40 e 50 horas. Para todo o conteúdo opcional, espere de 70 a 80 horas.
Preciso ter jogado os Dragon Quest anteriores para entender a história?
Não. A trama é independente e perfeita para novos jogadores.
O sistema Moonlighting é difícil de aprender?
Não. Você escolhe duas classes e ganha as habilidades de ambas. Intuitivo e encoraja experimentação.
Vale a pena para quem não fala inglês?
Se você lê inglês com fluência, sim. Caso contrário, a falta de localização compromete a experiência.
