Review Dragon Quest I & II HD-2D Remake: dois clássicos renascem em estilo de cair o queixo (PS5)

Alefgard em HD-2D é uma pancada: luz refletindo na água, pixel art que parece vivo, cada cenário um diorama que pede para ser contemplado. Dragon Quest I e II, os dois títulos que plantaram a semente do JRPG, voltam com uma roupagem que não só honra o passado como convida novatos a entender de onde tudo veio.

Não é só pintura nova. O pacote inclui masmorras inéditas, história expandida, uma quarta personagem jogável em DQ2, sistemas de Selos e Pergaminhos, e uma montanha de ajustes de qualidade de vida que cortam a gordura sem perder a alma. Depois de dezenas de horas no PS5, o que encontrei foi um tributo sincero. com alguns tropeços, claro. que merece ser jogado com calma.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Verifique seu nível de tolerância com combate por turnos tradicional; as melhorias de velocidade ajudam mas a essência é clássica.
  • DQ1 é uma jornada solo curta (~15h) com picos de dificuldade; DQ2 é mais longo (~40h) e equilibrado com um grupo.
  • Não há legendas em português do Brasil. se você não domina inglês ou espanhol, o texto pode ser uma barreira.
  • No PS5 o jogo roda liso a 60fps com visuais nítidos; em outras plataformas o desempenho varia bastante.

1. Dragon Quest I & II HD-2D Remake (PS5). análise completa do remake dos clássicos

A água reflete montanhas; a fumaça sobe de chaminés; os slimes pulam em pixel art impecável. O estilo HD-2D, já consagrado em Octopath Traveler e no remake de DQ3, atinge aqui um novo patamar. A trilha orquestrada entra no momento certo, com temas que qualquer fã reconhece de ouvido. Mas a dublagem é inserida de forma irregular. ora presente, ora ausente. e quebra a imersão em cenas importantes. O gameplay, felizmente, segura o pacote. DQ1 agora permite enfrentar múltiplos inimigos e ganhou ataques em área, mas a simplicidade da história e a dureza de certos encontros ainda frustram. Já DQ2 brilha: o trio virou quarteto com a Princesa de Cannock, que ganhou arco próprio, e os sistemas de Selos (passivas como resistência a fogo) e Pergaminhos (habilidades customizáveis) dão profundidade sem poluir. Auto-save após cada batalha, marcadores de baú no mapa, velocidade 2x e dificuldades ajustáveis tiram o grind sem descaracterizar o desafio. DQ1 continua tendo picos ingratos. especialmente contra grupos que cercam o herói solitário. mas você pode reduzir a dificuldade e seguir sem culpa. DQ2, mais equilibrado do início ao fim, aproveita melhor as novas ferramentas. No fim, são dois jogos completos, com dezenas de horas cada, que respeitam o original sem soar como museu. A ausência de legendas em português é um erro grave, e quem depende de tradução vai sofrer. No PS5, a performance é redonda: 60fps sólidos, carregamento instantâneo. Se você curte JRPG e quer testemunhar um clássico tratado com carinho, pode comprar sem medo.

Prós

  • Visuais HD-2D deslumbrantes, com água refletindo e pixel art meticuloso
  • Expansão narrativa bem integrada, especialmente em Dragon Quest II
  • Qualidade de vida excelente: auto-save, acelerar batalha, dificuldades ajustáveis
  • Novos sistemas (Selos, Pergaminhos) que adicionam profundidade sem poluir
  • Performance robusta no PS5. 60fps estáveis e carregamentos rápidos

Contras

  • Dragon Quest I ainda tem história muito simples e picos de dificuldade
  • Ausência de legendas em português do Brasil é uma barreira real

Visual e áudio: um presente para os olhos e ouvidos

Ando sem rumo por Alefgard só para ver a água refletindo montanhas. Fumaça sobe das chaminés, o pixel art é caprichado. O motor Unreal Engine 5 entrega essa fusão de 2D e profundidade 3D que parece mais bem feita que nunca. A trilha orquestrada, regravada com carinho, gruda na cabeça. O único senão: a dublagem aparece em algumas cenas, some em outras. quebra o encanto de um remake tão caprichado. No PS5, 60fps fixos e carregamentos instantâneos mantêm o ritmo afiado.

Jogabilidade: o clássico evoluiu sem perder a alma

Grind infinito? Não aqui. Velocidade de batalha até 2x e múltiplos níveis de dificuldade (incluindo um modo que torna os combates quase triviais) tiram o peso sem descaracterizar o desafio. DQ1 ganhou ataques em área e combate contra grupos, mas o herói solitário ainda sofre quando cercado. DQ2 é o destaque: a Princesa de Cannock adiciona nova dinâmica, Selos concedem passivas como resistência a fogo, e Pergaminhos permitem customizar habilidades. A exploração foi turbinada com áreas subaquáticas em DQ2, ilhas secretas e marcadores no mapa que eliminam o tateio. Tudo isso sem perder a essência de conversar com NPCs e seguir pistas.

Para quem é esse pacote?

Nostálgicos que jogaram os originais no NES vão se emocionar. Novatos com paciência para RPG por turnos têm aqui uma aula de design clássico bem explicado. DQ2, com narrativa expandida e personagens com arcos próprios, agrada até quem torce o nariz para histórias de salvar o mundo. DQ1 funciona como aperitivo histórico, não como prato principal. A ausência de legendas em português, porém, é uma barreira que a Square Enix poderia ter evitado. Se você não lê inglês ou espanhol com conforto, talvez seja melhor esperar um patch ou encarar o jogo com dicionário. Fora isso, é uma celebração de duas pedras fundamentais do JRPG que merece ser jogada.

Perguntas frequentes sobre review Dragon Quest 1 & 2 HD Remake () PlayStation 5

Dá para jogar Dragon Quest I & II HD-2D Remake sem conhecer a franquia?

Sim, os dois jogos são independentes e funcionam como porta de entrada. DQ1 é mais simples, DQ2 já tem mais profundidade. Ambos explicam a história do zero, então não precisa de background.

Qual a duração aproximada de cada jogo?

DQ1 leva cerca de 15 a 20 horas na campanha principal; DQ2 fica entre 35 e 40 horas. Para completistas, o total passa de 60 horas tranquilamente, especialmente com as novas áreas e missões.

Dragon Quest I e II são muito diferentes entre si?

Sim. DQ1 é uma jornada solo com foco em um herói e história direta. DQ2 tem grupo de até quatro personagens, narrativa mais expandida e combate tático com maior variedade de estratégias.

Vale a pena comprar no PS5 ou é melhor em outra plataforma?

No PS5 a experiência é ótima: 60fps estáveis e carregamento rápido. O Switch 2 tem modo 60fps também, mas o Switch original roda a 30fps com loads longos. A versão PC é boa mas limitada a 60fps e 16:9.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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