Dragon Ball Z: Kakarot no PS5: nostalgia em 60 fps, mas com tropeços repetitivos

Abrir o menu e ouvir Cha-La Head-Cha-La já é um soco no peito. Dragon Ball Z: Kakarot sabe disso. Criado pela CyberConnect2 e publicado pela Bandai Namco, o jogo chegou em 2020 e ganhou versão nativa para PS5 em janeiro de 2023. com upgrade gratuito para quem já tinha no PS4, carregamentos quase instantâneos e a promessa de 60 fps estáveis.

A missão é refazer cada arco de Dragon Ball Z, de Raditz ao Kid Buu, em um Action RPG de mundo semiaberto. Você voa, pesca, cozinha, coleciona orbes e entra em combates que tentam recriar a coreografia dos episódios. O resultado é o jogo mais fiel ao anime já feito. e, ao mesmo tempo, um lembrete de que fidelidade não é tudo.

Para fãs que querem sentir o peso de cada transformação e reviver as lutas marcantes, Kakarot entrega. Agora, se o que importa é desafio ou profundidade mecânica, a nostalgia dura umas dez horas.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Fidelidade ao anime: se você quer reviver momentos como a primeira vez de Goku Super Saiyajin contra Freeza, com diálogos e cenas clássicas, Kakarot é imbatível.
  • Duração: a campanha principal leva entre 30 e 35 horas; fazer tudo (com DLCs) passa de 80 horas. Side quests são repetitivas, mas estendem o tempo.
  • Combate: simples e acessível, com combos básicos e especiais. Não espere profundidade estratégica. a IA inimiga é fraca e o lock-on automático irrita.
  • Atividades secundárias: pesca, culinária e coleta de orbes preenchem o mundo, mas são tarefas genéricas (coletar X, derrotar Y). Servem mais para farmar recursos.
  • Versão PS5: upgrade gratuito para donos da versão PS4, com modo performance a 60 fps estáveis e carregamentos reduzidos. DualSense quase não é usado.

1. Dragon Ball Z: Kakarot para PlayStation 5 – versão nativa com melhorias

Dragon Ball Z: Kakarot é uma carta de amor aos fãs, e isso fica claro nos primeiros minutos. Você voa por Namek, sente o vento digital e, de repente, está diante de Freeza. A cena do Super Saiyajin. com a aurora dourada e o grito desesperado. é recriada com gráficos cel-shaded que parecem um episódio jogável. A trilha sonora (sim, Cha-La Head-Cha-La) só reforça o nó na garganta. No PS5, o modo performance mantém 60 fps sólidos, e os carregamentos, que no PS4 duravam 30 segundos, viram piscadas. O upgrade gratuito é um acerto que valoriza o jogador. O problema é quando a nostalgia acaba. As side quests são tarefas mecânicas: derrote três saibamen, encontre cinco ingredientes. O combate, que no início empolga com combos e transformações, logo revela sua falta de variedade. Você usa os mesmos golpes especiais em todos os inimigos, e a IA não reage. só absorve dano. O lock-on automático, que não pode ser desligado, atrapalha quando aparecem vários oponentes. E as cutscenes longas e não puláveis quebram o ritmo, especialmente em uma segunda jogada. Ainda assim, para quem cresceu vendo DBZ, Kakarot é quase obrigatório. O conteúdo é farto: campanha de 30+ horas, DLCs como a de Bardock (que conta o passado do pai de Goku) e um mundo que, mesmo vazio, convida a explorar. Se você não se importa com missões genéricas e quer reviver a saga Z do seu jeito, aqui está um dos melhores tributos já feitos ao anime.

Prós

  • Recria momentos icônicos (luta contra Vegeta, transformação em Super Saiyajin) com fidelidade de dar arrepios
  • Performance excelente no PS5: 60fps estáveis e carregamentos quase instantâneos
  • Conteúdo extenso: campanha de 30+ horas, mais DLCs que expandem a história (Bardock, Trunks)
  • Upgrade gratuito para donos da versão PS4, valorizando o investimento anterior
  • Trilha sonora nostálgica e gráficos cel-shaded que capturam a essência do anime

Contras

  • Missões secundárias repetitivas e sem criatividade: coletar, derrotar, entregar. sempre a mesma fórmula
  • Combate raso e fácil: combos repetitivos, IA fraca, lock-on automático irritante sem opção de desligar

A experiência no PlayStation 5

Dois modos visuais: performance (60 fps estáveis) e qualidade (maior resolução). Na prática, o modo performance é o único que faz sentido. o jogo voa, as batalhas ficam fluidas e os carregamentos, que antes duravam 30 segundos no PS4, agora mal dão tempo de piscar. As texturas e a iluminação receberam melhorias, mas algumas áreas (chão, objetos distantes) ainda parecem da geração passada.

O maior desperdício é o DualSense. O feedback tátil e os gatilhos adaptativos estão lá, mas Kakarot não os usa. Você não sente a tensão ao carregar um Kamehameha nem vibrações diferentes ao voar. É uma oportunidade perdida, especialmente porque outros jogos já mostraram o potencial do hardware. Ainda assim, a performance sólida e os carregamentos rápidos compensam.

Acessar as DLCs pelo menu é confuso: você precisa iniciar a campanha regular e depois selecionar uma opção extra. Não é intuitivo. Além disso, o jogo tem legendas em português brasileiro bem traduzidas, mas sem dublagem. quem prefere imersão total no idioma pode se decepcionar.

Combate e progressão: simples, mas nostálgico

O sistema de luta lembra Tenkaichi: ataques básicos com um botão, combos aéreos, esquiva, defesa e quatro especiais mapeados. Você pode transformar personagens (Super Saiyajin, etc.) e ativar o modo Frenesi, que aumenta o dano e permite cancelar ataques especiais inimigos. Na prática, funciona bem para recriar a coreografia dos episódios. mas logo você percebe que a maioria dos inimigos cai diante do mesmo combo. Chefes têm QTEs e momentos de disputa de poder que quebram a monotonia, mas não salvam a repetitividade.

A progressão usa árvore de habilidades com Orbes Z, coletados derrotando inimigos e explorando o mapa. Também há o sistema de Community Boards, que oferece bônus passivos ao colocar personagens em posições específicas. É um conceito interessante, mas subutilizado. A culinária, por exemplo, rende buffs temporários, mas a dificuldade é tão baixa que quase nunca ficou necessário preparar um banquete antes de uma luta.

O que realmente segura o interesse é a narrativa. Reviver a batalha contra Vegeta, a transformação em Super Saiyajin contra Freeza, o sacrifício de Gohan no torneio de Cell. tudo isso é entregue com emoção genuína. As cutscenes, mesmo com animações limitadas, conseguem transmitir o peso dos momentos. Para um fã, é impossível não se arrepiar.

Perguntas frequentes sobre review DRAGON BALL Z: Kakarot PlayStation 5

Dragon Ball Z: Kakarot tem dublagem em português?

Não. O jogo é legendado em português do Brasil, mas o áudio está disponível apenas em inglês ou japonês. A falta de dublagem pode decepcionar quem prefere imersão total, mas as legendas são bem traduzidas e capturam o tom dos personagens.

Quanto tempo leva para zerar Dragon Ball Z: Kakarot?

A campanha principal dura entre 30 e 35 horas. Se você fizer todas as side quests e explorar o mundo, pode passar de 50 horas. Com as DLCs (Bardock, Trunks, etc.), o total ultrapassa 80 horas para quem busca 100%.

Vale a pena para quem não é fã de Dragon Ball?

Depende. O jogo é fortemente apoiado na nostalgia e na fidelidade ao anime. Se você não tem vínculo com a história ou os personagens, as fraquezas. combate raso, missões repetitivas. ficam mais evidentes. Para quem curte Action RPGs casuais, pode até entreter, mas não é a melhor porta de entrada para a franquia.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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