Review Dragon Ball Z: Kakarot. Daima Edition: nostalgia e um pé no Reino dos Demônios

Chegar ao Reino dos Demônios com Goku (Mini) é como voltar a uma fase da infância: o voo sumiu, o Bastão Mágico voltou, e cada ilha flutuante convida a escalar. Dragon Ball Z: Kakarot foi lançado em 2020 e vendeu mais de 10 milhões de cópias ao transformar a saga clássica em um mundo semiaberto com combates aéreos e momentos de calmaria. Agora a Bandai Namco e a CyberConnect2 apostam na Daima Edition, que junta o jogo base ao primeiro capítulo da expansão baseada no anime Dragon Ball Daima.

Esta edição é a porta de entrada para quem ainda não tem o jogo original. mas a história da DLC termina em cliffhanger, e a Parte 2 só chega em janeiro de 2026. Joguei a versão de PlayStation 5, cobri desde Raditz até a luta contra Tamagami Nº 3, e saí com uma sensação de "quero mais" que pode dividir opiniões.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • A Daima Edition inclui o jogo base e a DLC Part 1; a Parte 2 sai em janeiro de 2026.
  • A DLC pode ser iniciada direto do menu, sem precisar zerar a campanha principal.
  • No PS5, o jogo roda com carregamentos rápidos e visuais melhorados.
  • A duração da DLC fica entre 4 e 6 horas na campanha; para completistas, até 8 horas.
  • Se você já tem o jogo base, talvez compense adquirir apenas a DLC avulsa.

1. Dragon Ball Z: Kakarot. Daima Edition para PlayStation 5: review completo

A primeira vez que Goku (Mini) estica o Bastão Mágico para alcançar uma ilha flutuante no Reino dos Demônios, você sente que está jogando algo familiar e ao mesmo tempo novo. Dragon Ball Z: Kakarot sempre entregou uma recriação fiel dos momentos épicos do anime, mas a Daima Edition tenta algo diferente: tirar o voo e forçar uma exploração mais pé no chão. No comando de Goku (Mini), você escala, corre e enfrenta hordas de demônios ao lado de Glorio, Shin e Panzy. cada um com habilidades únicas. O combate terrestre com o Bastão Mágico substitui parte dos ataques ki, e as batalhas contra dezenas de inimigos lembram Dynasty Warriors, com um ritmo mais frenético. O grande problema é que a DLC Parte 1 termina no meio do clímax. Depois de derrotar Tamagami Nº 3 e alcançar o Super Saiyajin 2, a tela escurece e avisa "continua na Parte 2", que sai só em janeiro de 2026. Para quem esperava uma aventura fechada, é frustrante. Além disso, o Reino dos Demônios sofre com uma paleta desértica e repetitiva. ilhas flutuantes e cavernas que cansam visualmente depois de algumas horas. As missões secundárias (pescar, entregar itens) são esquecíveis, e a progressão separada da campanha principal pode confundir. Quando acerta, acerta bonito. A ausência de voo resgata o espírito de exploração do Dragon Ball clássico, e a performance no PS5 é suave: carregamentos instantâneos, fluidez nas batalhas com dezenas de inimigos, iluminação e partículas melhoradas. O jogo base, com suas 30+ horas, continua sendo uma excelente recriação da saga Z. Mas a DLC deixa um gosto de metade do prato. A nota reflete esse equilíbrio: uma base excelente, uma expansão promissora, mas ainda incompleta.

Prós

  • Jogo base recria fielmente a saga DBZ com combates divertidos e momentos icônicos.
  • DLC traz uma abordagem nova: exploração sem voo e combate com Bastão Mágico, resgatando o espírito do Dragon Ball clássico.
  • Versão PS5 oferece carregamentos rápidos, fluidez e visuais aprimorados.

Contras

  • DLC Part 1 é curta (4-6 horas) e termina em cliffhanger, exigindo espera pela conclusão.
  • Mundo do Reino dos Demônios visualmente monótono e repetitivo; missões secundárias genéricas.

Exploração sem voo: um acerto nostálgico que transforma o ritmo

A primeira vez que o Bastão Mágico estica e você alcança uma ilha flutuante, a diferença fica clara: não tem voo livre, não tem nuvem mágica. O Reino dos Demônios é vertical. ilhas conectadas por Sementes do Céu que servem de fast travel. Para chegar a áreas escondidas, você escala, pula e usa o Bastão para se impulsionar. As batalhas contra hordas de demônios acontecem em arenas abertas, e você alterna entre Goku (Mini), Glorio e Shin, cada um com ataques próprios. É um pequeno RPG de ação com alma de plataformer. A ausência de voo limita? Sim, mas também resgata a sensação de descoberta dos primeiros arcos de Dragon Ball, quando cada novo lugar era fruto de andança e curiosidade.

Narrativa e fã-service: o que a DLC conta e o que deixa de fora

A DLC adapta os primeiros oito episódios de Dragon Ball Daima: Goku e a turma encolhidos, transportados para o Reino dos Demônios, missão de resgatar Dende. A narrativa é linear, com cenas que misturam ação e humor pastelão. fiel ao tom do anime. O problema é o corte abrupto. Depois de derrotar Tamagami Nº 3 e atingir o Super Saiyajin 2, a tela escurece e avisa "continua na Parte 2". Personagens como Vegeta e os Majins ficam para depois. A sensação é de ter assistido ao penúltimo episódio de uma temporada e ter que esperar meses pela conclusão. As cenas são bem animadas, mas a duração enxuta (4 a 6 horas) e o final inacabado tiram o impacto emocional.

Performance e extras no PS5: o que muda na prática

No PlayStation 5, os carregamentos são praticamente instantâneos. Você entra e sai de áreas sem pausa, e as batalhas com dezenas de inimigos na tela mantêm a fluidez. A iluminação e os efeitos de partículas ganharam brilho: ataques especiais e explosões de ki estão mais nítidos. A DAIMA Edition já vem com upgrade visual gratuito para o jogo base, então é tudo otimizado de fábrica. O ponto baixo é visual mesmo: o Reino dos Demônios, com seus tons terrosos e desertos, cansa pela repetição, mas isso é design, não performance. A DLC pode ser iniciada direto do menu, sem precisar de save do jogo base. prático para quem quer ir direto ao ponto.

Perguntas frequentes sobre review Dragon Ball Z: Kakarot – Daima Edition PlayStation 5

Preciso zerar Dragon Ball Z: Kakarot para jogar a DLC Daima?

Não. A DLC pode ser acessada diretamente do menu principal, sem necessidade de progresso no jogo base. A progressão dentro da expansão é separada.

Quanto tempo dura a DLC Daima Part 1?

A campanha principal leva entre 4 e 6 horas. Para quem faz tudo (missões secundárias, colecionáveis), o total chega a umas 8 horas.

A Daima Edition inclui a Parte 2?

Não. A edição inclui apenas o jogo base e o voucher para a Parte 1. A Parte 2 tem lançamento previsto para janeiro de 2026.

O jogo tem suporte a português?

Sim, o jogo base e a DLC contam com legendas e interface em português do Brasil.

Vale a pena comprar a Daima Edition se eu já tenho o jogo base?

Depende. Se você quer a experiência completa da nova história e não se importa em esperar pela Parte 2, pode valer. Mas comprar apenas a DLC avulsa é mais econômico.

Nossas recomendações ajudaram você a escolher?

Conheça nossos especialistas

Especialista editorial

Especialista editorial

Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

Equipe de redação

O Quarto Nerd

Produção de conteúdo baseada em análise independente, curadoria especializada e comparação de produtos para apoiar decisões de compra mais claras.

Artigos relacionados

O que você está procurando?

Digite pelo menos 3 caracteres para começar a busca.