DOOM + DOOM II Limited Edition no PS5: a versão definitiva de dois clássicos atemporais

Sentir o impacto de cada tiro de Super Shotgun no DualSense, ver o sangue explodir em 4K a 120 FPS, e ainda poder baixar um mod maluco que transforma demônios em patos. isso é DOOM + DOOM II no PS5. Trinta anos depois, a combinação dos dois clássicos chega em uma edição física limitada que não é só nostalgia: é o FPS mais completo que você pode jogar num console hoje.

O disco dentro da caixa é quase secundário: o que importa é o motor KEX rodando a 4K 120 FPS, carregando fases em segundos e trazendo mods para o console pela primeira vez. A resposta curta é sim, essa é a melhor versão dos clássicos. Mas há nuances que um colecionador (ou um jogador novo) precisa saber antes de decidir.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • A Limited Edition física é voltada para colecionadores; quem busca só o jogo pode optar pela versão digital, que recebeu atualização gratuita para quem já possuía os títulos anteriores.
  • Verifique se sua conta Bethesda.net está ativa para acessar o navegador de mods e o modo multiplayer online.
  • O pacote inclui mais de 200 mapas, então reserve espaço no SSD: a instalação completa ocupa alguns gigabytes, mas nada comparado aos títulos modernos.
  • Se você joga com frequência no sofá, o suporte a tela dividida para até quatro jogadores é um dos grandes atrativos.

1. DOOM + DOOM II Limited Edition para PlayStation 5: o FPS clássico em sua forma mais completa

A primeira coisa que chama atenção ao ligar o jogo é a fluidez. No PS5, DOOM + DOOM II roda a 4K e 120 FPS sem engasgos, algo que transforma a experiência de um jogo que originalmente mal passava de 35 FPS no hardware da época. O controle responde na hora: o DualSense reage com precisão, o aiming giroscópico ajuda na mira, e o carrossel de armas. que alguns estranham no começo. fica rápido depois de alguns minutos de adaptação. Não tem mecânica de cover, não tem recarga: é correr, atirar, trocar de arma e repetir num loop viciante. O conteúdo é gigantesco. São 187 mapas de missão, 43 de deathmatch, todas as expansões oficiais (TNT, Plutonia, Master Levels, No Rest for the Living, SIGIL e SIGIL II) e, claro, o novo episódio Legacy of Rust, criado pela id, Nightdive e MachineGames. Legacy of Rust adiciona 16 mapas divididos em dois episódios, com novos demônios. um que cospe fogo e outro que lembra um Cacodemon enfurecido. e armas como o lança-chamas. Os mapas inéditos surpreendem pela qualidade, com design que mescla a escola clássica com ideias modernas de level design. Mods: pela primeira vez em um console, você acessa um navegador dentro do jogo e baixa centenas de criações da comunidade sem complicação. No PS5, a seleção é vasta. desde mapas que recriam fases de outros jogos até total conversions que mudam completamente a gameplay. Basta ter uma conta Bethesda.net e navegar. A performance se mantém sólida mesmo com mods mais pesados, o que impressiona para um jogo de 1993 rodando num motor moderno. O carrossel de armas confunde quem está acostumado com a roda numerada dos ports anteriores. Efeitos de iluminação modernos, embora sutis, alteram um pouco a atmosfera original. puristas podem preferir o visual clássico puro. Além disso, a edição física da Limited Run Games é um item de colecionador, com preço elevado e disponibilidade restrita; para quem só quer jogar, a versão digital (que muitos já ganharam de graça via atualização) é o caminho mais sensato. No fim, DOOM + DOOM II no PS5 é a melhor versão doméstica dos dois jogos. A performance é referência, o conteúdo é enorme e o mod browser no console é um passo que outros relançamentos deveriam seguir. É um tributo à altura da franquia e, mais importante, um jogo que continua divertido três décadas depois.

Prós

  • Performance impecável: 4K 120 FPS estável no PS5
  • Conteúdo massivo com mais de 200 mapas e todas as expansões
  • Navegador de mods integrado que funciona muito bem no console
  • Novo episódio Legacy of Rust com mapas criativos e novos demônios
  • Multiplayer online com cross-play e tela dividida local

Contras

  • Sistema de seleção de armas em carrossel confunde no início
  • Edição física limitada é cara e difícil de encontrar

Legacy of Rust e o novo conteúdo: o que muda no clássico

Legacy of Rust não é um extra qualquer, não. São 16 mapas divididos em dois episódios. The Vulcan Abyss e Counterfeit Eden. que trazem um design mais agressivo que as expansões originais. A id Software, Nightdive e MachineGames capricharam: há novos inimigos, como o Cacodemon flamejante que solta projéteis de fogo, e armas como o lança-chamas, que queima grupos inteiros com um barulho satisfatório. A dificuldade é honesta: nos primeiros mapas, você já sente que precisa gerenciar munição e posicionamento, algo que falta em muitos FPS modernos. Além do episódio, o pacote inclui SIGIL e SIGIL II pela primeira vez em mídia física. Criados por John Romero, esses episódios têm um design traiçoeiro, com armadilhas que punem quem não presta atenção. O cofre de arte também está lá: esboços, versões alfa de fases e uma linha do tempo da franquia. Para quem valoriza história dos games, é um presente.

Multijogador, mods e a força da comunidade no PS5

O multiplayer é caótico e divertido, com até 16 jogadores trocando tiros de Super Shotgun em deathmatch ou cooperativo. E o navegador de mods é o verdadeiro trunfo: no PS5, você navega por milhares de mods, baixa mapas, armas e campanhas completas com um clique. Funciona bem. a lista é organizada por popularidade, data e categoria. Em segundos, você já está jogando um mapa que recria a primeira fase de Quake ou uma modificação zumbi. A limitação fica no envio: o PS5 só permite download de mods, não o upload. Mas para o jogador comum, isso é irrelevante. O suporte a padrões como BOOM e MBF garante que a maioria dos mods funcione sem problemas. Poucos mods dão problema. Para um relançamento de 30 anos, é impressionante.

Performance, DualSense e a escolha do console certo

No PS5, DOOM + DOOM II entrega o que promete: 4K nativo a 120 FPS, com quedas quase zero. O motor KEX faz milagres com a renderização, e o carregamento é instantâneo. entre um deathmatch e outro, você mal pisca. O DualSense é bem aproveitado: o feedback tátil nos tiros de Super Shotgun e o giroscópio para mirar fazem diferença. Até os Activity Cards ajudam: você pode entrar direto em um mod ou missão sem passar pelos menus. A comparação com outras plataformas é justa. O PS5 e o Xbox Series X são os únicos consoles com 4K 120 FPS; o Switch roda a 60 FPS com resolução mais baixa, e o PC continua sendo o paraíso dos modders. Para quem tem PS5 e quer a melhor experiência em console, é essa. A diferença de fluidez para versões passadas é gritante.

Perguntas frequentes sobre review DOOM + DOOM II Limited Edition PlayStation 5

O que está incluso na Limited Edition física de DOOM + DOOM II?

A edição física (Limited Run #144) inclui o disco do jogo com todos os conteúdos: DOOM, DOOM II, todas as expansões (TNT, Plutonia, Master Levels, No Rest, SIGIL, SIGIL II, Legacy of Rust) e 25 mapas deathmatch. Também há suporte a mods, multiplayer e o cofre de arte.

Vale a pena para quem já jogou os originais?

Sim, principalmente pelo novo episódio Legacy of Rust, pelos mods integrados e pelo desempenho 4K 120 FPS. Quem já possuía as versões digitais de 2019 recebeu atualização gratuita, então a edição física é mais para colecionadores.

O suporte a mods funciona bem no PS5?

Funciona muito bem. O navegador de mods dentro do jogo permite baixar milhares de mods da comunidade, e a maioria roda sem problemas. Só não é possível enviar mods pelo PS5, apenas baixá-los. A conta Bethesda.net é necessária.

Tem modo cooperativo local?

Sim, o jogo oferece tela dividida para até quatro jogadores no mesmo console. Também há cooperativo online e deathmatch para até 16 jogadores com cross-play entre todas as plataformas.

Qual a diferença da Limited Edition para a versão digital?

A Limited Edition é uma mídia física, geralmente com numeração limitada e conteúdo extra como manual ou arte (dependendo da edição). O jogo em si é idêntico ao digital. A versão digital é mais barata e foi oferecida como atualização gratuita para quem já tinha os jogos.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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