Disciples: Liberation chega ao PlayStation 5 com a promessa de um RPG tático denso, com escolhas que realmente mexem na história e uma campanha de quase 90 horas. Quem cresceu no gênero lembra dos tempos de grid hexagonal e moralidade pesada. Mas será que o jogo entrega o que promete ou tropeça no próprio tamanho?
A campanha leva muitas horas imersas no mundo sombrio de Nevendaar, comandando a mercenária Avyanna por mais de 270 missões, cinco finais diferentes e um sistema de combate que mistura cristais de AP com posicionamento de frente e retaguarda. A Deluxe Edition ainda traz alguns extras cosméticos e de progressão. Mas a experiência nem sempre é polida.
O saldo é positivo para quem busca profundidade estratégica e rejogabilidade. Mas é preciso lidar com bugs de vez em quando, dificuldade irregular e uma história principal que demora a engatar. Se você é fã de RPGs táticos e não se importa com alguns arranhões, há muito o que aproveitar aqui.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Fãs de RPGs táticos por turnos, especialmente quem curte jogos como Divinity: Original Sin 2 ou a série XCOM, vão encontrar um prato cheio em estratégia e personalização.
- O jogo tem relatos de saves corrompidos e glitches de áudio. Se isso te incomoda, talvez seja melhor esperar patches ou optar por outra versão.
- A campanha é longa, mas cheia de altos e baixos. Missões secundárias podem ficar repetitivas, e a atmosfera pesada sem alívio cansa alguns jogadores.
- A Deluxe Edition inclui armaduras, armas, trilha sonora e pontos de habilidade extras. Não são essenciais, mas dão um gás inicial para quem planeja explorar tudo.
- O modo online para dois jogadores exige PlayStation Plus. Não é o foco principal, mas oferece batalhas para quem quiser testar exércitos personalizados.
1. Disciples: Liberation Deluxe Edition. PlayStation 5. Kalypso/Frima Studio
Fonte: Amazon.com.brKalypso Discípulos: Libertação – Edição Deluxe (Ps5) (Ps5)
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Disciples: Liberation é um RPG tático cheio de camadas. No comando de Avyanna, você explora um mundo de fantasia sombria onde cada escolha tem peso real. O combate em grid hexagonal com sistema de cristais de AP (azul para movimento, vermelho para ataque, amarelo para ambos) é o ponto alto: exige planejamento, posicionamento de unidades na linha de frente ou retaguarda, e uso inteligente de magias. São mais de 50 unidades recrutáveis, quatro facções, construção da cidade de Yllian e um sistema de reputação que desbloqueia conteúdo. A Deluxe Edition adiciona dois conjuntos de armadura, duas armas, um compêndio digital, trilha sonora, um pacote de recursos e cinco pontos de habilidade extras. um impulso honesto para quem quer começar com vantagem. O jogo brilha quando você monta sinergias entre unidades. como colocar um Death Knight na frente e Elfas Snipers atrás para causar dano crítico com lentidão. As escolhas morais não são preto no branco; geralmente você escolhe entre tons de cinza, e isso impacta facções e finais. Porém, a campanha principal sofre com ritmo irregular. As primeiras horas são promissoras, mas depois o jogo tem missões que enchem linguiça e uma atmosfera opressiva que cansa. A dublagem é irregular, e alguns companheiros são praticamente cópias de unidades básicas no campo. No PS5, o desempenho é bom: carregamentos rápidos (cerca de 5 segundos), framerate estável e controles adaptados ao console. Mas há relatos de saves corrompidos e barulhos estranhos de áudio em dungeons. Não é um problema generalizado, mas existe. No geral, Disciples: Liberation é um jogo feito para quem ama o gênero e não se incomoda com imperfeições. A quantidade de conteúdo é absurda, e o valor de replay pelas escolhas é real. Se você encara os defeitos como parte do pacote, vai encontrar um dos RPGs táticos mais ambiciosos da geração.
Prós
- Combate tático profundo com sistema de AP e posicionamento de unidades
- Centenas de horas de conteúdo com mais de 270 missões e cinco finais
- Escolhas têm consequências reais na história e nas facções
- Desempenho sólido no PS5 com carregamentos muito rápidos
- Alto valor de replay graças à ramificação de decisões
Contras
- Bugs ocasionais, incluindo saves corrompidos e glitches de áudio
- Narrativa principal com ritmo irregular e tom excessivamente sombrio
Combate que exige cérebro e paciência
O grid hexagonal manda no combate. Cada unidade consome cristais coloridos: azul para andar, vermelho para atacar, amarelo para ambos. Um ladino como Orion, com dois cristais amarelos, vira curinga: move e ataca no mesmo turno. Posicionar unidades na retaguarda permite suporte, mas as deixa vulneráveis se a linha de frente cair. A mágica está em montar composições que explorem fraquezas elementais e habilidades de área. Fogueiras, paredes de gelo e nevoeiros mudam o campo.
Arenas seguem sempre o mesmo formato retangular, o que cansa depois de um tempo. A IA inimiga foca em fogo concentrado, mas erra o timing de habilidades especiais. Nos chefes, a coisa melhora: cada um exige uma estratégia diferente, e você vai morrer algumas vezes até descobrir o padrão. O salvamento rápido no direcional direito ajuda, e a opção de batalha automática acelera encontros mais fáceis. Prepare-se para reloads frequentes se jogar no hard.
Escolhas, facções e uma cidade para reconstruir
Avyanna não é uma heroína clássica. Mercenária endurecida, ela negocia com as quatro facções de Nevendaar: humanos, elfos, mortos-vivos e demônios. Cada escolha gera reputação, desbloqueando edifícios, magias e unidades recrutáveis em Yllian, sua base. A construção da cidade é mais do que cosmética: um quartel melhor recruta tropas mais fortes, um laboratório desbloqueia feitiços. O ponto forte são as decisões. Missões secundárias muitas vezes têm dois ou três desfechos, e você nunca sabe se está fazendo o certo. A história principal não acompanha esse nível: diálogos expositivos e um ritmo que se arrasta nas horas intermediárias fazem a trama parecer um pano de fundo para as mecânicas.
Para quem valoriza mais a liberdade de escolha do que uma narrativa cinematográfica, isso não chega a ser um defeito. Mas se você espera um enredo tão envolvente quanto o combate, pode se decepcionar. Ainda assim, ver o impacto das suas decisões no mapa político de Nevendaar e nos finais (são cinco) dá vontade de recomeçar com outra classe logo após os créditos.
Desempenho e bugs: o calcanhar de Aquiles
No PS5, Disciples roda liso. Os carregamentos são muito rápidos, o framerate segura bem mesmo com várias unidades na tela, e os controles no DualSense funcionam bem. Navegar nos menus e posicionar as tropas é intuitivo. Mas tem relatos de saves corrompidos depois de muitas horas. um baita problema pra quem tá quase terminando. Também rolam glitches de áudio, estalos e barulhos estranhos em masmorras. A falta de patches desde o lançamento preocupa.
A Deluxe só adiciona itens iniciais, não mexe no desempenho. Se você precisa de uma experiência 100% polida, talvez seja melhor esperar uma correção. Mas pra quem encara o risco, o jogo entrega uma campanha marcante. mesmo com alguns arranhões.
Perguntas frequentes sobre review Disciples: Liberation Deluxe Edition PlayStation 5
Quanto tempo leva para zerar Disciples: Liberation?
A campanha principal leva cerca de 56 horas. Com missões secundárias, sobe para 64h. Para completar tudo (todos os finais, colecionáveis e conquistas) prepare-se para umas 88 horas.
Precisa jogar os outros Disciples para entender a história?
Não. A trama se passa no mesmo universo, mas é independente. Você controla Avyanna, uma mercenária nova no conflito de Nevendaar.
Vale a pena pagar mais pela Deluxe Edition?
Se você gosta de conteúdo extra como armaduras, armas, trilha sonora e pontos de habilidade adicionais, sim. Não muda a experiência central, mas dá um gás inicial e enfeita seu jogo.
O jogo tem modo multiplayer?
Sim, há escaramuças online para dois jogadores. Mas o foco total é na campanha single-player. O multiplayer requer assinatura PlayStation Plus.
Os bugs são frequentes no PS5?
A maioria dos jogadores relata uma experiência estável, mas há ocorrências de saves corrompidos e glitches de áudio. Recomenda-se fazer backups manuais regularmente.
