Colt acorda na praia com um tiro na orelha. Não é metáfora. Uma mulher na sua cola, uma ilha psicodélica e uma missão impossível: matar oito pessoas antes da meia-noite. Falhou? Recomeça. A Arkane Lyon pegou o DNA de Dishonored e Prey e torceu numa fita de Moebius temporal. O resultado é um jogo que exige paciência, recompensa observação e, quando clica, voa.
No PS5, a Deluxe Edition vem com alguns extras cosméticos e de arsenal. nada que mude a experiência central, mas um agrado. O verdadeiro brilho está no controle: o DualSense canta aqui. Cada arma emperra com um clique seco no gatilho, cada passo vibra diferente conforme o terreno, e o walkie-talkie de Julianna sai do alto-falante como se ela estivesse do seu lado. Um dos usos mais inteligentes do controle em um jogo de tiro.
Mas nem tudo é festa. As primeiras horas são um nevoeiro. O jogo joga informação demais de uma vez, e a liberdade pode paralisar. Você vai repetir os mesmos corredores várias vezes até montar o quebra-cabeça. Se isso soa mais trabalho que diversão, Deathloop talvez não seja para você. Se, ao contrário, você sente prazer em descobrir um atalho ou desbloquear uma nova Placa que muda completamente sua rota, prepare-se para um dos jogos mais engenhosos dos últimos anos.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Deathloop não é um roguelike: os mapas são fixos, mas as rotas dos alvos mudam conforme horário do dia. O conhecimento do jogador é a verdadeira progressão.
- A campanha principal leva cerca de 16 horas, mas ir a fundo (todos os segredos, finais e colecionáveis) pode passar de 35 horas. O replay é alto, mas a repetição cansa se você não variar abordagens.
- A Deluxe Edition inclui trilha sonora digital, duas armas exclusivas (Transtar Trencher e.44 Karat Fourpounder) e skins para Colt e Julianna. O conteúdo extra é cosmético e não afeta a jogabilidade.
- Deathloop roda a 4K e 60 fps no PS5, com carregamento quase instantâneo. O uso do DualSense é um dos melhores do catálogo, com feedback háptico e gatilhos adaptáveis para cada arma.
1. Deathloop Deluxe Edition (PS5). a essência do loop temporal da Arkane
Fonte: Amazon.com.brDEATHLOOP Deluxe Edition – PlayStation 5
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Deathloop é um immersive sim disfarçado de puzzle de ação. Você é Colt, preso em um loop diário que só termina quando todos os oito Visionários morrerem antes da meia-noite. A sacada? Cada ciclo traz informações novas. Um alvo só aparece à tarde em Updaam, outro troca de lugar se você matar um guarda específico, uma arma melhor está trancada atrás de uma fechadura que exige um poder que você ainda não tem. A progressão é toda na sua cabeça. e no arsenal que você decide tornar permanente com a Infusão de Residuum. No PS5, a experiência é elevada pelo DualSense. Você usa Shift para teleportar atrás de um guarda e ouve o clique do gatilho ao finalizar. Pressionar R2 para disparar um rifle que emperra exige um aperto extra, e você sente o mecanismo travar no meio do caminho. Correr pela areia de Karl's Bay vibra diferente de escalar os telhados de Updaam. Julianna invade sua partida e o walkie-talkie chia no alto-falante do controle. tensão pura. Mas o jogo tropeça em alguns pontos. A IA dos inimigos é ingênua. eles demoram a reagir e raramente flanqueiam. O final, que deveria ser o ápice do planejamento, é exageradamente guiado. E a Deluxe Edition, honestamente, não entrega nada essencial: as armas extras podem ser encontradas no jogo base, e a trilha sonora está de graça no Spotify. Para quem quer só o melhor do loop, a versão padrão já basta. Ainda assim, como pacote para fãs que querem apoiar a Arkane e ter alguns itens visuais, a Deluxe cumpre seu papel.
Prós
- Combate criativo com muitas armas e poderes (Placas) que permitem abordagens stealth ou agressivas
- Uso exemplar do DualSense: gatilhos adaptáveis, feedback háptico e alto-falante elevam a imersão
- Direção de arte retro-futurista anos 60 deslumbrante, com dublagem em português de altíssima qualidade
- Progressão baseada em conhecimento que recompensa exploração e planejamento
Contras
- Primeiras 6 a 8 horas confusas, com excesso de mecânicas sendo apresentadas de uma só vez
- Repetição dos mesmos cenários e alvos pode se tornar tediosa após muitas horas
Como o DualSense transforma a experiência
A Arkane não tratou o DualSense como enfeite. Cada arma tem uma resposta tátil exclusiva. A Heritage Gun estala como um revólver antigo; a PT6-Spiker vibra em zumbidos elétricos. Quando uma trava, o gatilho para no meio do curso. Você precisa apertar R2 de novo para destravar, e a sensação de metal forçando é tão real que dá para sentir o peso daquele tiro perdido. Fora do combate, o feedback acompanha cada movimento: correr na areia de The Complex produz vibrações densas, enquanto escalar aço ecoa mais seco. E o alto-falante do controle não é firula: mensagens de Julianna, alertas de invasão e o som ambiente dos rádios saem de lá, colando o jogador dentro da ilha. É um dos raros casos em que a tecnologia do controle vira parte essencial do design.
O loop como puzzle: aprenda, planeje, execute
Deathloop não é sobre atirar primeiro. É sobre anotar. Você sai de cada ciclo com um bilhete mental: 'O chefe Egor troca de local à noite', 'A porta trancada em Fristad Rock abre se eu tiver a Placa de alcance', 'Se eu matar Harriet antes do meio-dia, ela não aparece à tarde'. O jogo é um caderno de investigação vivo. A UI organiza pistas por distrito e horário, e a cada loop você conecta pontos. Quando o plano fecha. todas as peças se encaixam e você executa uma rota que elimina três alvos em uma só varredura. a sensação é de genialidade. Mas o loop também cansa. Depois de 20 horas, revisitar os mesmos quatro cenários com pouca variação visual desgasta. O segredo é variar abordagem: uma vez stealth, outra vez com metralhadora, outra ainda tentando matar todo mundo só com uma faca. A Arkane te dá as ferramentas; cabe a você não deixar o déjà vu virar tédio.
Perguntas frequentes sobre review DEATHLOOP Deluxe Edition PlayStation 5
A Deluxe Edition vale a pena?
Depende. O conteúdo extra (armas exclusivas, skins, trilha sonora) é puramente cosmético e não altera a jogabilidade. As armas podem ser obtidas no jogo base, e a trilha está disponível gratuitamente no Spotify. Se você é fã da Arkane e quer apoiar com alguns itens visuais, pode valer. Caso contrário, a versão padrão oferece a experiência completa.
Deathloop tem modo cooperativo?
Não. O multiplayer é assimétrico: um jogador controla Julianna e invade a partida de outro jogador (ou a IA assume). Você pode jogar a campanha inteira sozinho, com Julianna controlada por IA, ou ativar invasões reais para aumentar o desafio.
Quantas horas dura a campanha?
A história principal pode ser concluída em cerca de 16 horas. Para fazer 100% (todos os segredos, colecionáveis e finais), prepare-se para aproximadamente 35 horas. O jogo tem três finais diferentes.
Deathloop roda em 60 fps no PS5?
Sim, o jogo roda a 4K e 60 quadros por segundo no PS5, com carregamento quase instantâneo graças ao SSD. A performance é consistente e o uso do DualSense é um dos melhores do console.
