Review Dead Rising Deluxe Remaster: o clássico zumbi repaginado no PS5

Um shopping lotado, um relógio que não para e um fotógrafo que nunca aprendeu a ficar quieto. Dead Rising Deluxe Remaster coloca Frank West de volta em Willamette, agora com gráficos dignos de um remake da Capcom. A RE Engine transformou cada corredor em um banquete visual, mas o coração do jogo ainda pulsa no ritmo de 2006: missões cronometradas, psicopatas com histórias tristes e a pressão de salvar quem você consegue. A pergunta é: essa roupagem nova vale o ingresso? Testamos a versão Deluxe no PS5 e, entre kataninhas e sucos milagrosos, descobrimos que o shopping nunca esteve tão bonito. mas a bagunça ainda tem seu preço.

Se você topa encarar um sandbox de zumbis com senso de urgência, humor afiado e um loop viciante de resgates e fotografias, difícil encontrar opção melhor hoje. Mas se prefere explorar sem pressão, o relógio pode te engolir.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Antes de encarar a horda, vale saber: o jogo não é um remake completo. Aquele limite de 72 horas que te faz correr como se o mundo fosse acabar? Continua aqui. Se você detesta relógios, talvez passe raiva.
  • A versão Deluxe traz fantasias e músicas de Resident Evil. legal para fãs, mas a padrão já basta. E sim, tem dublagem em português de primeira.
  • No PS5, 4K e 60fps com loadings rápidos. É bonito, mas o design original não mudou. Pense se a rigidez do combate e as escoltas te irritam antes de comprar.

1. Dead Rising Deluxe Remaster para PlayStation 5: Edição Deluxe

Dead Rising Deluxe Remaster é a versão que o Frank West merecia. Abrir a porta do mall e ver a luz invadindo os corredores sujos, com zumbis em 4K, é um soco no peito de nostalgia. A RE Engine não só poliu o visual como deu vida nova aos psicopatas. cada expressão facial conta uma história. E a dublagem em português? Impecável. Mas o jogo ainda te força a correr: cada missão tem prazo, e escoltar sobreviventes continua sendo um teste de paciência, mesmo com a IA melhorada. O combate ainda tem a rigidez de 2006, mas a possibilidade de mirar andando e o salvamento automático suavizam a frustração. Se você quer um sandbox de zumbis com senso de urgência, humor ácido e um loop viciante de fotos e resgates, é aqui. Só não espere inovação. a receita é a mesma, só que mais saborosa.

Prós

  • Reforma visual impressionante com a RE Engine, rivalizando com remakes modernos
  • Dublagem completa em português do Brasil de alta qualidade
  • Melhorias de qualidade de vida como salvamento automático, mirar andando e IA de sobreviventes refinada
  • Performance sólida a 4K e 60fps no PS5, com loadings quase instantâneos

Contras

  • Combate ainda rígido e repetitivo, herança do design original
  • Limite de tempo de 72 horas pode estressar jogadores que preferem exploração livre

A reforma visual que parece um remake

A primeira vez que Frank pisa no mall e a câmera faz um panorâmico, você entende o trabalho da RE Engine. As luzes de Natal piscam em reflexos no chão encerado, os zumbis têm texturas de pele que parecem reais, e o sangue respinga com uma fisicalidade que o original não tinha. No PS5, mesmo com uma horda na tela, os 60fps se mantêm. Só que, ao sair para o estacionamento, algumas texturas lembram que a base é de 2006. um pop-in aqui e ali. Mas, no geral, é o banho de loja que o clássico merecia.

A iluminação dinâmica transforma o shopping em um personagem: cantos escuros escondem psicopatas, e a luz do dia que entra pelas vitrines cria contrastes dramáticos. É um deleite visual que só não engana quem olhar de perto nas áreas externas.

Qualidade de vida que salva a paciência

No original, morrer era um castigo. Agora, o salvamento automático aparece nos momentos certos, e você pode respawnar sem perder horas. A IA dos sobreviventes? Eles ainda são teimosos, mas pelo menos agora você vê o que eles preferem: um cara que ama bastões de beisebol vai seguir melhor se você der um a ele. E o sistema de afinidade recompensa quem presta atenção.

Mirar andando parece óbvio, mas transforma o combate. finalmente você pode recuar enquanto atira. Até a opção de acelerar o tempo no Modo Infinito é um sinal de que a Capcom ouviu os veteranos. O menu mais rápido e a durabilidade das armas na tela são pequenos alívios que fazem diferença nas horas de jogo.

O relógio ainda é o vilão (e isso é bom ou ruim)

Dead Rising não seria Dead Rising sem o relógio. A cada cinco minutos reais, uma hora se passa no jogo. Isso significa que cada escolha pesa: você salva aquele sobrevivente ou corre para a missão principal? Perdeu o prazo de um caso? Talvez um final ruim.

A tensão é constante, e para quem gosta de gerenciar tempo, é viciante. Para quem prefere explorar sem pressão, pode ser frustrante. A boa notícia é que agora você pode reiniciar o dia mantendo o level, o que tira um pouco da punição. Mas a essência continua: o shopping é um playground com hora para fechar.

Perguntas frequentes sobre review Dead Rising Deluxe Remaster Deluxe Edition PlayStation 5

Dead Rising Deluxe Remaster tem dublagem em português?

Sim, e a dublagem é um show à parte. As vozes capturam o humor ácido e o caos. É daqueles trabalhos que elevam a imersão.

Quanto tempo leva para zerar o jogo?

A campanha principal leva umas 6 a 8 horas no primeiro playthrough. Se quiser desbloquear tudo e ver todos os finais, prepare umas 25 a 35 horas. depende de quantas vezes você resetar.

Precisa ter jogado o Dead Rising original para aproveitar?

Não, o remaster é amigável para novatos. A história é independente e os tutoriais são claros.

O que muda em relação ao remaster de 2016?

O remaster de 2016 era uma versão HD básica. Este aqui usa a RE Engine, tem gráficos de nova geração, dublagem nova, controles modernos e salvamento automático. É quase um remake no visual.

Vale a pena comprar a Edição Deluxe?

A Deluxe tem skins e músicas de Resident Evil. Se você é fã da Capcom e quer o pacote completo, vale. Mas a padrão já dá o jogo inteiro sem falta.

Nossas recomendações ajudaram você a escolher?

Conheça nossos especialistas

Especialista editorial

Especialista editorial

Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

Equipe de redação

O Quarto Nerd

Produção de conteúdo baseada em análise independente, curadoria especializada e comparação de produtos para apoiar decisões de compra mais claras.

Artigos relacionados

O que você está procurando?

Digite pelo menos 3 caracteres para começar a busca.