Review Darksiders Warmastered no PS5: vale a pena revisitar o apocalipse?

War brande a Chaos Eater contra um anjo caído, o impacto treme no controle. Darksiders Warmastered Edition no PS5 não perdeu a brutalidade: 4K nativo, 60 FPS estáveis e a direção de arte exagerada de Joe Madureira brilhando na tela. A pergunta é: esse remaster faz jus ao nome ou é só um port com maquiagem?

Após horas com War, a resposta depende de quem você é. Nunca jogou? Esta é a melhor porta de entrada. Já zerou no PS4? A THQ Nordic cobrou pelo upgrade no PlayStation, enquanto no Xbox foi gratuito. Mas vamos ao que importa: o combate, a performance e se a nostalgia justifica o investimento.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • A versão PS5 oferece 4K nativo a 60 FPS com carregamento quase instantâneo. a melhor forma de jogar.
  • Se você já tem o jogo no PS4, o upgrade é pago. Avalie se as melhorias (4K, DualSense, carregamento) justificam o custo extra.
  • Campanha principal em torno de 11 horas; completistas chegam a 35h. Conteúdo denso para o gênero.
  • O combate é o destaque, mas as seções de plataforma e a câmera podem frustrar em alguns momentos.
  • Photo Mode e suporte ao DualSense (vibração háptica e gatilhos adaptativos) são extras bem-vindos para quem gosta de registrar momentos.

1. Darksiders Warmastered Edition (PS5): combate afiado e performance redonda, mas upgrade pago divide opiniões

War ergue a Chaos Eater, e o impacto do primeiro golpe já diz tudo: Darksiders não perdeu o peso. Cada execução é brutal, e o leque de armas (angélicas, demoníacas, terrenas) mantém o combate renovado por horas. A progressão funciona como um Metroidvania leve: novas habilidades abrem áreas antes trancadas nas dungeons, e chefes colossais testam seu domínio dessas ferramentas. Não espere a complexidade tática de Dark Souls, mas há uma satisfação genuína em desbloquear um poder e derrubar um gigante. A direção de arte de Joe Madureira é o grande trunfo visual. Os personagens parecem saídos de um quadrinho heavy metal, e os cenários apocalípticos têm personalidade. No PS5, o jogo roda em 4K nativo a 60 FPS quase sólidos. só engasga em cenas com muitos efeitos. O DualSense é bem usado: a vibração muda conforme a arma, e os gatilhos adaptativos oferecem resistência ao puxar o gancho ou disparar a serra. As cutscenes iniciais, porém, continuam em 1080p, e a falta de HDR nativo é sentida em áreas escuras. Não é um visual de ponta, mas a arte segura o jogo. A campanha principal rende cerca de 11 horas; com extras, passa de 17h; completistas chegam a 35h. O começo é forte, mas fetch quests e backtracking pesam depois da metade. Alguns quebra-cabeças são criativos, outros são frustrantes. especialmente os de plataforma, onde a câmera vira inimiga. A história, sobre War tentando limpar o nome depois de um Apocalipse prematuro, tem reviravoltas boas e dublagem em inglês potente. O ponto mais espinhoso é o upgrade pago. No Xbox, a atualização de One para Series é gratuita; no PS5, quem já tem o jogo no PS4 precisa desembolsar US$ 9,99. Para um remaster que é essencialmente a mesma versão de 2016 com 4K e 60 FPS (já possíveis no PS4 Pro via upscale), a diferença de tratamento incomoda. Para novos jogadores, o pacote é honesto: um clássico rodando liso. Para veteranos, a sensação é de pagar duas vezes.

Prós

  • Combate hack 'n' slash com peso, impacto e variedade de armas
  • 4K nativo e 60 FPS estáveis na maior parte do tempo
  • Direção de arte atemporal que disfarça a idade do jogo
  • Suporte ao DualSense com vibração háptica e gatilhos adaptativos
  • Campanha longa e recheada de conteúdo (11h a 35h)

Contras

  • Upgrade pago para quem já possui no PS4, enquanto no Xbox é gratuito
  • Cutscenes iniciais ainda em 1080p e sem HDR nativo

O combate que não perdeu o fôlego

A Chaos Eater corta um anjo caído ao meio, e o impacto treme na tela. War é um tanque, não um acrobata. cada golpe tem peso. As armas secundárias, como a foice e o gancho, adicionam camadas táticas ao combate. Chefes colossais exigem paciência e uso inteligente do ambiente. A progressão segue o estilo Metroidvania: habilidades novas destravam áreas antes inacessíveis, recompensando a exploração. Mas depois de algumas dungeons, o jogo força backtracking e fetch quests, e o ritmo desmorona.

Os quebra-cabeças vão de empurrar blocos a usar o bumerangue para acionar mecanismos. Alguns são engenhosos, outros são tediosos. As plataformas, com câmera fixa, podem matar você por pura falta de angulação. Ainda assim, desbloquear um novo poder e derrubar um chefe gigante compensa os momentos de frustração.

4K nativo, 60 FPS e o toque do DualSense

No PS5, Darksiders roda em 4K nativo a 60 FPS estáveis. As únicas engasgadas acontecem em cenas com muitos efeitos, mas não comprometem. O carregamento é quase instantâneo, e o Photo Mode captura a arte exagerada de Joe Madureira em alta resolução. A surpresa é o DualSense: a vibração háptica muda entre armas. a Chaos Eater vibra grave, a foice treme rápido. e os gatilhos adaptativos resistem ao puxar o gancho ou disparar a serra. Não transforma o jogo, mas a imersão ganha um reforço bem-vindo.

As cutscenes gravadas continuam em 1080p, criando um contraste feio com o gameplay 4K. A falta de HDR nativo é notada em áreas escuras, e não há 120 FPS. É uma remasterização honesta, mas modesta. nada comparado ao trabalho da Bluepoint em Shadow of the Colossus. Ainda assim, o jogo roda liso e divertido, que é o que importa.

Novato ou veterano: o veredito sobre Darksiders Warmastered no PS5

Nunca jogou Darksiders? Esta é a porta de entrada ideal. Combate que envelheceu bem, arte atemporal e performance redonda em 4K/60. São 11 a 35 horas de conteúdo que bebe de God of War, Zelda e Devil May Cry. Já zerou no PS4 ou PC? As melhorias existem. 4K nativo, carregamento rápido, DualSense. mas são incrementais. E pagar pelo upgrade quando no Xbox é grátis? Isso incomoda, e com razão.

Quer um hack 'n' slash direto? Darksiders entrega. Odeia backtracking e quebra-cabeças que travam a ação? Pense duas vezes. Já tem no PS4 e não se importa com 4K? Fique onde está. No fim, é um clássico que merece ser jogado, mas o caminho até ele depende do quanto a nostalgia pesa no bolso.

Perguntas frequentes sobre review Darksiders Warmastered PlayStation 5

Darksiders Warmastered Edition no PS5 tem modo 120 FPS?

Não. São 4K nativo a 60 FPS estáveis, sem opção de 120 FPS. Quedas mínimas só em cenas com muitos efeitos.

Vale a pena comprar se eu já tenho no PS4?

Depende. Se 4K nativo, carregamento rápido e DualSense são importantes, o upgrade pode valer. mas lembre que no Xbox é gratuito. Se não liga para resolução, a versão de PS4 já roda a 60 FPS por retrocompatibilidade.

Quanto tempo dura a campanha?

Campanha principal: ~11h. Com extras: ~18h. Completistas: até 35h para tudo.

O jogo tem suporte a Português do Brasil?

Sem confirmação oficial de legendas ou dublagem em português. A dublagem padrão é em inglês, com legendas em vários idiomas.

O suporte ao DualSense faz diferença significativa?

Sim, mas é um extra, não uma revolução. Vibração háptica e gatilhos adaptativos adicionam imersão, sem mudar a jogabilidade. Um bônus para quem curte esses detalhes.

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Especialista editorial

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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