Você passa uma hora no criador de personagem ajustando o brilho dos olhos e a curvatura do nariz. Depois, acelera de moto por uma paisagem devastada. e as texturas aparecem como se o mundo estivesse sendo montado na sua frente. Code Vein II é um jogo de contrastes. A Bandai Namco trocou os corredores estreitos do original por um mundo aberto com viagem no tempo, sistema de parceiros flexível e uma liberdade de personalização que poucos soulslike oferecem. É um prato cheio para quem ama montar builds e criar personagens com detalhes cirúrgicos. Mas a execução técnica e o design de conteúdo deixam um gosto agridoce.
A tese é simples: Code Vein II acerta na flexibilidade e na proposta cooperativa com seu parceiro de jornada, mas tropeça feio no desempenho, na repetição de inimigos e na sensação de que o mundo aberto é mais vazio do que deveria. Se você é fã de customização profunda e não se importa com instabilidade técnica, há muito o que aproveitar. Se prioriza performance sólida e combate refinado, melhor pensar duas vezes.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Priorize a personalização: o criador de personagem é um dos mais completos do gênero, com centenas de opções de rosto, cabelo, maquiagem e cicatrizes.
- Blood Codes e Jails: a troca instantânea de builds sem penalidade é o maior trunfo do jogo. Vale explorar diferentes combinações.
- Desempenho no PS5: quedas de frames e pop-in são recorrentes. Se isso te incomoda, considere o PC ou espere patches.
- Conteúdo generoso: campanha principal leva cerca de 30 horas, com side content chegando a 50. Para completistas, prepare-se para umas 100 horas.
1. Code Vein II Ultimate Edition (PS5): review do soulslike anime com mundo aberto
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Imagine um jogo onde você pode trocar de classe sem voltar ao acampamento, a qualquer momento. Code Vein II oferece isso com os Blood Codes. Você começa com um parceiro. Lou, que manipula o tempo. e pode optar por Invocação (ela luta ao seu lado, revivendo você uma vez) ou Assimilação (ela se funde, concedendo buffs). A customização de personagem é assustadora: dá para passar uma hora só ajustando a maquiagem e o corte de cabelo. O combate é rápido e exige drenar Ichor dos inimigos para usar habilidades. Mas os golpes não têm peso. os inimigos são esponjas de dano, e a agressividade deles cansa. O lock-on foca no inimigo mais próximo, não no da frente, e a câmera instável vira um inimigo extra. O mundo aberto é grande, mas vazio: você acelera de moto, e o pop-in de texturas é constante. Chefes reciclados aparecem como inimigos comuns, com cores diferentes. A história principal não empolga, mas os personagens secundários como Noah carregam o peso emocional. O cooperativo online foi removido, e só resta o parceiro de IA. No fim, é um jogo de contrastes: a liberdade de builds e a customização são excepcionais, mas o desempenho instável e o mundo oco impedem que alcance o nível dos grandes. Para fãs de personalização que toleram problemas técnicos, há diversão de sobra. Para quem busca polimento, melhor esperar.
Prós
- Criador de personagem extremamente detalhado e variado
- Blood Codes permitem troca de build instantânea sem penalidade
- Sistema de parceiros com invocação ou assimilação adiciona profundidade tática
- Campanha longa com cerca de 40-50 horas de conteúdo
Contras
- Quedas de frames e pop-in constantes no PS5
- Mundo aberto vazio, com exploração pouco recompensadora
Sistema de parceiros e a liberdade das builds
Invocação ou Assimilação? Essa escolha define seu estilo de jogo. Com a Invocação, seu parceiro luta ao lado, com IA própria, e pode reviver você uma vez. Com a Assimilação, ele se funde e concede buffs de ataque, defesa ou habilidades. Na prática, isso muda completamente o fluxo do combate. Se você prefere ter um suporte, vá de Invocação. Se quer poder bruto e não se importa de ficar sozinho, Assimile. Aliado a isso, os Blood Codes permitem trocar de build na hora. sem custo, sem retorno ao acampamento. Quer testar uma build de velocidade com lâminas duplas? Troque. Prefere um tanque com martelo e escudo? Mude. A variedade de armas (espadas, rifles, alabardas, arcos) e Jails (estilos de drenagem como Morcego, Ogro, Ceifadora) dá uma liberdade rara no gênero. É difícil não se perder experimentando combinações.
Mundo aberto: ambição e vazio
Acelerar de moto por uma paisagem cinzenta é monótono. As texturas aparecem como se o mundo estivesse sendo montado em tempo real. pop-in constante. O mundo é grande e conectado, com viagem no tempo que altera cenários entre passado e presente. A ideia é boa, mas a execução deixa a desejar. Faltam pontos de interesse significativos; masmorras opcionais são repetitivas, sem identidade própria. Pior: o desempenho no PS5 não ajuda. Em áreas abertas, o jogo engasga com quedas de frames perceptíveis. Barreiras invisíveis atrapalham a navegação, e a câmera instável vira um inimigo extra. A direção de arte gótica é bonita quando tudo carrega direito, mas a instabilidade técnica quebra a imersão.
Combate: rápido, mas sem peso
Golpear um inimigo recarrega Ichor, sua fonte de habilidades. O loop é dinâmico, mas falta impacto. Os golpes não têm peso. mesmo inimigos fracos exigem várias investidas. A agressividade deles é artificial: interrompem seus ataques com facilidade. O lock-on foca no alvo mais próximo, não no da frente, e a câmera se perde. Chefes reciclados (com skins diferentes) aparecem como inimigos comuns, tirando a graça. A progressão de poder depende de upgrades em múltiplos equipamentos (arma, Jails, Forma Legada), o que confunde. Ainda assim, há momentos de tensão genuína, especialmente quando você assimila o parceiro no meio de um confronto difícil e vira o jogo. No geral, o combate é funcional, não brilhante.
Perguntas frequentes sobre review Code Vein II Ultimate Edition PlayStation 5
Code Vein II tem modo cooperativo online?
Não. Diferente do primeiro jogo, o cooperativo online foi removido. O sistema de parceiros substitui a experiência multiplayer, mas apenas com IA.
Quanto tempo dura a campanha principal?
Cerca de 25 a 30 horas focando só na história principal. Com side quests e exploração, a duração sobe para 40 a 50 horas. Para 100%, prepare-se para umas 100 horas.
O desempenho no PS5 é estável?
Infelizmente, não. Há quedas de frames frequentes em áreas abertas, pop-in de texturas e instabilidade geral. A experiência técnica é o ponto mais fraco do jogo.
Vale a pena a Ultimate Edition?
Depende. A Ultimate Edition inclui acesso antecipado e itens cosméticos. Se você é fã da série e quer o pacote completo, pode valer. Caso contrário, a edição padrão já oferece o jogo base completo.
