Code Vein II: personalização brilhante, performance complicada

Uma hora e vinte minutos. Foi o que levei para criar o protagonista. O editor do Code Vein II hipnotiza: cada mecha de cabelo, cicatriz, curva de lábio. tudo ali parece feito por alguém que entende de RPG. Você sai da criação com a sensação de que aquele avatar é seu. E isso já é meio caminho andado.

Entre a promessa e a entrega, o jogo tropeça em buracos. Code Vein II acerta feio no combate responsivo, na flexibilidade de builds e no sistema de parceiros. Mas erra em pontos hoje quase imperdoáveis: um mundo aberto vazio, uma história que demora a engrenar e um desempenho no PS5 que testa a paciência. A pergunta não é se é divertido. é. A pergunta é se você topa os defeitos para chegar na diversão.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Se você gosta de gastar horas ajustando a curvatura do lábio do seu personagem, Code Vein II é um sonho.
  • Esquiva, golpe, drenagem de sangue: o combate é rápido e recompensa a experimentação. Ideal para fãs de soulslike que aceitam ajuda de um parceiro de IA.
  • No PS5, o jogo sofre com quedas de framerate e pop-in constantes. Se fluidez é prioridade, ele pode frustrar.
  • A história principal é confusa e demora a engrenar, mas as missões secundárias têm personagens carismáticos que salvam o dia.

1. Code Vein II – PlayStation 5: ação soulslike com personalização profunda

Code Vein II é uma contradição. De um lado, o combate vicia: você esquiva, golpeia, drena sangue para ativar habilidades, e o parceiro. invocado ou assimilado. adiciona uma camada tática rara nos soulslikes. A troca instantânea de Blood Codes permite mudar de classe sem punição. Empunhar uma alabarda e depois trocar para um arco em segundos? Sim, possível. Do outro lado, o mundo aberto é deserto. Você passa minutos viajando de moto até encontrar inimigos reciclados ou dungeons copiadas de Elden Ring. A promessa de explorar duas linhas do tempo soa bem, mas a navegação confusa e a falta de recompensas tornam a exploração uma obrigação. Chefes reaparecem como lacaios, e a variedade de monstros é baixa para sustentar 25 horas de campanha. A criação de personagem salva o jogo de ser genérico. Você ajusta cada músculo, textura da pele, cor dos olhos. Resultado: seu avatar parece seu. As missões secundárias são bem escritas, com personagens marcantes. pena que a trama principal tropeça em clichês. Code Vein II é para quem entende o que está comprando: combate fantástico com personalização de tirar o fôlego, desde que aceite um mundo aberto sem vida e um desempenho que clama por patches.

Prós

  • Combate responsivo e cheio de opções de build com os Blood Codes
  • Criação de personagem extremamente detalhada e gratificante
  • Sistema de parceiros versátil: invocar ou assimilar muda completamente as lutas
  • Missões secundárias bem escritas, com personagens carismáticos

Contras

  • Mundo aberto vazio e monótono, com exploração pouco recompensadora
  • Desempenho instável no PS5: quedas de framerate e pop-in frequentes

Combate: Blood Codes, Jails e o melhor sistema de parceiros

Você está enfrentando um chefe enorme. O Blood Code pesado não está funcionando. Em vez de morrer, você troca instantaneamente para um estilo ágil com lâminas duplas, esquiva, e contra-ataca. Essa é a promessa dos Blood Codes. trocar de classe sem punição. As Jails são armas secundárias: o Morcego dispara projéteis, o Ogro usa garras, e cada uma tem seu momento. O sistema de parceiros é o coração do combate. Invocar significa que o parceiro luta com IA decente. Assimilar funde vocês, liberando habilidades especiais e aumentando dano. Nos melhores momentos, você e o parceiro agem em sincronia, um revivendo o outro com meia vida. É tenso, recompensador e raramente injusto.

As armas variam de espadas a rifles, cada uma com moveset único. O combate exige gerenciamento de estamina e leitura de ataques, mas o parceiro perdoa erros. A progressão, no entanto, depende de upgrades de Jails e Formas Legado, não só do nível. o que confunde no começo. Depois que o sistema faz sentido, você passa horas testando combinações.

Mundo aberto vazio: a promessa da viagem no tempo que não se realiza

As dungeons parecem cópias baratas de Elden Ring, sem alma. A falta de variedade de inimigos pesa: você enfrenta os mesmos modelos com mudança de cor por horas, e chefes reaparecem como lacaios. Exploração recompensadora? Quase nunca. O jogo funciona melhor quando você segue a campanha principal e faz as missões secundárias. estas sim, com personagens interessantes. Mas o mundo aberto parece um adesivo carimbado para tentar acompanhar tendências, sem a alma necessária para sustentar a proposta.

Desempenho no PS5: Unreal Engine 5 e a crise de identidade dos 60 fps

No PS5, o desempenho é o calcanhar de Aquiles de Code Vein II. Dois modos gráficos: modo ação tenta 60 fps, mas em áreas abertas a taxa cai. Modo qualidade patina para manter 30 fps estáveis. Pop-in de texturas acontece até em cutscenes. Falta HDR, e a diferença visual entre modos é sutil demais.

Isso não mata o jogo, mas é ponto de atenção. Em dungeons fechadas e lutas contra chefes, o framerate segura melhor. Mas explorar o mundo aberto vira um exercício de paciência. Se você é sensível a instabilidade, espere patches ou jogue no PC. Quando o combate engrena, você esquece os problemas. Até o próximo pop-in.

Perguntas frequentes sobre review Code Vein II PlayStation 5

Code Vein II tem modo cooperativo online?

Não, o jogo é single-player com parceiros controlados por IA. Não há suporte para multiplayer cooperativo ou invasões, o que pode decepcionar quem esperava algo no estilo dos soulslikes tradicionais.

A história de Code Vein II é independente do primeiro jogo?

Sim. Você não precisa ter jogado o Code Vein original para entender a trama. O jogo apresenta novos personagens e uma história de viagem no tempo que funciona sozinha, embora a narrativa principal seja confusa e demore a engrenar.

Quanto tempo dura a campanha principal?

A campanha principal leva entre 25 e 30 horas. Se você fizer todo o conteúdo secundário, pode chegar a 40-50 horas. Para completistas que buscam todos os finais e itens, o jogo pode render mais de 100 horas com New Game+.

O jogo tem legendas em português do Brasil?

Sim, Code Vein II oferece legendas e textos em português do Brasil. A localização é competente, com tradução adequada para diálogos e menus, facilitando a imersão para jogadores brasileiros.

Vale a pena jogar Code Vein II no PS5 apesar dos problemas técnicos?

Depende do seu nível de tolerância. Se você valoriza combate viciante, criação de personagem impecável e não se importa com quedas de framerate e pop-in, o jogo oferece horas de diversão. Caso contrário, talvez seja melhor aguardar patches ou jogar em outra plataforma.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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