Review Clock Tower Rewind: um clássico do horror de volta, com tudo que você precisa saber

Você está em um corredor escuro de uma mansão gótica. O som de uma tesoura ecoa. Seu coração dispara, onde se esconder? A stamina acabou e o Scissorman está vindo. Essa é a essência de Clock Tower Rewind, revival do clássico de 1995 que finalmente chegou ao Ocidente com um pacote de extras de respeito.

A versão Limited Run para PlayStation 5 é a edição física que muitos colecionadores esperavam. Mas não se engane: por trás da nova roupagem, o jogo continua sendo um point-and-click survival horror dos anos 90, com tudo que isso implica, para o bem e para o mal.

Se você já ouviu falar da fama do Scissorman e quer saber se essa versão vale o investimento, vamos direto ao ponto: Clock Tower Rewind é uma cápsula do tempo. Ela preserva o original com carinho, mas também carrega suas limitações.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Antes de comprar, entenda: Clock Tower Rewind é um jogo lento, com exploração minuciosa e puzzles que vão exigir paciência, e talvez um guia.
  • Colecionadores vão adorar a embalagem especial, mas o conteúdo do jogo é idêntico ao digital. Pergunte-se: você realmente precisa do físico?
  • O jogo não tem localização em português. O texto está em inglês e japonês. Se você não se sente confortável com esses idiomas, a experiência pode ser frustrante.
  • Espere uma campanha curta: cerca de 3 horas para a história principal, mas com oito finais diferentes e elementos randômicos que incentivam repetidas jogadas. A duração total para 100% fica perto de 10 horas.
  • O modo Rewind adiciona save states, rewind limitado e alguns ajustes de qualidade de vida, mas não espere uma modernização profunda. A base continua sendo a de 1995.

1. Clock Tower Rewind. Limited Edition para PlayStation 5: o clássico do horror point-and-click

Clock Tower Rewind é a oportunidade de jogar um marco do survival horror que ficou preso no Japão por quase três décadas. A edição limitada da Limited Run Games capricha no material físico, mas o que realmente importa é o jogo em si. E ele é um prato cheio para quem ama atmosfera tensa, vilões icônicos e uma boa dose de nostalgia. Você encontra uma chave numerada, mas nenhuma dica de qual porta ela abre. Começa a tentativa e erro. A jogabilidade point-and-click pode soar arcaica hoje: você controla Jennifer Simpson pelos cenários da mansão, coletando itens, resolvendo puzzles e, acima de tudo, fugindo do Scissorman. A lentidão da personagem, os controles confusos no controle (o mesmo botão faz várias coisas) e a aleatoriedade das perseguições podem irritar. Mas quando o clima funciona, funciona bonito. A arte 16-bit é detalhada, os cenários lembram filmes de Dario Argento, e a sensação de vulnerabilidade é constante. O modo Rewind traz extras bacanas: nova abertura animada, temas vocais com Mary Elizabeth McGlynn (sim, a voz de Silent Hill), motion comics dublados e uma entrevista com o criador Hifumi Kono. Para fãs de preservação e horror retrô, é um pacote generoso. Mas não espere um jogo moderno: os puzzles são difíceis de entender, o backtracking é cansativo e a ausência de português é uma barreira real. No fim, é uma experiência de nicho, mas que cumpre o que promete.

Prós

  • Atmosfera tensa e direção de arte caprichada, com cenários que lembram filmes de terror italiano
  • Pacote de extras generoso: nova animação, motion comics com dublagem, entrevista, galeria e temas vocais
  • Scissorman é um vilão memorável e a sensação de fuga constante funciona bem no começo
  • Dois modos (Original e Rewind) que permitem experimentar o jogo como em 1995 ou com melhorias

Contras

  • Jogabilidade datada: movimentação lenta, puzzles obscuros que frequentemente exigem guia
  • Controles no console confusos, com o mesmo botão acumulando funções e cursor impreciso em momentos de tensão

Dois modos, uma experiência preservada

Clock Tower Rewind oferece dois jeitos de jogar. O modo Original é a fiel recriação da versão de Super Famicom de 1995, sem cortes, com a mesma interface e limitações. O modo Rewind adiciona save states, a possibilidade de rebobinar alguns segundos (útil, mas limitado) e alguns ajustes como correr nas escadas e um descanso mais rápido. O modo Rewind é o mais indicado para quem não cresceu com o original. Mas não espere milagres. A base continua lenta. Você vai passar um bom tempo andando pelos corredores, tentando descobrir qual chave abre qual porta. Usar o rewind para voltar segundos depois de ser pego pelo Scissorman mostra o quão limitado o recurso é. A randomização de itens e salas tenta dar rejogabilidade, mas muitas vezes só confunde mais. Os extras são o grande trunfo. A nova abertura animada e os motion comics com dublagem são um deleite para fãs. A entrevista com Hifumi Kono, criador da série, é um documento histórico. Tudo isso faz de Clock Tower Rewind um pacote de preservação exemplar.

Para quem é (e para quem não é) esse jogo

Fãs de survival horror old school vão se sentir em casa. A atmosfera é genuinamente tensa, e o Scissorman é um dos vilões mais icônicos do gênero. Correr sem saber para onde ir, ouvindo o barulho da tesoura: poucos jogos modernos replicam essa sensação. Impaciente? Passe longe. A falta de localização em português é um problema sério para o público brasileiro, o jogo exige compreensão de inglês ou japonês para entender pistas e diálogos. Clock Tower Rewind é um resgate amoroso. Que não tenta agradar todo mundo.

Perguntas frequentes sobre review Clock Tower Rewind Limited Edition PlayStation 5

Clock Tower Rewind tem localização em português?

Não. O jogo contém textos em inglês e japonês, sem legendas ou menus em português. É uma barreira significativa para quem não domina esses idiomas.

Qual a diferença entre os modos Original e Rewind?

O modo Original é a versão exata de 1995, sem alterações. O modo Rewind adiciona qualidade de vida como save states, rewind limitado, correr nas escadas e descanso mais rápido, além de incluir os extras (abertura animada, motion comics etc.).

Vale a pena comprar a Limited Edition física?

Para colecionadores e fãs de carteirinha, a edição limitada da Limited Run Games é um item bacana. O conteúdo do jogo é o mesmo da versão digital, mas o material físico e a exclusividade podem justificar o investimento. Se você só quer jogar, a versão digital é suficiente.

Quanto tempo dura Clock Tower Rewind?

A campanha principal leva cerca de 3 horas. Se quiser ver todos os finais e explorar os extras, prepare-se para umas 9 a 10 horas. A randomização ajuda na rejogabilidade.

O jogo funciona offline no PS5?

Sim. A versão física não exige download adicional; todo o conteúdo está no disco (cerca de 3,4 GB). É jogável completamente offline.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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