Call of Duty: Vanguard no PS5. ação sólida, mas sem ousadia

O trem balança. Explosões. Em Hamburgo, a guerra é um espetáculo de destruição. Call of Duty: Vanguard abre com uma sequência cinematográfica de tirar o fôlego, e por um momento você acredita que está diante de algo novo. A Sledgehammer Games entrega uma campanha que alterna entre tiroteios frenéticos e missões furtivas, como a de Polina em Stalingrado, onde escalar e atirar de longe é questão de sobrevivência. Mas tudo acaba rápido: 5 a 7 horas, e os créditos sobem.

No multijogador, a história muda. São 20 mapas, modos clássicos e a novidade Champion Hill, que mistura torneio e battle royale. O Combat Pacing deixa você escolher o ritmo. de partidas táticas a um caos de 48 jogadores. Já o modo Zumbis, 'Der Anfang', é repetitivo e sem graça. No PS5, o jogo roda liso a 4K 60fps, com opção de 120fps e um uso exemplar do DualSense. Vanguard é para quem quer ação direta sem frescura. Se busca inovação, procure outro lugar.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Campanha curta: se você prioriza histórias longas, Vanguard pode frustrar. São 9 missões que duram entre 5 e 7 horas, sem colecionáveis ou escolhas que alterem o rumo.
  • Multijogador é o carro-chefe: com 20 mapas, dezenas de armas e modos variados (como o novo Champion Hill), o foco principal está no online. Verifique se você tem uma boa conexão e paciência para o matchmaking.
  • Zumbis decepciona: se o modo cooperativo contra mortos-vivos for essencial para você, talvez este não seja o Call of Duty ideal. A Treyarch entregou uma experiência rasa e repetitiva no lançamento.
  • PS5 aproveita bem o hardware: o jogo roda a 4K 60fps com opção de 120fps, além de usar os gatilhos adaptáveis e feedback tátil do DualSense. Se você tem um monitor ou TV compatível, vale a pena explorar esse desempenho extra.

1. Call of Duty: Vanguard para PlayStation 5. Edição Padrão

Tiro, explosão, parede de madeira que se desfaz. A missão de abertura em Hamburgo já mostra o que Vanguard faz de melhor: ação cinematográfica e visceral. A campanha tem momentos memoráveis. Polina em Stalingrado, o combate aéreo no Pacífico. mas dura pouco. Quando você se vê na pele de Kingsley ou Riggs, os créditos estão chegando. O multijogador é o verdadeiro coração. Vinte mapas bem desenhados, Combat Pacing que ajusta o ritmo, e a destruição de cenário que cria novas rotas. No PS5, o DualSense faz cada tiro parecer real: o gatilho trava no rifle de precisão, o feedback vibra com explosões. É imersão pura. O modo Zumbis, porém, é fraco. 'Der Anfang' tenta misturar rounds com objetivos, mas o resultado é monótono. Os mapas são pequenos, a repetição cansa. Para quem joga solo, a frustração é maior. No balanço final, Vanguard é para quem quer um multiplayer forte e uma campanha curta porém intensa. Fãs de Zumbis e de inovação, melhor esperar outro título.

Prós

  • Multijogador recheado: 20 mapas, modos variados e progressão rápida
  • Gráficos impressionantes e iluminação realista no PS5
  • Integração excelente do DualSense (gatilhos adaptáveis, feedback tátil)
  • Campanha com personagens carismáticos e momentos cinematográficos de alto nível
  • Suporte a 120fps para monitores compatíveis

Contras

  • Campanha muito curta (5-7 horas) e sem replay value
  • Modo Zumbis repetitivo e com pouco conteúdo no lançamento

Campanha cinematográfica, mas curta demais

Em Stalingrado, você controla Polina. Silêncio. Passos no corredor. Ela escala a parede e, do alto, elimina dois soldados com um tiro na cabeça cada. Essas cenas de tensão são o ponto alto da campanha. Cada personagem tem seu estilo: Kingsley comanda o esquadrão, Polina escala, Riggs usa explosivos, Wade foca a mira. A história pula entre eles em flashbacks, mas o grupo só se junta no começo e no fim. Falta um fio condutor.

A abertura no trem em Hamburgo é de cair o queixo: câmera que balança, explosões coreografadas, você no meio do caos. Já Stalingrado aposta no sigilo e na verticalidade. Mas são só 9 missões. Em um fim de semana, acabou. Sem colecionáveis ou escolhas que mudem a história, não há motivo para repetir. A campanha é um extra bem-feito, mas não o prato principal.

Multijogador: o coração do jogo

Vinte mapas. 38 armas. Combat Pacing que transforma uma partida de 6 contra 6 em um caos de 48 jogadores. O multijogador de Vanguard é o verdadeiro motivo para ficar. Os mapas são bem desenhados, com três pistas e pontos de estrangulamento. A destruição de cenário não é tão profunda quanto em Battlefield, mas abre rotas inesperadas. uma parede de madeira que explode com um tiro de espingarda pode mudar o rumo da partida.

Champion Hill é a novidade que rouba a cena: torneio de esquadrões com rounds de 60 segundos. Cada vitória melhora sua arma. Tensão na medida certa. Além dele, os modos clássicos estão lá: Dominação, Kill Confirmed, e o novo Patrol, com um ponto móvel. A progressão de armas é rápida, com 10 slots de acessórios por arma. Um multiplayer que segura o jogador por meses, sem grind excessivo.

Zumbis: a decepção anunciada

O modo Zumbis chega com a promessa da Treyarch, mas o resultado, 'Der Anfang', é pálido. Mapas pequenos, rounds que se repetem, e uma sensação de vazio. O Altar de Covenants tenta dar variedade com vantagens aleatórias, mas não compensa a falta de alma. A tentativa de misturar rounds com objetivos resulta em uma gameplay monótona.

Depois de Black Ops Cold War, Vanguard parece um passo atrás. Os cenários têm menos detalhes, os Easter Eggs são simples, e a progressão cansa. Para quem joga solo, a frustração é maior. Se o modo Zumbis é o que te atrai, melhor buscar outro Call of Duty.

Desempenho e imersão no PS5

Ligue o PS5, coloque o fone. O som surround coloca você no meio da batalha. Os 4K 60fps são padrão, mas ativar o modo 120fps transforma a fluidez em algo impressionante. A redução de resolução é sutil, e a responsividade faz diferença em partidas competitivas.

Os gatilhos adaptáveis oferecem resistência que muda com cada arma. O fuzil de precisão exige dedo firme; a submetralhadora dispara leve. O feedback tátil treme a cada explosão. É o tipo de imersão que poucos jogos no PS5 conseguem. A trilha sonora de Bear McCreary é épica, e o som ambiente (passos, tiros ao longe, gritos) posiciona com precisão. Vanguard no PS5 é um espetáculo técnico que valoriza o hardware.

Perguntas frequentes sobre review Call of Duty: Vanguard PlayStation 5

Quanto tempo dura a campanha de Call of Duty: Vanguard?

A campanha principal tem entre 5 e 7 horas, distribuídas em 9 missões. Não há colecionáveis ou escolhas que alterem o final, o que reduz a vontade de repetir.

O modo Zumbis de Vanguard é bom?

Infelizmente, não. O modo 'Der Anfang' é repetitivo, com mapas pequenos e objetivos monótonos. Fica longe da qualidade de títulos anteriores da série.

Call of Duty: Vanguard no PS5 roda a 120fps?

Sim, desde que conectado a um monitor ou TV com suporte a 120Hz. O jogo oferece um modo de alta taxa de quadros que prioriza fluidez, ideal para o multijogador competitivo.

Vale a pena comprar Vanguard só pelo multijogador?

Com toda certeza. O multiplayer é o ponto alto do jogo: 20 mapas, modos variados, progressão rápida e a novidade Champion Hill. Se você vive de partidas online, Vanguard entrega.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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