Review Call of Duty Modern Warfare III no PS5: multiplayer dos sonhos, campanha decepcionante

Call of Duty Modern Warfare III chega ao PS5 com uma identidade dividida. De um lado, o multijogador abraça a nostalgia ao trazer de volta 16 mapas clássicos de Modern Warfare 2 (2009), com jogabilidade modernizada e ritmo acelerado. Do outro, a campanha tropeça: curta, apressada e com a sensação de que falta algo essencial. O jogo sabe onde quer brilhar, mas também expõe suas limitações.

No PS5, quem vive do multiplayer encontra um prato cheio: tiroteios sólidos, movimentação fluida e mapas que misturam familiaridade e frescor. Já quem busca uma campanha marcante sai com um gosto amargo. Modern Warfare III não é um jogo ruim. é um jogo que, para um público específico, pode ser exatamente o que procura.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Campanha dura entre 3 e 6 horas, ideal para quem tem pouco tempo ou prefere o online.
  • Multijogador traz 16 mapas remasterizados de MW2 (2009), modo Cutthroat (3v3v3) e votação de mapas.
  • Modo Zumbis é uma experiência de extração em mundo aberto para até 24 jogadores, similar ao DMZ.
  • No PS5, o jogo roda a 60fps em 4K reconstruído e tem modo 120Hz para partidas mais suaves.
  • O pacote completo inclui campanha, multijogador e Zumbis, mas a campanha é criticada por ser curta e sem brilho.

1. Call of Duty Modern Warfare III para PlayStation 5: ação frenética no multiplayer, campanha decepcionante

Call of Duty Modern Warfare III no PS5 é um prato cheio para quem vive o multiplayer. Dar slide cancel para enganar o oponente em Rust ou Highrise: a fluidez dos movimentos combina com a nostalgia dos 16 mapas de Modern Warfare 2 (2009). Eles voltam repaginados, com visuais modernos, minimapa de ponto vermelho, slide cancel e votação de mapas. O gunplay está refinado: recuo controlado, TTK maior, movimentação precisa. Tudo isso cria partidas intensas, que misturam o clássico com o moderno. Fácil passar horas sem perceber, alternando entre modos e o novo Cutthroat (3v3v3). A campanha, infelizmente, é o calcanhar de Aquiles. Você invade uma base em plena neve, escolhendo entre sniper ou faca. mas a liberdade das Open Combat Missions (OCMs) não compensa a inteligência artificial fraca e a repetição. São 15 missões que se arrastam, com uma história previsível sobre a Força-Tarefa 141 atrás de Makarov. O vilão mal aparece. Quem espera o espetáculo cinematográfico dos melhores Modern Warfare vai se decepcionar. O modo Zumbis, desenvolvido pela Treyarch, troca os rounds por extração em mundo aberto: você e até 23 outros jogadores correm contra o tempo para completar missões e fugir de hordas. É tenso em cooperação, mas carece de identidade própria. parece mais uma reciclagem do DMZ do que algo novo. Ainda assim, diverte em sessões curtas. Tecnicamente, o PS5 entrega desempenho excelente: 60fps travados em 4K reconstruído, modo 120Hz entre 70 e 100fps, carregamentos rápidos e áudio posicional preciso (quando não falha, que é raro). No fim, Modern Warfare III acerta no multiplayer e erra na campanha. Para fãs de Call of Duty que priorizam o online, é uma compra excelente. Para quem quer uma campanha marcante, melhor esperar ou buscar outro título.

Prós

  • Multijogador com 16 mapas clássicos remasterizados, nostálgico e fluido
  • Gunplay refinado, com movimentação rápida e TTK bem calibrado
  • Desempenho técnico no PS5: 60fps estáveis e modo 120Hz
  • Modo Zumbis em mundo aberto para cooperação com até 24 jogadores

Contras

  • Campanha extremamente curta (3-6 horas) e com sensação de DLC
  • Open Combat Missions repetitivas, lembrando Warzone demais

Multijogador: nostalgia que funciona

Highrise, Terminal, Rust: os mapas de 2009 voltam e a nostalgia funciona muito bem. A Sledgehammer Games modernizou os 16 mapas de lançamento de Modern Warfare 2: texturas nítidas, iluminação dinâmica, mas a essência dos corredores e pontos de emboscada permanece. A movimentação mais rápida. slide cancel, minimapa de ponto vermelho. casa perfeitamente. Partidas intensas, onde cada eliminação parece merecida.

Além dos mapas, o jogo traz modos como Cutthroat (3v3v3), War e Ground War (32v32), e a votação de mapas que a comunidade pediu. O gunplay está mais responsivo: recuo previsível, assistência de mira na medida, TTK maior que no MWII. Só peca pelos spawns bagunçados ocasionais e pelo áudio de passos que falha de vez em quando. Para quem cresceu no MW2 original, é um deleite.

Campanha: curta e sem brilho

Se o multiplayer brilha, a campanha é um tropeço. Você escala um prédio em chamas em uma missão linear, com explosões e roteiro tenso. Minutos depois, uma OCM te joga num descampado vazio, com inimigos que reagem como bonecos. A ideia de liberdade existe, mas a execução é pobre: IA fraca, cenários genéricos, falta de direção.

A história acompanha a Força-Tarefa 141 atrás de Makarov, mas o ritmo é frenético demais para desenvolver qualquer personagem. Makarov aparece pouco e não tem peso. A campanha termina antes de começar. dá para zerar em 3 a 5 horas. Quem esperava uma narrativa no nível de Modern Warfare (2019) vai sentir que o jogo foi lançado pela metade. É o ponto mais frágil.

Zumbis e desempenho: acertos e ressalvas

MWZ troca os rounds clássicos por extração: um mapa gigante, até 24 jogadores, missões e fuga antes que o tempo acabe. Funciona em equipe, com tensão genuína, mas falta personalidade. não tem o carisma dos Zumbis tradicionais da Treyarch. Vale como conteúdo extra, não como motivo principal.

Tecnicamente, o PS5 segura bem: 60fps sólidos em 4K reconstruído, modo 120Hz entre 70 e 100fps. Carregamentos rápidos e áudio posicional bom, com falhas raras no som de passos. O DualSense responde nos tiros, sem grandes inovações. Para quem busca performance, é um dos títulos mais sólidos do gênero no console.

Perguntas frequentes sobre review Call of Duty Modern Warfare III PlayStation 5

A campanha de Modern Warfare III é muito curta?

Sim, a campanha dura entre 3 e 6 horas, sendo a mais curta da série. Dá para zerar em uma sentada, e a sensação é de que falta metade do jogo.

Vale a pena comprar só pelo multiplayer?

Sim, se você é fã de Call of Duty e curte mapas clássicos com jogabilidade moderna. O multiplayer é o ponto alto, com 16 mapas remasterizados e modos variados que garantem horas de diversão.

O modo Zumbis é bom?

É divertido para jogar com amigos, mas carece de identidade própria. O formato de extração em mundo aberto lembra DMZ, e não tem o carisma dos Zumbis tradicionais. Vale como conteúdo extra, não como motivo principal.

Como está o desempenho no PS5?

Excelente. O jogo mantém 60fps travados em 4K reconstruído no modo padrão, e o modo 120Hz oferece entre 70 e 100fps. Carregamentos rápidos e sem quedas.

Modern Warfare III parece uma DLC de Modern Warfare II?

A impressão é forte, principalmente pela campanha curta e pela estrutura que se apoia em mapas e mecânicas já conhecidas. Para muitos, o pacote não justifica o preço de jogo completo, mas o multiplayer salva a experiência.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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