A explosão no café parisiense ainda ecoa. Três décadas depois, a investigação de George Stobbart continua sendo uma das grandes narrativas point-and-click. Broken Sword: Shadow of the Templars. Reforged chega ao PS5 como um pacote de nostalgia e modernidade. Mas será que a espada ainda corta?
A Revolution Software refez mais de cem cenários e trinta mil sprites a partir dos traços de Don Bluth. Pressionar R3 alterna entre o jogo de 1996 e a versão 4K: é como ver um quadro sendo restaurado. A palheta de cores, as expressões, a iluminação. tudo ganhou vida sem perder a alma.
Mas o áudio tropeça. As vozes originais, mantidas por autenticidade, carregam chiado e compressão. Em surround, diálogos podem sair dos alto-falantes traseiros. E sem extras. galeria, making of. o pacote parece incompleto. A pergunta: o saldo positivo supera os tropeços?
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Certifique-se de que curte o gênero point-and-click: o ritmo é pausado, baseado em exploração e puzzles lógicos.
- Se a nostalgia pelo original de 1996 pesa, a remasterização é fiel e ainda corrige pequenos furos de roteiro.
- O modo história e o sistema de dicas progressivas tornam o jogo acessível para novatos que querem focar na narrativa.
- Para quem já jogou o Director's Cut, saiba que o prólogo da Nico foi removido. a versão aqui é a original de 1996.
- A versão física para PS5 foi lançada em julho de 2025 pela Red Art Games, mas a digital está disponível desde setembro de 2024.
1. Broken Sword: Shadow of the Templars. Reforged para PlayStation 5. remasterização 4K do clássico point-and-click
Fonte: Amazon.com.brEspada quebrada – Sombra dos Templários: Reforjada para PlayStation 5
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George Stobbart no café parisiense. Explosão. Palhaço fugindo. A conspiração começa. Esse momento inicial ainda emociona, e a remasterização o torna mais nítido: azulejos, expressões, luz da manhã. A Revolution Software refez mais de cem cenários e trinta mil sprites em 4K, fiéis ao traço de Don Bluth. Alternar com R3 entre gráficos originais e novos é um deleite visual. A jogabilidade clássica foi modernizada com interface intuitiva, sistema de dicas progressivas e modo história que reduz frustração. Puzzles como o da cabra exigem lógica lateral, mas os checkpoints são generosos. O calcanhar de Aquiles? O áudio. Vozes de 1996 apresentam chiados, volume irregular e, em surround, direção confusa. A trilha de Barrington Pheloung, remasterizada, envelheceu melhor. contrasta com as vozes datadas. No PS5, roda sem travamentos. A ausência de extras (galeria, making of) é sentida, principalmente para fãs. Quem nunca jogou encontra uma porta de entrada luxuosa; quem jogou, uma viagem no tempo com resolução 4K. O preço reflete o trabalho visual, não a abundância de conteúdo.
Prós
- Cenários e sprites refeitos em 4K mantendo a arte original de Don Bluth
- Sistema de dicas progressivas e modo história tornam a experiência acessível para novatos
- Possibilidade de alternar entre gráficos originais e remasterizados em tempo real
- Interface e controles modernizados, eliminando o pixel hunting
- Narrativa envolvente com puzzles lógicos e diálogos bem escritos
Contras
- Qualidade das vozes datada, com chiados e compressão perceptíveis
- Mixagem surround problemática em alguns momentos (vozes nos alto-falantes traseiros)
O visual que rouba a cena
Cada cenário foi repintado dos esboços de Don Bluth. As expressões dos personagens? Mais nítidas. A iluminação? Mais rica. O contraste com o original é enorme: o que era borrão de pixels agora revela texturas e sombras. A cena do esgoto ficou mais escura e atmosférica. perdeu visibilidade, ganhou imersão.
Alternar com R3 é um exercício de memória afetiva. Você vê o jogo como lembrava e como ele realmente era. A remasterização parece a versão de sonho do que guardamos na cabeça.
Jogabilidade: entre o clássico e o moderno
Você ainda explora, coleta, combina e conversa. Mas o cursor desliza suave no analógico, objetos brilham quando interativos (se preferir) e o sistema de dicas sussurra ajuda sem gritar a solução. O modo história corta interações redundantes e mantém o ritmo narrativo.
Puzzles como o da cabra no início do jogo ainda exigem pensamento lateral. Nada é óbvio, mas a lógica interna é consistente. Morrer é possível (sim, você pode levar um tiro), mas o checkpoint é generoso. A frustração de antigamente deu lugar a uma experiência mais amigável, sem perder o desafio.
Som: o elo mais fraco
Os olhos aproveitam; os ouvidos penam. As vozes originais foram mantidas por autenticidade, mas a captação dos anos 90 aparece: chiados, sibilos, compressão que achata os agudos. Em cenas com ação, o volume oscila. Em surround, vozes podem sair dos traseiros. quebra a imersão.
A trilha de Barrington Pheloung, remasterizada, contrasta. Os temas de investigação ganharam corpo sem perder a melancolia original. A música envelheceu melhor que a voz.
Perguntas frequentes sobre review Broken Sword: Shadow of the Templars – Reforged PlayStation 5
Precisa ter jogado o original para aproveitar o Reforged?
O modo história e o sistema de dicas foram criados para recepcionar novos jogadores. A narrativa é autossuficiente e a ambientação te puxa para dentro da conspiração desde o primeiro ato.
O que mudou em relação ao Director's Cut?
O Reforged é baseado na versão original de 1996, não no Director's Cut. Isso significa que o prólogo com a Nico foi removido. O jogo começa direto com George no café parisiense, como no lançamento original.
Vale a pena para quem já zerou o original várias vezes?
Depende do quanto você valoriza a estética. A remasterização visual é deslumbrante e a alternância de gráficos é um plus. Porém, a falta de conteúdo extra pode fazer o preço parecer salgado para quem só quer revisitar a história.
O jogo tem legendas em português brasileiro?
Sim, a versão para PS5 conta com legendas em português brasileiro. Isso facilita a imersão para quem não se sente confortável com o áudio em inglês (única opção de dublagem).
