Review Bomb Rush Cyberfunk no PS5: nostalgia funk com alguns arranhões

Deslizar por um corrimão enquanto a batida de Hideki Naganuma acelera, a cidade de New Amsterdam pintada de neon e graffiti, a polícia no encalço. Bomb Rush Cyberfunk entrega essa sensação logo nos primeiros minutos. A Team Reptile não esconde as referências: é um sucessor espiritual declarado de Jet Set Radio, e na maior parte do tempo, acerta em cheio.

Você controla Red, um grafiteiro que perdeu a cabeça. literalmente, substituída por uma cibernética. e se junta à Bomb Rush Crew para dominar cada borough. O objetivo é simples: pintar por cima das marcas das gangues rivais, acumular REP e se tornar All City. A história é boba e não tenta ser mais que isso. O foco é o movimento: o barulho do boostpack, o atrito dos skates no asfalto, o ritmo de encadear grind sem repetir o mesmo rail.

No PS5, o jogo roda liso, com carregamento rápido e animações suaves. Mas nem tudo é festa. O combate é desajeitado, o sistema de tricks é raso, e o loop de grafitar/desafiar gangues pode cansar depois de algumas horas. Ainda assim, para quem quer uma dose de nostalgia bem executada, Bomb Rush Cyberfunk entrega andança funk e muito estilo.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Bomb Rush Cyberfunk é um jogo de ação e plataforma single-player, foco total em travessia e estilo.
  • No PS5, a versão oferece carregamento rápido e desempenho sólido (60 fps estáveis). Não há informações oficiais sobre uso do controle adaptativo, mas a experiência é fluida.
  • A campanha principal leva cerca de 10 horas; para completistas, a média chega a 23h (colecionáveis, personagens, fantasias, músicas).
  • Não há modo multiplayer. apenas mods não oficiais no PC. É uma experiência estritamente solo.
  • Classificação ESRB: T (13 anos) por linguagem, violência cartoon e temas sugestivos.

1. Bomb Rush Cyberfunk para PlayStation 5: movimento fluido e nostalgia Y2K

A primeira coisa que você sente ao pegar o controle no PS5 é o peso da travessia. Os personagens deslizam, pulam e fazem manobras com uma fluidez que rivaliza com os melhores jogos de esportes radicais. Cada grind, wallride e boost é responsivo e satisfatório. especialmente quando você encadeia uma sequência longa sem tocar no chão. A cidade de New Amsterdam é um playground vertical, cheio de corrimãos, rampas e becos escondidos que recompensam a exploração com colecionáveis e desafios de pontuação. O problema aparece quando você precisa parar de se mover e enfrentar alguém. O combate usa os mesmos botões dos tricks, sem trava de mira, e se resume a apertar quadrado, triângulo ou círculo na esperança de acertar. É funcional, mas frustrante. especialmente nas batalhas contra chefes de gangue, onde a câmera pode desorientar. Fora isso, o loop principal (grafitar, ganhar REP, desafiar a gangue dona do território) é repetitivo por natureza. As missões secundárias e coletáveis ajudam a quebrar a monotonia, mas não espere uma narrativa envolvente ou personagens marcantes. Visualmente, o jogo é um deleite. O cel-shading e a estética Y2K, com influências de anime dos anos 90, dão personalidade a cada esquina. E a trilha sonora é o ponto alto: Hideki Naganuma (sim, o mesmo de Jet Set Radio Future) contribui com faixas que grudam na cabeça, e o resto do setlist mantém o clima funk, hip-hop e house. No geral, Bomb Rush Cyberfunk é uma carta de amor para quem cresceu com Dreamcast, mas com arestas que impedem que seja uma obra-prima.

Prós

  • Travessia fluida e prazerosa, com grind, wallride e boost responsivos.
  • Trilha sonora excelente, com participação de Hideki Naganuma e outros artistas.
  • Estética visual impecável: cel-shading Y2K que captura a essência de Jet Set Radio.
  • Boa variedade de colecionáveis e personagens desbloqueáveis que incentivam a exploração.

Contras

  • Combate clunky, sem trava de mira e usando os mesmos botões dos tricks.
  • Ciclo de gameplay repetitivo: grafitar, desafiar gangue, conquistar território.

Como funciona a jogabilidade na prática?

O coração do jogo é o movimento. Você pode andar de skate, patins ou bicicleta. cada um com uma sensibilidade diferente. Para grindar, é só pular em um corrimão; o jogo gruda você na superfície. Aí é manter o combo fazendo tricks com os botões de ataque (quadrado, triângulo, círculo). O boost, no gatilho esquerdo, dá uma acelerada e também pode ser combinado com tricks para mais pontos. Não é possível cair dos grinds, e o timing é generoso. a curva de aprendizado é baixíssima.

O sistema de pontuação premia quem encadeia manobras sem repetir a mesma estrutura. Você pula de um rail para um muro, faz um manual no chão, puxa um trick no ar. Tudo flui bem, e a sensação de conseguir um combo longo é genuinamente recompensadora. Já o grafite usa um minigame de analógico: aperta R1 e gira o analógico direito seguindo prompts amarelos. Quanto maior o desenho, mais REP. e mais polícia atrai.

Para quem Bomb Rush Cyberfunk é mais indicado?

Este jogo é feito sob medida para quem jogou Jet Set Radio no Dreamcast ou no Xbox e sente falta daquele estilo descolado. Também agrada quem curte jogos de plataforma com foco em travessia, como Sunset Overdrive ou Tony Hawk's Pro Skater. pela pegada de combos e exploração. A atmosfera é descontraída, a trilha sonora é uma festa, e o visual é um colírio para os olhos de quem ama arte cel-shaded.

Por outro lado, se você busca um combate refinado, um sistema de tricks complexo ou uma história emocionante, é melhor ajustar as expectativas. Bomb Rush Cyberfunk é mais sobre a vibe do que sobre profundidade. E se você acha que jogos repetitivos tiram seu tesão, o ciclo de grafitar e desafiar gangues pode cansar antes do final.

Perguntas frequentes sobre review Bomb Rush Cyberfunk PlayStation 5

Bomb Rush Cyberfunk é um sucessor espiritual de Jet Set Radio?

Sim, assumidamente. A Team Reptile criou o jogo como uma carta de amor ao clássico da Sega, com mecânicas muito similares: grind, tricks, grafite, conquista de territórios e fuga da polícia. A diferença está nos boostpacks e no visual Y2K mais inspirado em animes dos anos 90.

Quantas horas de jogo Bomb Rush Cyberfunk oferece?

A campanha principal leva cerca de 10 horas. Para quem quiser completar tudo. coletar todos os grafites, músicas, fantasias e personagens -, a média fica entre 20 e 24 horas.

O combate é bom?

Não é o ponto forte. O combate usa os mesmos botões dos tricks, sem trava de mira, e se sente desajeitado. Funciona para o que se propõe, mas não espere um sistema refinado. A diversão está na travessia, não nas brigas.

Vale a pena pegar a versão de PS5?

Sim, se você é fã do gênero. No PS5, o jogo roda com desempenho sólido e carregamento rápido. A experiência é a mesma das outras plataformas, mas com a vantagem de tempos de loading quase inexistentes.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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