Tem jogo que acerta tanto no combate que você quase esquece do resto. BlazBlue Entropy Effect X é exatamente esse caso: uma porrada estilosa, com personagens que pedem para ser dominados e uma sensação de progresso que gruda no controle. A versão Deluxe para PlayStation 5 chega recheada de extras, mas será que o pacote inteiro segura o entusiasmo além das primeiras horas?
A proposta é direta: desça pelo Mar das Possibilidades, limpe salas de inimigos, escolha upgrades e enfrente chefes cada vez mais agressivos. O problema é que a história, que tenta amarrar tudo, parece ter saído de um rascunho perdido. Para quem veio atrás de ação e variedade de estilos de luta, o jogo entrega. Para quem quer uma narrativa coesa, melhor pular os diálogos.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- O foco aqui é o combate: cada personagem tem um moveset único, então experimente alguns até achar o que encaixa no seu ritmo. Comece com Ragna para sentir a agressividade, depois troque para Noel e veja como o jogo muda.
- A Deluxe Edition inclui 28 paletas de personagens, a trilha sonora completa (91 faixas) e avatares chibi. Só vale se você curte cosméticos e a música da série.
- O jogo oferece co-op local e online, mas é preciso completar duas runs solo para desbloquear. Ideal para quem quer dividir a bagunça.
- Dificuldade ajustável: o sistema de Entropia permite aumentar o desafio progressivamente. Comece no normal e suba conforme sentir confiança.
1. BlazBlue Entropy Effect X Deluxe Edition – PlayStation 5: Ação roguelike com 16 personagens
Fonte: Amazon.com.brBlazblue Entropy Effect X Deluxe Edition
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A primeira coisa que você nota ao pegar no controle é a fluidez. Cada golpe, cada esquiva, cada combo encadeado parece responder na hora. BlazBlue Entropy Effect X não perde tempo com firulas: o loop é entrar na sala, quebrar tudo, escolher um caminho e repetir. A diferença está nos personagens. São 16 no total, incluindo os convidados The Beheaded (Dead Cells) e ICEY, e cada um pede uma abordagem diferente. Ragna é agressivo e de curta distância; Noel pode atirar de longe; Jin congela inimigos para abrir combos. A variedade é tão grande que você pode passar dezenas de runs sem sentir que já viu tudo. O sistema de Potenciais e Táticas dá profundidade. Potenciais são upgrades específicos que expandem o moveset. um novo golpe no ar, um modificador no especial. Táticas são aumentos universais, como dano de fogo ou vida extra. Em uma run, você compra uma Tática de fogo na loja entre salas e depois encontra um Potential que aumenta dano contra inimigos pegando fogo. A sinergia acontece na hora. A progressão entre runs é sustentada pelo sistema de Legado, que permite guardar melhorias para tentativas futuras. O ponto fraco é a narrativa. A história original, com Ace mergulhando no Mar das Possibilidades, tenta ser profunda, mas as cenas são confusas e mal amarradas. As traduções em alguns momentos deixam a desejar, e os diálogos usam sprites estáticos que parecem recortes de papel. Para quem nunca jogou BlazBlue, é ainda mais difícil se importar. Felizmente, o jogo não exige que você entenda a trama para se divertir. Você pode pular tudo e ir direto para a ação sem perder nada essencial. A versão Deluxe entrega pacotes de cores e a trilha sonora, que é um dos pontos altos. As 91 faixas variam entre rock agressivo e temas atmosféricos, e combinam bem com o ritmo frenético. Os extras cosméticos são legais para quem gosta de personalizar, mas não mudam a experiência de jogo. No fim, o que importa é a jogabilidade: precisa, responsiva e cheia de possibilidades. Se você já gosta de roguelikes de ação como Dead Cells ou Hades, BlazBlue Entropy Effect X merece seu tempo.
Prós
- Combate excepcionalmente fluido e responsivo, com alta liberdade de combos
- 16 personagens com movesets totalmente distintos, garantindo alta rejogabilidade
- Progressão satisfatória com o sistema de Legado e upgrades variados
- Trilha sonora excelente com 91 faixas inclusas na Deluxe Edition
Contras
- História confusa e mal traduzida, difícil de levar a sério
- Estrutura roguelike básica, com fases repetitivas e cenários pouco inspirados
Combate que segura o jogo nas costas
Pega Ragna, por exemplo. O primeiro golpe já mostra o peso: ele avança com a espada, e você pode cancelar em um combo aéreo se apertar no timing certo. A física é generosa, permitindo encadear ataques no chão e no ar sem aquela sensação de travamento. Cada personagem tem um conjunto de Potenciais que desbloqueia movimentos novos durante a run. Você pode estar no meio de uma sala, derrubar um inimigo e, de repente, um Potential aparece que muda o seu ataque especial. É nesses momentos que o jogo brilha.
Hazama dança entre inimigos com correntes, Mu-12 atira de longe, Jin congela tudo. Cada um exige um reflexo diferente. O sistema de Táticas adiciona camadas extras: escolher entre dano elemental, aumento de velocidade ou cura ao final de cada sala força decisões rápidas. Em runs mais longas, a sinergia entre Potenciais e Táticas cria builds que realmente mudam a forma de jogar.
Progressão e modos: o que fazer além de lutar
Além de limpar salas, o jogo oferece modos que testam sua resistência. Mind Training é a campanha roguelike padrão. Mind Challenge impõe condições específicas, como inimigos mais fortes ou sem cura. Mind Trial é um teste de resistência com níveis pré-definidos. Para quem gosta de co-op, o modo para dois jogadores é uma adição bem-vinda, embora exija que cada um já tenha completado duas runs sozinho para desbloquear. A jogatina em dupla funciona bem: vocês lutam juntos, revivem o parceiro ao limpar uma sala, e a dificuldade escala.
O sistema de Legado é o que faz você querer recomeçar. Ao final de cada run, você pode transferir uma melhoria permanente para a próxima tentativa. Isso evita a sensação de progresso perdido. Combinado com o sistema de Entropia, que permite aumentar o desafio gradualmente, o jogo oferece longevidade para quem busca aperfeiçoamento. Porém, a repetitividade dos cenários e a falta de variedade visual entre as fases podem cansar depois de algumas horas. É uma troca que vale para quem prioriza mecânica sobre ambientação.
Veredito: para quem é e para quem não é
Se você ama ação roguelike e quer um sistema de combate profundo, BlazBlue Entropy Effect X é seu próximo vício. Fãs de Dead Cells, Hades ou até de jogos de luta vão encontrar aqui um playground para explorar combos e builds. A curva de aprendizado é suave, mas o teto é alto. Se você joga para sentir a evolução do seu reflexo e da sua estratégia, esse jogo entrega. O co-op e os desafios extras aumentam a vida útil.
Por outro lado, quem joga por história, por imersão narrativa ou por inovação estrutural vai se decepcionar. A trama é descartável, os diálogos são fracos e as fases não trazem surpresas visuais. O jogo também não compete com títulos mais ambiciosos do gênero em termos de variedade de biomas ou eventos aleatórios. É um roguelike honesto, que acerta no que se propõe, mas não inventa a roda. Ideal para sessões curtas e intensas, sem compromisso com enredo.
Perguntas frequentes sobre review BlazBlue Entropy Effect Deluxe Edition PlayStation 5
BlazBlue Entropy Effect X é um roguelike ou roguelite?
É um roguelite: você morre, perde os upgrades da run, mas ganha melhorias permanentes pelo sistema de Legado. A progressão entre tentativas é incentivada.
Quantos personagens jogáveis existem?
São 16 ao todo: 14 do universo BlazBlue, mais Naoto Kurogane, e os convidados The Beheaded (Dead Cells) e ICEY, todos com movesets únicos.
A Deluxe Edition vale a pena?
Se você curte cosméticos e quer a trilha sonora completa de 91 faixas, sim. Caso contrário, a versão padrão já entrega o jogo completo. Os extras são puramente estéticos.
Tem modo cooperativo?
Sim, local e online para 2 jogadores. É preciso completar duas runs solo para desbloquear. O co-op é divertido e bem implementado.
Preciso conhecer a série BlazBlue para jogar?
Não. A história é independente e confusa até para fãs. O foco está no combate e na progressão, então você pode ignorar a trama sem prejuízo.
