A luz amarela de um abajur ilumina um escritório empoeirado. John Blacksad, o detetive felino, fareja o ar enquanto notas de jazz ecoam de um rádio velho. É assim que Blacksad: Under the Skin te recebe no PS5: com charme noir e a promessa de um bom mistério. Mas nem tudo é melodia.
O caso começa com um corpo enforcado e um boxeador sumido. Você vai interrogar rinocerontes em bares decadentes, vasculhar gavetas e usar os sentidos felinos para destacar pistas. A trama prende, os personagens têm personalidade. mas a jornada é cheia de tropeços.
Movimentação lenta, cutscenes que não podem ser puladas e bugs que insistem em aparecer. A versão PS5 não resolveu os problemas do original de 2019. Para fãs dos quadrinhos, o encanto pode compensar. Para quem busca um jogo polido, a resposta é mais complicada.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- É uma aventura narrativa focada em investigação, diálogos cronometrados e QTEs. Nada de ação frenética.
- A história é original e se encaixa entre os volumes Arctic Nation e Red Soul dos quadrinhos. Conhecer a série ajuda, mas não é obrigatório.
- A versão PS5 não trouxe melhorias significativas. os mesmos bugs de colisão e engasgos persistem.
- Campanha de cerca de 10 horas, com seis finais, mas as escolhas têm impacto limitado no desenrolar dos eventos.
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O grande trunfo de Blacksad: Under the Skin está em transportar o tom melancólico dos quadrinhos para um jogo. John Blacksad é contratado para investigar a morte do dono de um clube de boxe e o sumiço de um lutador promissor. Você guia o gato por becos, bares e ringues. Sente o cheiro de whisky barato? Não, mas os sentidos felinos destacam pistas em azul. O problema é que o sistema de dedução parece mais um quebra-cabeça mal explicado do que um painel de detetive. Onde o jogo desanda é na execução técnica. A movimentação é arrastada. você vai implorar por um botão de corrida que nunca vem. Cutscenes não podem ser puladas, o que frustra em repetições. Bugs: texturas que demoram a carregar, personagens que atravessam objetos, quedas de frame rate em áreas abertas e. o pior. relatos de corrupção de save que podem forçar um recomeço. A versão PS5, lançada em 2024, não resolveu esses problemas; apenas maquiou superficialmente. Ainda assim, se você é fã dos quadrinhos e topa relevar os defeitos em troca de uma boa história noir, Blacksad entrega o que promete. Para quem busca um jogo de detetive polido e com escolhas que realmente pesam, talvez seja melhor esperar um patch milagroso. ou buscar outro título.
Prós
- História original fiel ao tom dos quadrinhos, com personagens carismáticos
- Trilha sonora jazz envolvente e ambientação noir bem construída
- Seis finais diferentes incentivam ao menos uma segunda jogada
Contras
- Movimentação extremamente lenta, sem opção de correr e cutscenes não puláveis
- Bugs frequentes: texturas pobres, colisões estranhas e risco de corrupção de save
O universo de Blacksad: uma carta de amor aos quadrinhos
As ruas de Nova York são sujas, os becos escuros. Cada personagem parece saído de um sonho febril: uma raposa dona de bar, um rinoceronte mafioso, uma morsa policial. O jogo captura esse visual noir com muito capricho. cores dessaturadas, luzes de néon, fumaça de cigarro.
O caso começa com um corpo enforcado e um boxeador desaparecido. Você interroga testemunhas, revira escritórios e cheira pistas escondidas. As decisões nos diálogos influenciam o alinhamento do personagem e abrem caminho para seis finais distintos. Na prática, porém, a história segue um trilho: as escolhas mudam alguns diálogos, mas o arco principal permanece praticamente inalterado.
Desempenho e bugs: o ponto fraco do jogo
A versão PS5 foi anunciada como uma oportunidade de polir o original, mas na prática os problemas continuam. A movimentação de Blacksad é muito lenta. você vai desejar um botão de corrida que nunca vem. Texturas em alguns cenários parecem lavadas, e as mãos do personagem atravessam objetos sólidos com frequência. Em áreas mais abertas, o frame rate engasga.
Mais grave: relatos de corrupção de save ainda circulam. E a impossibilidade de pular cutscenes transforma replay de fases numa provação. Tudo isso somado faz com que a experiência pareça mais um jogo de 2019 rodando em hardware novo sem os devidos cuidados.
Se você é tolerante com bugs e está disposto a encarar esses percalços pela trama, vá em frente. Caso contrário, talvez seja melhor esperar uma correção. ou buscar alternativas mais estáveis no gênero de aventura noir.
Perguntas frequentes sobre review Blacksad: Under the Skin PlayStation 5
Preciso conhecer os quadrinhos para jogar Blacksad: Under the Skin?
Não, a história é original e autossuficiente. Mas conhecer os personagens e o tom dos quadrinhos enriquece a experiência.
A versão de PS5 corrige os bugs da versão original?
Não completamente. Muitos bugs persistem, incluindo problemas de textura, quedas de frame rate e relatos de corrupção de save.
Quantas horas de jogo?
A campanha principal dura cerca de 10 horas, com extras chegando a 12 horas e 100% por volta de 19 horas.
O jogo tem múltiplos finais?
Sim, são seis finais possíveis, determinados pelas suas escolhas ao longo da história.
