Biomutant no PS5: mundo aberto mutante que encanta e irrita na mesma medida

Você é um guaxinim mutante que acorda sob uma pilha de ferrugem. O narrador, um velho que não para de falar, anuncia que a Árvore da Vida está definhando. O mundo ao redor parece um jardim de infância pós-apocalíptico: flores fluorescentes, montanhas cor-de-rosa e rios de lodo tóxico. Biomutant entrega esse visual ousado, e logo você se vê girando um graveto elétrico enquanto um tigre gordo corre na sua direção. O combate é ágil, a criação de armas promete infinitas combinações, e o controle vibra com cada impacto. Mas depois de algumas horas, a mesma estrutura de missão aparece de novo: vá, mate, encaixe bolinhas coloridas. Aí a primeira irritação chega.

Biomutant no PS5 é uma versão caprichada: três modos gráficos, suporte ao DualSense, carregamento rápido. O jogo tenta ser um RPG de ação único, e em parte consegue. Mas a repetição, o narrador intrusivo e uma história que não decola criam um contraste frustrante. Este review separa o que realmente funciona do que cansa, sem rodeios.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Biomutant é um RPG de ação com foco em combate corpo a corpo e à distância, crafting e exploração.
  • A versão de PS5 oferece três modos gráficos: Fidelidade (4K/30fps), Desempenho (1440p/60fps) e Qualidade Dinâmica (resolução variável entre 40 e 60fps).
  • O jogo tem suporte completo ao DualSense, com feedback tátil e gatilhos adaptáveis que aumentam a imersão.
  • Donos da versão de PS4 têm upgrade gratuito para PS5, com cross-save entre as plataformas.
  • A campanha principal dura cerca de 12 horas, mas quem quiser fazer tudo pode passar mais de 40 horas no mundo aberto.

1. Biomutant (PS5): RPG de ação mutante com personalização e combate versátil

Encarar um Devorador gigante usando um bastão de trovão e uma pistola criogênica é divertido. A customização de personagem mexe com atributos de verdade: um guaxinim mais pesado bate forte mas esquiva mal. O combate mistura wushu, tiros e poderes como levitação ou rajadas de fogo, e a 60fps no modo Desempenho as animações ficam mais responsivas. Montar a própria arma com peças achadas pelo chão. uma lâmina serrilhada, um cano de chumbo, uma bateria elétrica. vira um vício silencioso. E o DualSense capricha: cada arma tem resistência diferente nos gatilhos, e o chão de metal vibra sob os pés. Não demora para o padrão aparecer. Missões se repetem: vá ao ponto, mate os inimigos, encaixe bolinhas nas cores certas, volte. O narrador comenta cada passo em tom épico, e mesmo reduzindo a frequência ele nunca cala. As escolhas entre tribos afetam sua aura, mas o impacto na história é raso. O combate em espaços apertados sofre com câmera travada, e alguns chefes são injustos, com ataques que não dão tempo de esquivar. As animações de impacto são fracas. bater num robô parece acertar um saco de areia. A versão de PS5 é a mais completa: carregamento rápido, modos gráficos estáveis e o extra do DualSense. Biomutant agrada quem quer um sandbox criativo com bastante liberdade de customização. Mas frustra quem espera uma narrativa coesa ou missões que surpreendam. Se você aceita os defeitos, o mundo mutante rende boas horas de diversão. Caso contrário, melhor passar reto.

Prós

  • Combate variado com opções de melee, tiros e poderes mutantes
  • Mundo aberto colorido e criativo, com biomas distintos
  • Suporte ao DualSense bem implementado (gatilhos adaptáveis e feedback tátil)
  • Sistema de criação de armas profundo e recompensador
  • Três modos gráficos no PS5 com boa performance, especialmente a 60fps

Contras

  • Missões e quebra-cabeças extremamente repetitivos
  • Narrador intrusivo que não cala a boca, mesmo com opção de reduzir frequência

Combate e personalização: arma nova a cada esquina

Você começa escolhendo entre seis classes: Comando, Dead-Eye, Psi-Freak e outras. O peso do personagem altera a agilidade: mais músculo, mais dano, menos agilidade. Aparência e jogabilidade se misturam. um guaxinim magro esquiva como dançarino, mas morre com dois golpes. É um sistema inteligente que dá vontade de recomeçar.

O combate é o melhor de Biomutant. Você alterna entre murros com estilo Wung Fu, tiros de revólver customizado e mutações como teletransporte ou bola de fogo. A criação de armas é o ponto alto: pega um cano de metal, uma lâmina serrilhada e uma bateria elétrica, e sai um bastão que choca. Experimentar combinações vicia. Mas os inimigos repetem padrão, e a estrutura de missão cansa: vá, mate, encaixe bolinhas. O combate poderia ser mais impactante. as armas não têm peso sonoro, e esquivar em corredor estreito é um sufoco.

Mundo aberto: cartão-postal vazio

Sete biomas, cada um com paleta própria: floresta azulada, deserto alaranjado, pântano verde-veneno. O clima muda em tempo real, e você pode cruzar rios de jet-ski, planar de balão ou esmagar inimigos com um mecha. Subir em montarias e correr pelo cenário é cinematográfico.

Só que o que fazer nesse mundo é sempre o mesmo: invadir bases inimigas, resolver quebra-cabeças de encaixe de cores, coletar itens. As tribos oferecem alianças, mas as consequências são superficiais. O mundo é lindo e vazio. falta conteúdo que surpreenda. Depois de dominar a terceira base, a vontade de explorar morre.

DualSense, performance e o narrador (que você vai querer calar)

No PS5, Biomutant roda a 60fps estáveis no modo Desempenho. O modo Qualidade Dinâmica ajusta resolução para manter fluidez, e funciona bem em telas VRR. O DualSense entrega o melhor do jogo: cada arma tem resistência diferente nos gatilhos, e o feedback tátil faz você sentir o chão de metal e o impacto de explosões. Carregamento rápido e cross-save com PS4 completam o pacote.

O narrador é o que mais divide opiniões. Ele descreve cada ação em tom épico, numa língua fictícia. Você pode reduzir a frequência nas opções, mas ele não vai embora. As cutscenes são narradas, os diálogos são narrados, até abrir baú tem narração. É exaustivo. Se você se irrita com narração excessiva, prepare um fone com música de fundo. Fora isso, a versão PS5 é a melhor maneira de jogar Biomutant.

Perguntas frequentes sobre review Biomutant PlayStation 5

Biomutant tem suporte a português do Brasil?

Sim, o jogo possui legendas e interface em português do Brasil. A dublagem é em uma língua fictícia, mas as legendas acompanham todo o diálogo.

Vale a pena comprar Biomutant no PS5 se eu já tenho a versão de PS4?

Sim, donos da versão de PS4 têm upgrade gratuito para PS5, com cross-save. O upgrade melhora os gráficos, adiciona modos de desempenho e suporte ao DualSense. Se você já tem o jogo, é um bom motivo para revisitar.

Biomutant é um jogo multiplayer ou cooperativo?

Não, Biomutant é exclusivamente single-player. Não há modo cooperativo nem multiplayer online. Toda a experiência é individual.

Quanto tempo dura a campanha principal de Biomutant?

A campanha principal leva entre 10 e 12 horas. Se você fizer todas as missões secundárias e explorar o mundo, pode chegar a 20 ou 24 horas. Para completistas, o jogo pode render mais de 40 horas.

O narrador de Biomutant pode ser desligado?

Não totalmente, mas é possível reduzir a frequência da narração nas configurações de áudio. Ainda assim, ele continuará aparecendo em momentos importantes da história.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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