Review Berserk Boy (PS5): ação veloz e nostalgia que acertam em cheio

No primeiro minuto, Kei já está deslizando por grindrails, soltando combos elétricos e trocando de forma elemental como se fosse instinto. Berserk Boy não perde tempo com tutorial. ele te joga na ação e confia que você vai aprender no tranco. A mistura de Mega Man e Sonic funciona, e a trilha sonora de Tee Lopes dá o ritmo certo.

O problema é que o jogo termina cedo demais. Quando você finalmente domina todas as formas e começa a brincar com as combinações, a tela de crédito aparece. E a dificuldade baixa, mesmo no modo Retro, deixa um gosto de 'quero mais'. Ainda assim, para quem busca uma tarde nostálgica com controles fluídos, Berserk Boy entrega com competência.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Berserk Boy é um plataforma 2D linear com toques leves de metroidvania e duração enxuta (cerca de 5 horas na campanha principal). A ação é rápida: você corre, pula, ataca e troca entre cinco formas elementais que mudam a jogabilidade.
  • A dificuldade é baixa mesmo no modo Retro, então se você busca um desafio dos deuses, a falta de tensão vai te incomodar. Já a trilha sonora de Tee Lopes é um show à parte, e o pixel art é vibrante.
  • Fique de olho: os upgrades na loja são caros e exigem repetir fases para comprar tudo. O jogo é ideal para sessões curtas e para quem quer matar a saudade de jogos de ação dos anos 90.

1. Berserk Boy (PlayStation 5). Ação retro inspirada em Mega Man e Sonic

Berserk Boy é ação pixelada com influência direta de Mega Man X e Sonic. Você controla Kei, que corre por níveis compactos enfrentando hordas de inimigos. A cada chefe, desbloqueia uma nova forma elemental: o Trovão dá um ataque homing, o Fogo queima obstáculos, o Gelo congela plataformas. Cada transformação muda o jeito de atacar e explorar, incentivando o replay para encontrar segredos e melhorar a pontuação no ranking S. O pixel art é vibrante, com cenários que remetem a animes dos anos 90, e a trilha sonora de Tee Lopes (Sonic Mania) é grudenta. O problema é que o jogo termina cedo. Quando você finalmente tem todas as formas, a tela de crédito aparece. A dificuldade baixa e a repetição de obstáculos em áreas secretas também seguram a empolgação. No PS5, roda liso, sem quedas, e a alternância entre os modos Moderno e Retro dá uma sobrevida. Os upgrades são caros, mas o grind é leve. No fim, é um jogo honesto: não tenta ser mais do que uma homenagem bem feita aos clássicos.

Prós

  • Movimento rápido e fluido, com combos e dash aéreo
  • Trilha sonora de Tee Lopes é um espetáculo
  • Variedade de formas elementais que mudam o gameplay
  • Pixel art vibrante com estilo anime dos anos 90
  • Boa rejogabilidade para completar 100% e melhorar ranking S

Contras

  • Duração curta (cerca de 5 horas na campanha principal)
  • Dificuldade baixa mesmo no modo Retro

A experiência no PS5 e os modos de dificuldade

No PS5, Berserk Boy roda sem oscilações. O carregamento é rápido e você pode alternar entre os modos Moderno (vidas infinitas) e Retro (vidas limitadas) a qualquer momento. O modo Retro adiciona uma pressão extra, mas a dificuldade ainda é baixa.

O controle DualSense responde bem, com feedback leve que não atrapalha a precisão dos comandos. O foco está na fluidez, e o jogo acerta.

Para quem Berserk Boy realmente encaixa

Fãs de Mega Man Zero ou Azure Gunvolt vão se sentir em casa. A fórmula de correr, pular e trocar de poder em tempo real é viciante, e o level design compacto recompensa a exploração. É um jogo para uma tarde, não para uma semana.

Por outro lado, quem busca campanha longa, dificuldade punitiva ou história complexa pode sair frustrado. Berserk Boy não finge ser algo que não é: é uma homenagem rápida e bem feita. Sabendo disso, a experiência fica muito mais gostosa.

Perguntas frequentes sobre review Berserk Boy () PlayStation 5

Quanto tempo dura Berserk Boy?

A campanha principal leva cerca de 5 horas, com extras chega a 8 horas e para completar tudo (100%) você pode gastar até 13 horas.

Berserk Boy tem suporte a português?

Sim, o jogo possui legendas em português brasileiro.

Vale jogar no modo Retro?

Depende. O modo Retro aumenta o desafio com vidas limitadas, mas a dificuldade geral continua baixa. É mais um extra nostálgico do que uma transformação no jogo.

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Especialista editorial

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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