Bendy and the Ink Machine no PS5: o terror cartoon que volta melhor (e mais bonito)

Atravessar a porta do estúdio Joey Drew é pisar em um pesadelo de celuloide. As paredes escorrem tinta, um piano desafinado ecoa no corredor, e os olhos vazios dos desenhos na parede parecem te seguir.

A versão de PS5, lançada em junho de 2025, mantém a mesma essência macabra de 2018, mas agora com 60 quadros por segundo, carregamento quase instantâneo e o DualSense vibrando a cada passo na madeira podre. Para quem nunca enfrentou o Demônio de Tinta, é a chance de entrar nesse universo único. Para veteranos, o replay é suave, mas a jornada continua curta demais.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Duração: a campanha principal leva cerca de 4 a 5 horas, ideal para uma jogatina de fim de semana.
  • Estilo: é um jogo de terror atmosférico com foco em exploração e puzzles leves, não em ação frenética.
  • PS5: aproveita 60fps, carregamento rápido e feedback tátil; sem ray tracing ou modelos novos.
  • Edição física: inclui código da trilha sonora; para colecionadores, é um charme.
  • Salvamento: o sistema usa checkpoints e não permite sair no meio do capítulo; melhor jogar em uma sentada.

1. Bendy and the Ink Machine – PlayStation 5 – Edição Física Remasterizada

O zumbido da máquina de tinta preenche o silêncio enquanto você caminha por um corredor coberto de desenhos animados distorcidos. É nesse contraste entre o inocente cartoon e a decadência podre que Bendy and the Ink Machine crava sua identidade. Os áudio-logs nos cantos revelam a obsessão de Joey Drew, e cada capítulo adiciona uma camada àquele clima opressivo. Mas a jogabilidade não segura o clima. Os puzzles? Ligue geradores, empurre blocos de tinta, gire manivelas. Nada que exija mais que meio neurônio. O combate é igual: esmague o botão de ataque com um cano até o inimigo virar poça. Sem bloqueio, sem esquiva, sem variedade. Nos capítulos finais, quando o jogo tenta virar ação com perseguições e tiros, a câmera trava e a precisão é frustrante. No PS5, a performance é redonda: 60fps certinhos, carregamento de dois segundos, e o DualSense treme quando você usa a Little Miracle Station. Mas quem espera gráficos repaginados vai se decepcionar. as texturas são as mesmas de 2018, só que mais nítidas. No final, Bendy and the Ink Machine entrega uma aventura curta que vale pela ambientação e pela arte, mas que deixa a desejar na hora de jogar. É um prato cheio para quem ama terror atmosférico e quer uma edição física com trilha sonora. Para quem busca desafio mecânico, melhor procurar outro estúdio.

Prós

  • Estética visual única que mistura cartoon vintage com horror
  • Atmosfera densa e bem construída, com ótimo design de som
  • DualSense adiciona imersão tátil aos passos e interações
  • 60fps sólidos e carregamento quase instantâneo no PS5

Contras

  • Quebra-cabeças muito simples e repetitivos
  • Combate raso, sem profundidade ou impacto

A atmosfera que sustenta tudo

As luzes piscam. O som de um projetor antigo estala. Você vira o corredor e dá de cara com uma estátua do Bendy, sorrindo. A atmosfera de Bendy and the Ink Machine não vem de sustos baratos. vem da sensação de que cada canto do estúdio guarda um segredo sujo. Os áudio-logs são o coração da narrativa, revelando aos poucos a loucura do criador. Mesmo quando o gameplay desaponta, a ambientação segura o jogador com unhas e dentes.

Gameplay: o ponto fraco do estúdio

Pegue a lata de sopa de bacon, gire a válvula, ouça o clique. É assim que a maioria dos puzzles funciona: um loop de ações previsíveis. O combate não foge disso: você avança com o machado, golpeia três vezes, o inimigo espirra tinta e some. Sem emoção, sem risco. Nos capítulos finais, quando o jogo tenta virar ação com perseguições e tiros, a câmera trava e a mira é imprecisa. E o pior: o sistema de salvamento não perdoa. Se você precisar sair no meio do capítulo, o progresso vai para o espaço.

Para quem realmente faz sentido

Bendy and the Ink Machine no PS5 é um jogo para quem valoriza mais a direção de arte do que a mecânica. Fãs de colecionismo vão adorar a edição física com trilha sonora inclusa. Mas quem espera puzzles intrincados ou combate profundo vai se arrepender. A versão PS5 não adiciona conteúdo novo, então se você já jogou, o replay é o mesmo, só que mais fluido. É um passeio curioso, mas não essencial.

Perguntas frequentes sobre review Bendy and the Ink Machine PlayStation 5

Quanto tempo dura Bendy and the Ink Machine?

A campanha principal leva cerca de 4 a 5 horas. Para quem quer fazer tudo, incluindo colecionáveis, o tempo sobe para umas 7 horas. É um jogo curto, ideal para uma maratona de fim de semana.

O PS5 tem melhorias significativas?

Sim, roda a 60fps com carregamento quase instantâneo e suporte ao DualSense (feedback tátil e gatilhos adaptáveis). Não inclui ray tracing ou modelos novos, então as melhorias são mais de fluidez e imersão tátil.

O jogo é realmente assustador?

Depende do que você espera. A atmosfera é tensa e o design de som cria desconforto, mas os sustos são previsíveis e o terror perde força com o tempo. Funciona melhor como suspense do que como horror intenso.

Vale a pena para quem já jogou no PS4?

Só se você é fã da franquia e quer a experiência mais fluida ou a edição física. Não há conteúdo novo, então o replay se justifica mais pelo desempenho e pelo colecionismo.

Precisa de internet para jogar?

Não, o jogo é totalmente offline. Dá para pausar a qualquer momento e retomar de onde parou (desde que não saia no meio do capítulo, por causa do sistema de checkpoints).

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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