Review Back 4 Blood no PS5: o caos cooperativo que você esperava?

Poucas promessas geram tanta expectativa quanto um sucessor espiritual de Left 4 Dead. Quando a Turtle Rock Studios, criadora do original, anunciou Back 4 Blood, a nostalgia bateu forte. A ideia era simples: pegar a fórmula de zumbis cooperativos, modernizar o gunplay e injetar um sistema de cartas para dar profundidade. No papel, parecia o sonho de qualquer fã. Na prática, o resultado é um misto de acertos e tropeços que merece ser analisado.

A campanha entrega 4 atos e 33 missões, um total que pode levar de 5 a 15 horas, dependendo da dificuldade. No PS5, o jogo roda liso, com tempos de carregamento quase instantâneos e uso dos gatilhos adaptáveis do DualSense que realmente adiciona imersão. Mas nem tudo são flores: a campanha sofre de repetição, a história é praticamente inexistente e o modo PvP, infelizmente, não emplacou. Vamos por partes.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Prefira jogar com amigos: a experiência solo com bots é frustrante e o jogo foi claramente feito para o coop.
  • Invista no sistema de cartas: construir um deck de 15 cartas faz diferença nas dificuldades mais altas; não ignore essa mecânica.
  • Avalie o custo-benefício: disponível em serviços de assinatura (Game Pass ou PS Plus), a entrada é mais segura.

1. Back 4 Blood (PS5): o retorno do cooperativo frenético

Back 4 Blood é a tentativa mais ousada de reviver o cooperativo de zumbis em primeira pessoa. A campanha tem 4 atos e 33 missões, levando entre 5 e 15 horas dependendo da dificuldade e do quanto você explora. O grande trunfo está no gunplay: as armas têm peso, a mira é precisa e os acessórios (miras, carregadores, bocais) adicionam variedade. Cada Sentinela (personagem) traz habilidades únicas, e o sistema de cartas permite montar um baralho de 15 cartas que modifica atributos como dano, saúde e resistência. É aí que o jogo fica interessante: você pode criar builds focadas em dano corpo a corpo, suporte ou explosivos, e as cartas de Corrupção do Diretor de Jogo mudam os encontros a cada partida, com névoa, inimigos extras ou ataques mais fortes. Na prática, os momentos de caos são incríveis. Em uma fase, é preciso plantar explosivos em um navio enquanto hordas vêm de todos os lados, com um Ogre arremessando companheiros para longe. Outra missão em um bar com uma jukebox tocando enquanto defende o local também fica na memória. Esses picos de criatividade são o que fazem o jogo valer a pena. Mas o loop principal é repetitivo: a maioria das missões segue o esquema "vá do ponto A ao B, mate tudo, proteja um objeto". Os objetivos de destruir ninhos de Ridden cansam rápido. Além disso, a história é tão fraca que poderia ser resumida em duas linhas: um parasita chamado Devil Worm transforma humanos em monstros, e os Sentinelas tentam sobreviver. Os personagens têm pouco carisma, e as cutscenes são genéricas. No PS5, o desempenho é sólido. Os gatilhos adaptáveis oferecem resistência diferente para cada tipo de arma. uma pistola dispara leve, uma espingarda exige mais força. A resposta tátil também funciona bem quando você leva dano. O crossplay com outras plataformas é um ponto positivo, mantendo a base de jogadores ativa. Por outro lado, o modo PvP Swarm (4×4) tem pouca adesão e é frustrante, e o matchmaking pode demorar. A dificuldade tem um salto brusco entre Recruta e Veterano. no Recruta é tranquilo, no Veterano o friendly fire e a agressividade dos Ridden exigem coordenação de equipe. Se você joga sozinho, os bots são razoáveis na defesa, mas ofensivamente deixam a desejar. Para quem busca diversão rápida com amigos, Back 4 Blood entrega. O sistema de cartas incentiva o replay, testando combinações diferentes e subindo a dificuldade. Mas quem espera uma campanha elaborada, com narrativa envolvente ou PvP competitivo, vai se decepcionar. O suporte ativo foi encerrado em fevereiro de 2023, mas as três expansões lançadas (Tunnels of Terror, Children of the Worm, River of Blood) adicionam conteúdo extra. No fim, é um jogo honesto sobre o que se propõe: matança desenfreada em coop. Se você tem um squad para chamar de seu, pode valer a pena. Sozinho, a diversão é limitada.

Prós

  • Gunplay refinado e responsivo, com boa variedade de armas e acessórios
  • Sistema de cartas adiciona profundidade e incentiva replay com diferentes builds
  • Uso do DualSense no PS5 é imersivo, com gatilhos adaptáveis e resposta tátil

Contras

  • Campanha repetitiva, com objetivos que se repetem ao longo das 33 missões
  • História fraca e personagens sem carisma, serve apenas como pano de fundo

Gunplay e variedade de armas: o acerto que segura o jogo

Back 4 Blood acerta na sensação dos tiros. Cada arma tem personalidade: as espingardas empurram hordas para trás, os fuzis de assalto são precisos em médio alcance e as submetralhadoras pedem spray and pray. A adição de acessórios. miras, carregadores, bocais. permite adaptar o estilo de jogo. Durante uma partida, uma AK-47 com silenciador e munição perfurante parece outra arma. Esse cuidado com o gunplay é o que faz você continuar jogando, mesmo quando os objetivos se repetem. No PS5, os gatilhos adaptáveis do DualSense reforçam a imersão: ao usar uma pistola, o gatilho cede suavemente; com uma escopeta, a resistência aumenta, dando a sensação do peso do tiro.

Sistema de cartas e Diretor de Jogo: profundidade que pede experimentação

O sistema de cartas é a grande aposta de Back 4 Blood e funciona bem na maior parte do tempo. Você monta um deck de 15 cartas que afetam dano, vida, regeneração, velocidade e muito mais. No início de cada partida, compra algumas delas, e ao longo das fases encontra mais. As cartas de Corrupção, aplicadas pelo Diretor de Jogo, mudam as regras: podem surgir névoa, hordas extras ou tipos especiais de Ridden. Isso impede que a campanha vire decoreba. uma hora você enfrenta um Ogre em campo aberto, na outra precisa lidar com visibilidade reduzida em esgotos apertados. O problema é que, nas dificuldades mais baixas, o sistema parece irrelevante; no Veterano, a falta de um deck bem feito pode custar a partida. Para quem gosta de otimizar, há bastante profundidade.

Para quem vale a pena? O público certo e as ressalvas

Back 4 Blood é, acima de tudo, um jogo para ser jogado em grupo. Com três amigos no microfone, a bagunça vira diversão garantida: momentos como ser arremessado por um Ogre enquanto um parceiro tenta te reviver no meio de uma horda, ou a correria para a safe room com todos com pouca vida, criam histórias que ficam na lembrança. Por outro lado, quem joga solo vai sofrer com bots que não substituem a coordenação humana. Quem busca uma narrativa forte ou inovação no gênero vai se decepcionar: o jogo não esconde que sua alma é a matança frenética. Também não é recomendado para quem espera um PvP competitivo e ativo. o Swarm tem pouca base de jogadores. No fim, é um jogo que cumpre o que promete, desde que você entre na proposta certa.

Perguntas frequentes sobre review Back 4 Blood () PlayStation 5

Back 4 Blood no PS5 roda bem?

Sim, a versão de PS5 tem carregamento muito rápido e performance estável. O uso dos gatilhos adaptáveis e resposta tátil do DualSense é um diferencial que melhora a imersão.

Vale a pena jogar solo?

Não muito. Os bots são razoáveis para defender, mas ofensivamente são fracos e não substituem a coordenação de jogadores reais. A experiência solo pode frustrar, especialmente em dificuldades mais altas.

O sistema de cartas é obrigatório?

Nas dificuldades mais baixas, você pode ignorar o deck e ainda assim progredir. Mas no Veterano e Pesadelo, montar um baralho otimizado é essencial para sobreviver.

Back 4 Blood ainda tem suporte?

O suporte ativo foi encerrado em fevereiro de 2023. As três expansões já foram lançadas, e os servidores continuam online. Não há previsão de novo conteúdo.

É melhor que Left 4 Dead?

O gunplay é mais moderno e o sistema de cartas traz personalização. Mas a repetitividade e a história fraca fazem com que não supere o clássico em carisma. É uma evolução técnica, não espiritual.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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