Azure Striker Gunvolt 3 PS5: Ação e precisão que conquistam, história que decepciona

Desde o primeiro combate, Azure Striker Gunvolt 3 mostra a que veio: Kirin avança pelo cenário com uma espada que corta o ar, marca inimigos com talismãs e se teletransporta instantaneamente entre eles. A ação é fluida, e o sistema de Kudos, que trava sua pontuação ao sofrer dano, adiciona um risco calculado a cada investida.

Visualmente, o pixel art remete ao legado de Mega Man Zero, mas a Inti Creates não se apoia só na nostalgia: a trilha sonora reage à sua performance, e cada chefão é um espetáculo à parte. No entanto, o brilho da jogabilidade contrasta com a fragilidade da narrativa. A história, com seu enredo genérico de fim do mundo e reviravoltas sem impacto, é o ponto mais fraco. Se você joga pelo gameplay, a experiência é viciante. Se a trama importa, prepare-se para uma decepção.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Ação 2D frenética com foco em rankings é o forte de Gunvolt 3.
  • A campanha leva de 4 a 5 horas e a história é o ponto fraco para quem espera narrativa.
  • No PS5, o jogo roda liso, com carregamento rápido e troféu de platina.

1. Azure Striker Gunvolt 3 para PlayStation 5: ação 2D refinada e viciante

Azure Striker Gunvolt 3 refina a fórmula da série ao máximo: Kirin desliza com precisão, marca inimigos e executa Arc Chain para combos aéreos que pedem repetição. O sistema de Kudos é o motor da diversão. Acumule pontos sem levar dano enquanto Lumen canta, e a música muda conforme sua pontuação. Esse loop é viciante. A busca pelo rank S++ em cada fase se torna um objetivo real. O equilíbrio sofre com Gunvolt. Quando invocado, ele é tão forte que o desafio desaparece por alguns segundos. Uma ferramenta de emergência que pode se tornar muleta. Já os chefes são o ponto alto: criativos, com múltiplas fases e um revive (Luxia) que força uma troca rápida para Gunvolt no último segundo, uma corrida contra o tempo. Os Image Pulses, mais de 150 colecionáveis, incentivam a exploração e a customização de loadouts, mas a interface para gerenciá-los é desajeitada. Não há um menu claro para revisar movimentos aprendidos. Visualmente, o pixel art é impressionante. A fase de neve brilha com partículas de gelo, enquanto os fundos de templo exibem ruínas detalhadas. A trilha sonora é marcante, com vocais dinâmicos que se adaptam ao seu desempenho. No PS5, a performance é sólida: carregamento instantâneo, sem quedas de quadros. O upgrade gratuito da versão PS4 é um extra bem-vindo. O custo-benefício é justo pela qualidade da ação e pela rejogabilidade. A campanha principal é curta, mas a rejogabilidade é alta, cerca de 14 horas para completistas. Azure Striker Gunvolt 3 é para quem joga com os dedos e ignora roteiros fracos. A mecânica afiada compensa a história frágil, mas o desequilíbrio do Gunvolt diminui o desafio. A Inti Creates entrega um action-platformer de alto nível, mas a narrativa não decola. Se você busca combos viciantes e rankings, o jogo é certeiro. Se a história é prioridade, procure outro título.

Prós

  • Jogabilidade precisa e viciante, com sistema de Kudos e Arc Chain que incentiva combos criativos
  • Pixel art detalhado e trilha sonora dinâmica que reage à sua pontuação
  • Alta rejogabilidade: busca por rankings S++ e coleção de Image Pulses extendem a vida útil

Contras

  • História confusa e mal desenvolvida, a mais fraca da série
  • Gunvolt é excessivamente poderoso quando invocado, reduzindo o desafio em momentos-chave

Jogabilidade e o sistema de combate: arcade refinado

Kirin não corre: desliza. Cada golpe de espada tem peso, e o vidro se quebra com som nítido ao acertar um talismã. Marcar inimigos e acionar o Arc Chain para se teletransportar cria uma coreografia aérea que poucos jogos 2D conseguem. O sistema de Kudos adiciona tensão: qualquer dano trava sua pontuação, então você precisa equilibrar agressividade e cautela. Os chefes são um show à parte. O primeiro revive com Luxia e exige que você troque para Gunvolt no último segundo, uma corrida contra o tempo. A troca entre Kirin e Gunvolt é um trunfo tático, mas Gunvolt é tão forte que quase parece um cheat. Ainda assim, alternar entre os dois mantém o combate dinâmico. Falta um menu para revisar os movimentos aprendidos. Você descobre novos golpes ao vencer chefes, mas não tem onde consultá-los depois.

Conteúdo e rejogabilidade: curto, mas doce

A campanha principal leva cerca de 4 a 5 horas. Curta, mas o jogo foi feito para ser repetido. Cada fase esconde segredos, Image Pulses para coletar e rankings de S++ a conquistar. A busca por pontuações perfeitas e a liberação de novos modos, como o CONNECT iX com Copen jogável em speedrun, estendem a vida útil para mais de 14 horas. Para completistas, coletar todos os Image Pulses (mais de 150) desbloqueia o final verdadeiro. A customização de loadout permite combinações de habilidades que mudam a forma de jogar. Isso incentiva revisitar fases, testar novas abordagens e melhorar o tempo. A evolução não vem de níveis, mas do domínio pessoal. Cada replay é uma chance de superar seu recorde.

Desempenho no PS5 e aspectos técnicos

No PS5, a transição entre fases é instantânea, e a animação nunca engasga. O jogo ocupa 4,2 GB, ótimo para quem está com pouco espaço. O upgrade gratuito da versão PS4 é bem-vindo. Legendas em português e dublagem em inglês e japonês estão disponíveis. A interface, porém, peca pela falta de um menu de habilidades. Você aprende novos movimentos, mas precisa decorá-los, pois não há uma tela de consulta. Tirando isso, a apresentação técnica é impecável. O pixel art é tão bem feito que a direção de arte compensa qualquer simplicidade técnica.

Perguntas frequentes sobre review Azure Striker Gunvolt 3 PlayStation 5

Azure Striker Gunvolt 3 tem modo multiplayer?

Não, o jogo é estritamente single-player. O foco está na campanha solo e na busca por altas pontuações, sem qualquer modo cooperativo ou competitivo.

Quanto tempo leva para zerar Azure Striker Gunvolt 3?

A campanha principal dura cerca de 4 a 5 horas. Para completar 100% (todos os colecionáveis e rankings), espere aproximadamente 14 horas.

A versão de PS5 tem diferenças em relação à de PS4?

A versão de PS5 oferece carregamentos mais rápidos e estáveis, mas o conteúdo é o mesmo. Quem tem o jogo no PS4 pode fazer upgrade gratuito para o PS5.

O jogo tem dublagem em português?

Não, a dublagem é em inglês e japonês. O jogo conta com legendas em português brasileiro, inglês, espanhol e outros idiomas.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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