Bagdá não é uma cidade que pede pressa. Subir no telhado mais alto, observar o movimento das ruas, achar a rota ideal para um assassinato. Isso é Assassin's Creed Mirage em sua essência. A Ubisoft Bordeaux tentou resgatar essa essência depois de anos de mapas gigantescos, grind de nível e combates com números na tela. A série dá um passo atrás, e para quem sentia falta dos primeiros jogos, esse passo é um alívio.
Você controla Basim Ibn Ishaq, um ladrão de rua que se torna Assassino na Bagdá do século IX. A premissa é clara: parkour, furtividade, eliminações cirúrgicas. Nada de árvore de habilidades complexa ou centenas de horas de conteúdo. O jogo é direto, compacto, respeita seu tempo. E na maior parte do tempo, funciona.
Mas nem tudo são flores. O combate é raso, quase um convite para evitá-lo a todo custo. A campanha principal dura umas 15 a 18 horas, pouco para quem vem dos RPGs recentes. A trama, bem ritmada, não empolga como deveria. Ainda assim, para o público certo, Mirage é delicioso.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Furtividade é a alma do jogo. Missões Black Box permitem abordagens criativas. Parkour fluido na maior parte do tempo. Se você curte planejar cada passo, vai se sentir em casa.
- Combate é fraco e deve ser evitado. Se você prefere ação direta, talvez não seja o jogo ideal.
- A duração é enxuta: por volta de 15 a 20 horas para a história principal, com mais algumas para extras. Ideal para quem quer uma experiência sem enchimento, mas frustrante para quem busca dezenas de horas.
- A edição Deluxe inclui cosméticos inspirados em Prince of Persia, artbook digital e trilha sonora. Se você gosta de extras temáticos, vale considerar.
- A história se conecta com Valhalla, mas você pode jogar sem conhecer o jogo anterior. O final, porém, faz muito mais sentido se você tem o contexto do protagonista em Valhalla.
1. Assassin's Creed Mirage Deluxe Edition para PlayStation 5: análise completa
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Subir nos telhados de Bagdá, usar uma faca de arremesso para cortar a corda de um lustre sobre o alvo, ativar o Foco Assassino para eliminar três soldados em segundos. Mirage é um presente para os fãs que sentiam falta dos dias de furtividade sem RPG. A jogabilidade furtiva é o grande destaque: usar o ambiente, ferramentas como facas, dardos soníferos, bombas de fumaça, e o Foco Assassino para eliminar alvos dá uma satisfação que lembra a série Hitman. O parkour, embora não tão polido quanto em Unity, funciona bem na maioria das vezes e torna o deslocamento por Bagdá um prazer. A cidade é viva, cheia de detalhes históricos e visualmente linda, rodando a 60 fps estáveis no PS5. O ponto fraco está no combate direto. Ele é raso, sem impacto, claramente desenhado para ser opção de último recurso. A inteligência artificial dos inimigos também não ajuda: reações previsíveis. A história de Basim é competente, mas não inesquecível, e o final depende demais de quem jogou Valhalla. Para quem não jogou, algumas revelações ficam confusas. No fim, Mirage acerta ao focar no que importa: furtividade, parkour, missões com liberdade. A Deluxe Edition adiciona um pacote temático bem feito para fãs de Prince of Persia. Se você sentia falta de ser um Assassino de verdade, esta é a melhor chance em anos. Se prefere o escopo épico dos últimos títulos, a nostalgia pode não bastar.
Prós
- Furtividade excelente, com missões Black Box que recompensam criatividade e planejamento
- Parkour fluido e satisfatório na maior parte do tempo
- Bagdá é um mapa rico, bonito e cheio de detalhes históricos
- Campanha compacta e sem enchimento, respeita o tempo do jogador
- Edição Deluxe traz extras cosméticos interessantes para fãs
Contras
- Combate raso e pouco recompensador, melhor evitá-lo
- Inteligência artificial dos inimigos fraca e previsível
A volta às origens: furtividade e parkour
Mirage reduz drasticamente os elementos de RPG. Sem níveis, loot colorido ou árvore de habilidades gigante. Você desbloqueia novas capacidades conforme avança, mas tudo enxuto. O foco é em escalar, se esconder, planejar e executar. As missões Black Box são o ponto alto. Você recebe um objetivo e um punhado de pistas, o resto é por sua conta. Quer entrar pela porta da frente após subornar um guarda? Usar uma faca de arremesso para cortar a corda de um lustre? Misturar-se à multidão e esperar? O jogo recompensa criatividade.
O parkour, embora não seja tão preciso quanto em Unity, tem fluidez na maior parte do tempo. Subir pelos muros de Bagdá, saltar entre telhados e escapar de perseguidores é uma experiência cinematográfica. A cidade foi desenhada para isso: ruas estreitas, becos, mercados cheios e torres que convidam ao planejamento vertical.
Combate e ritmo: o preço da redução
O combate é o ponto cego de Mirage. As opções são limitadas: aparar, esquivar e alguns golpes básicos. Não há combos elaborados nem variedade de armas que façam diferença. Enfrentar três guardas vira uma bagunça que termina rápido, mas não por habilidade. O sistema é simples demais. O jogo claramente não quer que você lute, e quando força o confronto, a experiência perde força.
A história é contada em arcos de investigação, cada um focado em um distrito de Bagdá. Isso mantém progressão organizada e evita mapas poluídos de ícones. Por outro lado, quem veio de Odyssey ou Valhalla pode sentir falta de dezenas de horas de conteúdo secundário. Mirage respeita seu tempo, mas também cobra um preço: quando acaba, você fica querendo mais, e não no bom sentido.
Perguntas frequentes sobre review ASSASSIN'S CREED MIRAGE Deluxe Edition PlayStation 5
Preciso jogar Assassin's Creed Valhalla antes de Mirage?
Não é obrigatório, mas o final de Mirage se conecta diretamente com a história de Basim em Valhalla. Se você não jogou Valhalla, algumas revelações podem ficar confusas ou menos impactantes. O jogo funciona por conta própria, mas o contexto enriquece a experiência.
A edição Deluxe vale a pena?
Sim, para quem gosta de conteúdo extra temático. O pacote inspirado em Prince of Persia inclui visual para Basim, armas, montaria e águia, além de artbook digital e trilha sonora. Os cosméticos são bem-feitos, mas não afetam a jogabilidade. Se você não se importa com aparência, a versão padrão já entrega o jogo completo.
Quanto tempo leva para zerar?
A campanha principal gira em torno de 15 a 18 horas. Para quem busca 100% (todos os colecionáveis, contratos e Tales of Baghdad), o tempo sobe para cerca de 25 a 30 horas. É um jogo compacto, ideal para quem quer uma experiência focada sem se comprometer por meses.
O jogo tem modo multiplayer?
Não. Assassin's Creed Mirage é uma experiência puramente single-player, sem qualquer modo cooperativo ou online. O foco está na narrativa e na furtividade individual.
