Arsène Lupin é daqueles personagens que roubam a cena antes mesmo de entrar em ação. E aqui, no jogo da Blazing Griffin, ele rouba mais que objetos: rouba a atenção do jogador com seu carisma afiado e uma dublagem que exala sofisticação francesa. Mas não pense que é só um passeio pela Paris do século XIX. você também vai calçar os sapatos do Inspetor Ganimard e ver o crime pelo outro lado.
A proposta é criativa. Enquanto Lupin desarma alarmes, usa disfarces e resolve puzzles de sequência, Ganimard coleta evidências, interroga suspeitos e monta linhas do tempo. Duas perspectivas, um mesmo caso. Na prática, essa alternância segura a atenção por um jogo que, francamente, não é longo nem complexo.
Com cerca de 8 horas de campanha divididas em 10 capítulos, Arsène Lupin: Once a Thief entrega uma narrativa bem amarrada e algumas reviravoltas honestas. Mas será que é o bastante para justificar o investimento? Depende do que você espera de uma aventura-puzzle.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Gosta de puzzles sem pressão? O jogo não pune erros: tentativas ilimitadas e dicas após três falhas. Ideal para quem quer relaxar.
- Prefere ação e ritmo acelerado? Pule fora. Aqui o negócio é explorar, observar e conectar pistas. Não espere tiroteios ou perseguições.
- A duração é curta (7-8 horas) e a rejogabilidade baixa. Se você busca algo para jogar por semanas, talvez não encaixe.
- A câmera isométrica com ângulos fixos pode incomodar em alguns momentos, especialmente em ambientes fechados.
- A dublagem em inglês com sotaque francês é um charme à parte, mas as legendas em português (PT-BR) estão disponíveis (conforme site oficial).
1. Arsène Lupin: Once a Thief (PS5). Aventura-puzzle com dois lados da moeda
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Você começa ajudando Lupin a roubar um ovo Fabergé, girando cada peça até encaixar. Depois, vira Ganimard e precisa juntar pistas em um caderno de investigação, conectando depoimentos e fotos na linha do tempo. A sensação de cada lado é diferente: com Lupin, foco em furtividade e engenhocas; com Ganimard, paciência e dedução. O problema é que os puzzles são diretos demais: o jogo não deixa você falhar de verdade, não há consequências para erros, e as soluções às vezes se resumem a tentativa e erro. A câmera isométrica, que poderia ser um charme, tem ângulos fixos que atrapalham a visão do cenário, e o inventário confuso atrapalha a fluidez. Mesmo assim, a dublagem de Lupin é um show à parte, e a trilha sonora parisiense cria uma atmosfera envolvente, apesar de repetitiva se jogado de uma tacada. Para quem curte uma aventura investigativa casual, com história bem contada e sem estresse, este é um prato cheio. Só não espere desafio ou longas horas de jogo.
Prós
- Alternância entre os papéis de ladrão e detetive funciona muito bem
- Narrativa envolvente com reviravoltas e múltiplos finais
- Dublagem de Lupin carismática com sotaque francês autêntico
- Puzzles de sequência e dedução recompensam quando encaixam
Contras
- Puzzles indulgentes demais: tentativas ilimitadas tiram a tensão
- Câmera isométrica com ângulos fixos que podem causar desconforto
Dois lados da mesma moeda: Lupin e Ganimard
A grande sacada de Arsène Lupin: Once a Thief é permitir que você veja o crime pelos olhos do criminoso e do investigador. Com Lupin, você escala paredes, usa disfarces e resolve puzzles de sequência para roubar itens valiosos. Já com Ganimard, o ritmo muda: é preciso examinar cada canto da cena, interrogar suspeitos e conectar as pistas em um diário de dedução. Essa alternância não é apenas cosmética. Ela afeta diretamente o ritmo do jogo. As fases de Lupin são mais dinâmicas, com quebra-cabeças que exigem atenção a detalhes e timing. As de Ganimard pedem paciência e pensamento lógico. O resultado é uma experiência que raramente deixa você entediado, mas que também não se aprofunda em nenhum dos lados. É uma abordagem de meio-termo que funciona bem para uma tarde de jogo descompromissada.
Puzzles: criativos, mas sem risco
Os puzzles do jogo variam entre sequenciamento de ações, rotação de objetos (como o ovo Fabergé) e coleta/uso de itens. Há também uma mecânica de linha do tempo onde você ordena eventos. A ideia é legal, mas a execução peca pela falta de desafio. O jogo não te pune por erros: você pode tentar quantas vezes quiser, e há um sistema de dicas após três tentativas falhas. Isso pode ser um alívio para quem não quer quebrar a cabeça, mas frustra quem busca um puzzle mais cerebral. Em alguns momentos, a solução é tão óbvia que parece automática. Em outros, a conexão entre pistas é vaga e você avança mais por tentativa e erro do que por dedução genuína. O equilíbrio não é dos melhores, mas a variedade de tipos de puzzle ao menos impede a monotonia.
Perguntas frequentes sobre review Arsene Lupin – Once a Thief PlayStation 5
Quanto tempo leva para zerar Arsène Lupin: Once a Thief?
A campanha principal dura entre 7 e 8 horas, com 10 capítulos. Se quiser fazer tudo (extras e múltiplos finais), o tempo sobe para cerca de 9 horas. É um jogo curto, ideal para uma ou duas sessões.
O jogo é difícil?
Não, é bastante acessível. Os puzzles são indulgentes, com tentativas ilimitadas e dicas disponíveis. O foco está mais na narrativa e na imersão do que no desafio. Se você busca algo que exija raciocínio complexo, talvez se decepcione.
Vale a pena para quem não conhece o personagem Arsène Lupin?
Sim, o jogo funciona como uma introdução ao universo do ladrão gentleman. A história é autossuficiente e apresenta o personagem de forma clara. Não é necessário ter lido os livros ou visto adaptações.
O jogo tem modo multiplayer ou cooperativo?
Não. É um jogo exclusivamente single-player. Não há qualquer modo multijogador ou cooperativo.
Qual a classificação etária?
O jogo tem classificação ESRB E10+ (todos acima de 10 anos), com violência leve, linguagem leve, referência a álcool e uso de tabaco. É adequado para adolescentes e adultos.
