Ariana and the Elder Codex: combate mágico que encanta, mas narrativa pesa

A biblioteca se abre, volumes flutuam. Ariana caminha entre estantes que parecem pintadas a mão. O encanto inicial é forte. Restaurar sete códices mágicos para salvar os pais desaparecidos parece épico. Mas o combate e a exploração sustentam isso?

O sistema de magias é ágil: combinar fogo com vento cria uma explosão que derruba uma fileira de inimigos. A movimentação. dash, pulo duplo, escalada. torna cada travessia prazerosa. No entanto, o jogo tropeça. Os diálogos são longos e expositivos, quebrando o ritmo. Inimigos se repetem rápido. O resultado é um metroidvania que encanta os olhos, mas não desafia a mente o suficiente.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Gosta de combinar elementos para criar explosões e congelamentos? O sistema de feitiços é versátil e divertido de experimentar.
  • Aceita diálogos longos? Prepare-se para muitas cutscenes que interrompem a ação.
  • Busca um jogo relaxante, sem estresse? A dificuldade é acessível, ideal para quem não quer morrer repetidamente.
  • Valoriza variedade de inimigos e desafios? A repetição e a falta de inovação podem frustrar quem busca mais complexidade.

1. Ariana and the Elder Codex para PS5: metroidvania bonito, mas com excesso de conversa

Você é Ariana, bibliotecária em busca dos pais desaparecidos. Para achá-los, precisa restaurar sete Códices Heroicos, cada um com tema elemental. O combate mistura espada e magias equipáveis. Você desvia, acerta golpes, acumula stagger elemental e finaliza com uma magia burst. Chefes têm múltiplas fases com padrões de bullet hell. O fluxo é rápido, mas o excesso de diálogos expositivos e cutscenes estilo visual novel quebra o ritmo. A variedade de inimigos é baixa; muitos são recoloridos dos primeiros encontros. A exploração é linear, com backtracking recompensador para abrir baús escondidos. Visualmente deslumbrante e com combate sólido, mas sem a profundidade que fãs do gênero podem esperar.

Prós

  • Arte hand-painted deslumbrante, com cenários que parecem quadros vivos
  • Combate fluido e sistema de magias versátil, com ótimas possibilidades de loadout
  • Trilha sonora envolvente que se adapta a cada código e sala de reparo
  • Exploração recompensadora com backtracking e segredos bem escondidos
  • Performance sólida no PS5, com carregamentos rápidos e fluidez

Contras

  • Variedade de inimigos muito baixa, com recoloridos que cansam rápido
  • Excesso de diálogos e cutscenes no estilo visual novel que quebram o ritmo

Combate e progressão

Ponto alto: o combate. Você começa com espada e uma magia elemental. Logo ganha dash, pulo duplo e mais feitiços. A graça está na combinação: ativar fogo e depois vento cria uma explosão em área; água e terra geram uma onda lenta que congela inimigos. O stagger elemental é a chave para dano alto, e você aprende a gerenciar cooldowns enquanto desvia. As Repair Points funcionam como desafios de arena ou plataforma cronometrada, dando uma pausa na exploração. O problema? Os inimigos se repetem rápido. Você vê o mesmo esqueleto com uma cor diferente já no segundo código. A falta de variedade pesa, e a exploração linear não compensa.

Arte, som e performance

Visualmente, Ariana é lindo. Os fundos pintados à mão têm textura de aquarela, com transições de página virada que dão charme. A biblioteca central é deslumbrante, e cada código tem uma paleta distinta, mesmo que o da Terra seja cinzento demais. A trilha sonora acompanha o clima: melancólica nos corredores, épica nos chefes. Pena que algumas músicas se repetem e perdem o impacto. No PS5, roda liso. Carregamentos rápidos, sem travamentos. A dublagem em inglês e japonês é boa, mas as legendas em português estão só para menus. Os diálogos principais ficam só em inglês, um ponto de atenção para quem não domina o idioma.

Perguntas frequentes sobre review Ariana and the Elder Codex PlayStation 5

Ariana and the Elder Codex tem legendas em português?

Sim, mas apenas para menus e informações de jogo. Os diálogos e cutscenes são apenas em inglês, com dublagem opcional em japonês.

Quanto tempo dura a campanha?

A história principal leva cerca de 10 horas. Para completar tudo, incluindo extras e segredos, espere entre 15 e 20 horas.

É um metroidvania tradicional?

É um metroidvania leve: há backtracking com novas habilidades, mas o mapa é mais linear que a média do gênero. O foco está no combate, não na exploração complexa.

O jogo é difícil?

Não. Mesmo no modo mais difícil, a maioria dos encontros é tranquila. Jogadores experientes vão sentir falta de desafio. Alguns chefes têm picos de dificuldade, mas são exceções.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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